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REAÇÃO POSITIVA

Instituições brasileiras responderam bem à crise, diz ‘FT’

Para o jornal britânico, a economia do país está ruim, mas algumas instituições reagiram melhor do que o esperado

Instituições brasileiras responderam bem à crise, diz ‘FT’
O antigo dito brasileiro de que muitos dos processos e investigações 'terminavam em pizza’ não foi aplicado, diz 'FT' (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

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Um artigo publicado no último domingo, 15, no jornal britânico Financial Times afirma que as instituições brasileiras têm respondido bem à crise política vivida no país. Para o jornal, apesar de o cenário brasileiro ser desfavorável, a iniciativa do governo para tentar estabilizar o mercado e de instituições encarregadas de manter o governo prestando contas são respostas positivas para o ambiente político e econômico do Brasil.

“O governo tem feito movimentos confiáveis para estabilizar o mercado, escolhendo Joaquim Levy como ministro de finanças”, disse o jornal britânico que classificou o ministro como um fiscal conservador que não é desprovido de senso crítico. “Seu objetivo é de retornar o Brasil para políticas que apoiam a inclusão social, sem por em risco as finanças públicas”, explicou o jornal.

O artigo ainda afirma que o judiciário brasileiro, defensores públicos, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal têm feito ações de investigações, processos e prisões de líderes empresariais que anteriormente eram vistos como intocáveis e de políticos envolvidos em corrupção, o que para eles é uma boa resposta para a crise. “O antigo dito brasileiro de que muitos dos processos e investigações ‘terminavam em pizza’ não foi aplicado”, afirmou o jornal.

O Financial Times enxerga três situações possíveis para o país. A primeira é a estagnação. “Com a clara falta de liderança tanto da presidente como do Congresso, o Brasil pode sofrer nos próximos três anos de governo até a próxima eleição. Isso pode ser doloroso, guiando o país para um crescente desemprego e elevada inflação.” A segunda é que um líder populista assuma o poder, onde ele irá trazer grandes promessas que não vai cumprir. “De algum modo, iria marcar o retorno para a volatilidade econômica e hiperinflação da década de 1980”, comparou o jornal. E a última situação possível é a de que a presidente Dilma Rousseff saia do cargo. “Isso pode acelerar o retorno a políticas fiscais sólidas, mas socialmente inclusivas”, finaliza o artigo.

Fontes:
Financial Times-Brazilian institutions have responded well to political crisis

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1 Opinião

  1. Beraldo Dabés Filho disse:

    O último parágrafo não é muito claro quanto ao momento em que um “líder populista” assumiria o poder. Seria gora, com a renúncia de Dilma Rousseff (de que forma?) ou em 2018, no voto? A segunda e a terceira hipóteses se embaraçam e deixam dúvidas. Pode-se dizer que este último parágrafo derruba os anteriores, pois se ele não existisse o Financial Times teria passado a opinião de que, do jeito que está, sem renúncia ou impeachment, o Brasil sairia da crise político-econômica, apenas com a implementação do “correto” ajuste fiscal de Joaquim Levy.

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