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Mercado da fé

Igrejas brasileiras parecem ser imunes à crise econômica

Ao contrário da maioria dos setores brasileiros, as igrejas batem recordes de arrecadações e não sentem qualquer efeito da recessão que assola o país

Igrejas brasileiras parecem ser imunes à crise econômica
A imponência do templo é um sinal da crescente popularidade das igrejas evangélicas no país (Divulgação: Templo de Salomão)

Localizado em São Paulo, o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), é uma réplica avaliada em US$ 300 milhões da construção bíblica de mesmo nome.

A imponência do templo é um sinal da crescente popularidade das igrejas evangélicas no Brasil. Ao contrário da maioria dos setores brasileiros, as igrejas evangélicas não sentem qualquer efeito da crise que assola o país e parecem ser à prova de recessões.

Um ótimo exemplo desse sucesso é a própria IURD. Fundada em 1977, pelo bispo Edir Macedo, hoje ela está presente em mais países do que qualquer outra companhia brasileira, além de ter ajudado a transformar a religião no maior negócio do país.

Um levantamento feito em 2013 pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em dados da Receita Federal, mostrou que igrejas de diferentes religiões do país somaram em 2011 uma arrecadação de R$ 20,6 bilhões em dízimos, doações, vendas de produtos e aplicações financeiras.

Outro levantamento, feito pela universidade ESPM, de São Paulo, mostrou que mesmo em meio à pior recessão do país em 25 anos, a movimentação financeira do chamado “mercado da fé” vai quase dobrar de R$ 12 bilhões, em 2012, para R$ 25 bilhões este ano.

Para o Andrey Mendonça, professor da ESPM, a recessão não chega às igrejas chega porque muitos fiéis se apegam à religião nos momentos de crise. “Até agora, a crise econômica teve pouco impacto, pois quando as pessoas são demitidas ou passam por dificuldades tendem a buscar conforto na religião”.

Para igrejas como a IURD, a crise pode ser resolvida facilmente, com pensamentos positivos e uma generosa contribuição. É o que disse um bispo no evento Congresso para o Sucesso, realizado no Templo de Salomão. “Qual a nota mais valiosa do Brasil? Isso mesmo R$ 100. É o que eu quero que vocês tragam da próxima vez. E os que não puderem, não fiquem envergonhados. Rezaremos para que, em breve, vocês possam doar essa quantia”, disse o bispo.

Fontes:
Financial Times-Religion defies recession in Brazil

11 Opiniões

  1. marcelo cp. disse:

    SE DESSE ALGUM RETORNO PRA SOCIEDADE SERIA UM MILAGRE , JÁ QUE NÃO AJUDAM NEM FIÉIS QUANTO MAIS ESTRANHOS, FAZEM PEQUENAS AÇÕES AQUI OU ACOLÁ SO PRA DIZEREM QUE FAZEM ALGUMA COISA ,E QUANDO O FAZEM É SOMENTE COM DOAÇÕES RECEBIDAS E NUNCA DA GRANA GORDA QUE ENTRA, UMA VERDADEIRA TAPIAÇÃO QUA SÓ UM MILAGRE NA VIDA DOS FIÉIS PRA ENXERGAR O TAMANHO DO BURACO QUE DEIXAM NA SOCIEDADE!

  2. rogerio ap. disse:

    EXPLORAR FIÉIS VIROU UM GRANDE NEGOCIO NO BRASIL MESMO QUE CUSTE A MISERIA E TIRE O FUTURO DE MUITOS !É UMA PENA QUE PRA ESTE TIPO DE ROUBALHÕES NÃO EXISTA LEIS!

  3. Matheus Gomes silva disse:

    Essa historia de que as Igrejas estão imune a crise e uma farsa porque eu vi uma noticia na Gospel prime de que na Igreja Mundial do Poder de deus , mais 70 templos poderão fechar por causa da queda da arrecadação de dizimo .

  4. Maria de nazaré Lourinho Revert disse:

    É claro que as Igrejas não sentem a crise, elas vivem de explorar a desgraça e a miséria do povo ignorante, que não percebe, que tem que trabalhar para a sua sobrevivência, e para a vida de luxo da Igreja, que é um apêndice, com raízes profundas, no que há de mais puro do ser humano, que em se tratando de usar a fé como pretexto lavam o cérebro de suas vitimas e pegam para si a nata do labor de suas presas, enquanto os miseráveis mal se alimentam para que possam ostentar aparências. Enquanto os pastores, missionários, reverendos etc, usam sapatos de coro de cabra, ternos de marcas, carros do ano….Isso tudo para impressionar os próprios patrocinadores de sua ostentação, os pobres miseráveis mal sobrevivem, com exceção de alguns membros que eles percebem que lhes trará lucro, que tem lábia e o poder de dissimular os outros, para esses a igreja paga bom salario para que sinta-se bem fortalecido e cativado para induzir novas almas necessitadas e carentes para a função de formiguinha na igreja. Falo isso com conhecimento de causa.

  5. Jose Osvaldo de oliveira disse:

    Igrejas, só no Brasil são mais de 375 diferentes denominações, a nível mundial são cerca de 4.200. São todas iguais,no nivel superior, a cúpula exploradora e aproveitadora e no nivel da terra os explorados e na grande maioria incautos fieis. São vítimas inconscientes ou não da ganancia e de”religiosos” inescrupulosos muitíssimo comuns por ai. Cerca de 21 bilhões são movimentados pelas igrejas brasileiras, com dízimos, doações, vendas de imóveis e quem diria, até aplicações financeiras. Começou no primeio século e estende-se até hoje o engodo a que a humanidade foi submetida. A responsabilidade é de cada um, procure e estude o que foram e o que são essas igrejas, como surgiram e se multiplicaram exponencialmente, Deus precisa de dinheiro na mesma proporção que um peixe precisa de um bicicleta. Precisamos acreditar, melhor se for em DEUS. Deus não tem idade, não teve e nem tem mãe como afirmam certos rituais por ai. Fiel ou infiel é voce, Deus é simplismente “soberano’.Igreja é meramente criação do homem, e que criação!!!!!!!

  6. André Luiz D. Queiroz disse:

    Rogério Faria,
    Sua colocação sobre ‘Salvação 0800’ é pertinente; de fato, é razoável que as instituições religiosas arrecadem de seus fiéis, a título de sua própria manutenção e expansão. E é válido, até meritório, que o fiel doe dinheiro à instituição a que é ligado como ‘materialização’ de sua gratidão a Deus, que nos dá a vida. E para Deus não se deve dar ‘esmola’, muito pelo contrário! Também se pode doar a Deus nosso ‘tempo’ e habilidades, servindo voluntariamente. Aliás, quando não se tem ‘tempo’ para dedicar a Deus, por conta dos compromissos profissionais, etc de nossa vida em sociedade, então que se ‘materialize’ nossa dedicação através da oferta monetária, é justo!
    O que não é correto é que religiosos incutam nos fiéis essa ideia de ‘barganha com Deus’, e muito menos que enriqueçam com as doações. Isso é hipocrisia! E, para os que têm fé, acautelem-se: é dito que o círculo mais profundo do Inferno é reservado aos hipócritas!
    Eu acredito assim!

  7. Rogerio Faria disse:

    O que vocês querem? Salvação 0800?
    Fala sério…

  8. Áureo Ramos de Souza disse:

    Estes atos são as maiores vergonha e sei, tenho a certeza que DEUS não gosta disso. Vou para a Igreja dou oferta e não dou outra coisa mais e minha oferta é a menor possível, se não me aceitarem que me ponham para fora.

  9. André Luiz D. Queiroz disse:

    Vitafer,
    Elas até existem (as obras assistenciais), mas é claro que a arrecadação de doações não se destina à filantropia (que, aliás, é bom mesmo que seja feita com discrição: essa é a verdadeira caridade, a da virtude oculta!). Vemos que nesse ‘filão comercial’ de “vender as bençãos divinas” é muito fácil conseguir rios de dinheiro (literalmente!) apenas gritando “aleluia!”, “louvado seja!” e conclamando os fiéis a doar o que tem e o que não tem ‘comprando’ as graças divinas!… Bem, quem age assim, na verdade não tem amor a Deus nem Lhe é submisso, apenas faz uma espécie de ‘barganha’ (que não é diferente, em essência, da prática de ‘promessa ao Santo’ no catolicismo). Ora, isso é um ‘comércio’ onde o vendedor não tem que ter ‘estoque’, não é obrigado a entregar a ‘mercadoria’ (alegando que, se a benção não foi concedida, é porque o fiel não mereceu…!), vende caro e não recolhe nenhum imposto! Quer mais o quê?…

  10. Vitafer disse:

    Concordo com você, André Luiz. Interessante, embora possam existir, nunca ouvi falar de obras assistenciais das igrejas evangélicas…

  11. André Luiz D. Queiroz disse:

    Os ‘vendilhões do Templo’ continuam explorando a fé dos outros…!

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