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Ministério da Fazenda

Indicação de Levy gera reação de petistas

Partidários da presidente Dilma Rousseff querem convencê-la a escolher outro nome para a Fazenda devido à proximidade de Joaquim Levy com o PSDB

Indicação de Levy gera reação de petistas
Segundo Guido Mantega, Joaquim Levy é adepto da redução no salário mínimo, o que vai contra a política social do PT (Foto: Reprodução/Fabio Braga)

O nome do novo Ministro da Fazenda ainda não foi oficializado, mas a escolha de Dilma por Joaquim Levy gerou reações dentro do partido presidencial. Levy já teve atritos com o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, e sua proximidade com o governo FHC gera antipatia nos petistas, que afirmam que ele é liberal e contra a valorização do salário mínimo.

Em 2006, Levy era secretário do Tesouro nacional e teve problemas com Mantega. Segundo o ministro, o então secretário tinha uma visão conservadora que não ia de acordo com a política social do governo Lula.

Na época, Levy realizou um estudo que demonstrava que o aumento do salário mínimo era o responsável pelo crescimento do gasto público. Guido Mantega discordou e contestou o estudo.

“Estão equivocados. Esse governo tem por objetivo elevar o valor do salário mínimo e executar os programas sociais. Isso é o que diferencia esse governo. Nenhum burocrata pode impedir que o presidente o faça. Quem for contra está em outro governo”, afirmou Mantega em entrevista para o jornal Estado de S. Paulo, em 2006.

Levy deve formar a nova equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff, ao lado de Alexandre Tombini, como presidente do Banco Central, e Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Petistas querem reverter decisão

A proximidade de Levy com o governo do PSDB incomodou os partidários de Dilma, que querem demovê-la da ideia de entregar a Fazenda à políticas semelhantes a do PSDB, as quais ela criticou durante a campanha, o que representaria uma contradição.

Dilma criticou a escolha de Aécio por Armínio Fraga, caso fosse eleito. Ela disse que o futuro ministro seria “inimigo do salário mínimo” e que a eleição poderia representar cortes na educação, na saúde e em programas sociais.

A indicação de Levy foi bem recebida pelo mercado. A Bolsa teve alta de 5% e o dólar caiu 2,08%, ficando cotado em R$ 2,519.

Fontes:
Folha-Levy já é 'bombardeado' por petistas antes de ser oficializado na Fazenda

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