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ECONOMIA

Inflação termina ano abaixo da meta pela primeira vez

O resultado acumulado ficou em 2,95%, estando abaixo da meta pela primeira vez desde 1999

Inflação termina ano abaixo da meta pela primeira vez
Os alimentos recuaram 4,85% em 2017, com as frutas tendo uma queda de 16,52% (Foto: Pixabay)

A inflação fechou o ano de 2017 em 2,95%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira, 10. O valor é o mais baixo desde 1998, sendo também a primeira vez desde 1999, quando o sistema foi criado, que o resultado acumulado ficou abaixo da margem de tolerância do piso da meta governamental – a meta do Banco Central é de 4,5%, mas tem uma margem de 1,5 ponto percentual.

Com a inflação abaixo da meta – o que já era esperado pelo mercado -, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, vai enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando os motivos para o resultado não ter ficado dentro do estipulado. A carta será divulgada no fim da tarde desta quarta-feira.

“Parte do regime de metas para a inflação no Brasil, a carta aberta é um instrumento pelo qual o Banco Central presta contas à sociedade sobre o cumprimento das metas fixadas pelo CMN [Conselho Monetário Nacional]”, explicou o Banco Central através de uma nota.

Na ata da reunião entre o Banco Central e o Comitê de Política Monetária (Copom), publicada no dia 12 de dezembro, o BC culpou a baixa nos alimentos para a inflação ter ficado abaixo da meta estipulada. De acordo com o IBGE, o setor de alimentos e bebidas compõe aproximadamente 25% das despesas familiares. Os alimentos recuaram 4,85% em 2017, com as frutas tendo uma queda de 16,52%.

De acordo com o gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, Fernando Gonçalves, a produção agrícola teve uma safra aproximadamente 30% maior que a de 2016. “Essa situação levou o consumidor a pagar mais barato (-1,87%) do que no ano anterior. É a primeira vez que o grupo apresenta deflação desde a implementação do Plano Real”, explicou Gonçalves.

Os alimentos ficaram mais baratos em todas as regiões, desde a queda de 0,21% em Brasília até a diminuição em 4,28% em Belém. No Rio de Janeiro, a redução foi de 0,91%, enquanto em São Paulo os preços diminuíram em 0,47%.

Entre os efeitos da inflação abaixo da meta estão a possibilidade na redução da taxa de juros, além do maior poder de compra da população.  Para 2018, a expectativa de analistas é que a inflação continue controlada.

Preços subindo

De acordo com o IBGE, 7 das 10 maiores altas do Índice de preços no consumidor (IPCA) foram em produtos ou serviços de preços administrados, que são reajustes definidos pelo governo, como gasolina e energia elétrica.

Os itens que mais influenciaram o aumento da inflação foram a saúde e cuidados pessoais, com um crescimento de 6,52% – esse setor foi bastante influenciado pelos planos de saúde, que ficaram 13,53% mais caros, e dos remédios, que tiveram um aumento de 4,44%; habitação, que subiu 6,26%; e transportes, que aumentou 4,10% graças a influência do crescimento de 10,32% da gasolina.

“Na habitação, as principais influências da alta vieram de produtos como o gás de botijão (16%), a taxa de água e esgoto (10,52%) e a energia elétrica (10,35%)”, apontou o IBGE.

Em dezembro, os alimentos subiram 0,54%, enquanto os transportes tiveram uma alta de 1,23%. Com o crescimento no último mês, o setor de alimentos encerrou a queda de sete meses em sequência. Já a alimentação fora de casa subiu 0,74% ao longo do mês.

“Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%)”, explicou o órgão.

Fontes:
Folha de São Paulo - Inflação termina 2017 em 2,95%, abaixo do piso da meta pela 1ª vez

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Inflação anual do IBGE/Temer em 2% ???

    K k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k

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