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Coluna Esplanada

Infraero e Inframérica selam o golpe do aluguel: R$ 380 mil

Estatal vai alugar por R$ 380 mil a antiga sede da Transbrasil para sua futura sede

Infraero e Inframérica selam o golpe do aluguel: R$ 380 mil
Prédio da Transbrasil no JK (Fonte: Reprodução/Coluna Esplanada)

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A Infraero e a Inframérica, concessionária que administra o Aeroporto JK em Brasília, fecharam o acordo: a estatal vai alugar por R$ 380 mil a antiga sede da Transbrasil, no terminal 2, para sua futura sede, conforme documento de posse da Coluna. Além de a Infraero deixar sede própria, pela qual nada paga, para desembolsar o dinheiro do contribuinte, a Infraero tirou a ‘gordura’. O contrato anterior previa R$ 528 mil de aluguel, conforme denunciara a Esplanada — houve um descontinho de R$ 148 mil.

Leandro Mazzini é escritor e colunista do Opinião e Notícia

Farra

Além da sede, a Infraero aluga mais dois prédios no Plano em Brasília, mas por valor total inferior aos R$ 380 mil. A ideia é juntar todos os funcionários na nova sede no JK.

É rabo!

Antes de convencer a Infraero a alugar o prédio da Transbrasil, a Inframérica o tentou empurrar para várias companhias aéreas, em vão. Sobrou para o contribuinte.

Com o seu, o nosso

A estatal, que vem perdendo receitas, não se intimida. Pagou R$ 16 milhões para consultoria por plano de reestruturação que, pronto há meses, ainda está no ‘hangar’.

Lei antiterror

A morte do cinegrafista reforça tramitação da lei antiterror no Senado. O PL 728/11 (antes terminativo) foi ‘engavetado’ e transformado em 499/13 (vai a plenário). Prevê prisão de 15 até 30 anos para quem for tipificado ‘terrorista’: quem ‘provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física’.

Cerco

As penas sobem um terço se houver ‘emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa’. O PL já está na fila do plenário e será colocado em pauta pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Tramitação

Se aprovado no Senado, segue para tramitação para as comissões similares na Câmara e depois vai a plenário. Não há certeza de que será aprovado até a Copa. O anterior, 728, não iria a plenário e teria tramitação célere, mas por ser tema polêmico o seguraram.

Conta-gotas

Maior banco de sangue do País, o HemoRio iniciou campanha para doação. O estoque está baixo. Cartazes foram espalhados até em hotéis para turistas estrangeiros.

Prévias

Tucanos de alta plumagem comemoram a aproximação de Aécio Neves com o PMDB do Rio, aliado de Dilma. Ele almoçou com o deputado Leonardo Picciani na segunda.

Obras eternas

Quem desembarca no Aeroporto do Galeão no Rio nota que, a quatro meses da Copa, continua o mesmo: os fingers sem circulação de ar e quentes; escadas rolantes quebradas, e tapumes por todos os lados dificultam a circulação.

Dois PTs

O desafio de Lindbergh Farias para o governo do Rio é segurar o próprio PT. Alguns caciques fecharam com o vice Luiz Pezão (PMDB), como o ex-secretário Carlos Minc e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que passou no Palácio Guanabara segunda.

Turtle Operation

A PM mais bem paga do Brasil, a do Distrito Federal, que fez ‘Operação Tartaruga’, é a mesma que envia seus soldados para cursos de elite nos Estados Unidos, remunerados, e que retornam… promovidos oficiais.

Mais Médicos (militares)

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a PEC 293/13, do senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), que garante aos militares da área da saúde a acumulação de dois cargos públicos: podem trabalhar nos quartéis mas também em hospitais e clínicas.

Carlistas com PT

O PR baiano oficializou apoio ao candidato de Jaques Wagner ao governo, Rui Costa, com presença do ministro dos Transportes, César Borges — um ex-Carlista.

Vitrine

Pré-candidato ao Senado, o economista e ex-governador capixaba Paulo Hartung lançou um site com seu nome. Para falar da economia do Estado, claro.

Ponto Final

Um simpatizante de black bloc disse a cameraman que ele ‘é o próximo’ e apanhou do cinegrafista. Veja vídeo http://bit.ly/1kwMiR0

Com Luana Lopes e Equipe DF e SP

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2 Opiniões

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Quanto a desordem operacional do Galeão tenho algo a dizer. Como engenheiro de profissão, desde o regime militar venho estudando as relações entre tecnologia e sociedade e posso adiantar que quando uma sociedade substitui suas relações de autoridade baseadas na coerção dos procedimentos para atingir os objetivos de excelência técnica por injunções coletivistas, pela intrusão de decisores que não pertencem ao escopo do trabalho e pela lassidão moral derivada da contemporização com transgressões recorrentes não punidas, as possibilidades de mal-funcionamento aumentam exponencialmente. Quando os engenheiros não mandam mais nos canteiros de obras, e os sindicatos, os partidos políticos, ou as comissões de prevenção de qualquer coisa, assumem a direção, os acidentes começam a acontecer sucessivamente. Todo mundo quer os benefícios da tecnologia, mas ninguém quer o tipo de autoridade e organização social que criou esta tecnologia. Achar que se pode ter sistemas complexos operando com uma organização social baseada na ausência de sanção, é o caminho do desastre. E a copa do mundo vem aí com muita obra criada neste espírito. O Brasil é o país em que ocorre mais acidentes com obras prontas.

  2. Roberto1776 disse:

    Lei petista anti-terrorismo: a lei anti-terrorismo do governo militar era menos drástica, conforme texto supostamente escrito por Élio Gaspari:
    Pena: reclusão de oito a 30 anos.
    ” Essa era a redação do artigo 11º da Lei de Segurança Nacional, baixada a 21 de outubro de 1969, no auge da ditadura, pouco depois do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick. A pena mínima para um sabotador de quartel, ou aeroporto (imputações específicas), era de oito anos. Para assalto a banco ou sequestro de avião, ela ia de dez a 24 anos. Nos dois casos, as penas eram inferiores às que prevê o surto petista. Caso o delito resultasse em morte, a pena seria de fuzilamento. Apesar de ter havido uma condenação, ninguém foi executado dentro das normas legais.

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