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Coluna Esplanada

Integração aluga nova sede por 5 anos a R$ 50 milhões

O novo endereço do Ministério da Integração é um luxuoso edifício espelhado, de três andares, a 4km do Bloco E da Esplanada, onde a equipe deixou três andares vazios

Integração aluga nova sede por 5 anos a R$ 50 milhões
Fernando Bezerra muda para novo prédio por cinco anos, alugado por R$ 50 milhões (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Enquanto centenas de cidades esperam mais verbas de prevenção contra chuvas, o Ministério da Integração alugou nova sede por cinco anos a R$ 50 milhões, com dispensa de licitação. É um luxuoso edifício espelhado, de três andares, a 4km do Bloco E na Esplanada, onde a equipe deixou três andares vazios. O contrato foi assinado em Outubro de 2011, mas a mudança gradativa começou após 120 dias e se finalizou há dois meses, com a chegada do ministro Fernando Bezerra. São R$ 750 mil mensais, mais tarifas de água, luz e IPTU. O prédio é da Base, conhecida empreiteira de Brasília.

Abandono

O ministério mantém três seguranças (um para cada andar) no Bloco E da Esplanada. Informa que eles serão ‘reformados e readequados’ para a volta do ministro e equipe.

Mistério

Pelos dados, a reforma de três andares vai demorar cinco anos. Todo o Palácio do Planalto foi reformado em dois anos.

Tá bom..

O MI avaliou 14 edifício e a escolha foi do ministro Bezerra. A Superintendência do Patrimônio da União e laudo da Caixa avalizaram o prédio para aluguel.

Logo ali

O pagamento do aluguel começou após os 120 dias do contrato assinado. O MI avaliou critérios como localização (4km da Esplanada!?) e preço do metro quadrado.

Laudo ministerial

O MI justifica a nova sede porque a equipe cresceu, com novas secretarias, e que o Bloco E ‘não oferecia segurança física e conforto mínimo aos servidores’, que agora têm melhor infraestrutura. No mesmo Bloco na Esplanada, em três andares funciona a Ciência e Tecnologia, ao que se saiba sem problemas notificados.

Leandro Mazzini é escritor e jornalista

 

Índio quer apito

Mistério na Aldeia Maracanã, onde nativos ocupam a abandonada sede do Museu do Índio, ao lado do estádio, que deve ser demolida. A ‘tribo’, que joga vídeo-game e baralho, segundo fonte, só surgiu após o anúncio das obras.

Sucessão baiana

Jaques Wagner avisa: três nomes disputam sua sucessão hoje: Rui Costa, Walter Pinheiro e Gabrielli, ex-Petrobras. Mas é preciso unidade ‘em torno de um nome’. E que vai costurar isso até o final do ano, e anuncia só em meados de 2014.

Deputado

Em 2014, Jaques vai se lançar à Câmara dos Deputados e negociará a vaga do Senado entre os aliados.

Overbooking no chão

Os juizados especiais em quatro aeroportos do país registraram aumento de ocorrências com reclamações. Mas criados para conciliação rápida entre companhias e passageiros, nenhum deles tem advogado de plantão das aéreas.

Plantão

É recesso, mas o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) já faz agenda. Defende esforço entre colegas para ‘limpeza da pauta’: Cita os vetos presidenciais, as reformas política e do Código de Processo Civil, e o Fundo de Participação dos Estados.

Check out

A assessoria do Hotéis Rio Alegre, daquela ‘Pousada do Mensalão’ que foi da banqueira Kátia Rabello, informa que demitiu só dois funcionários. Apesar de os atuais temerem o fechamento, alega que retoma as atividades em Fevereiro após recesso.

Uma França

O governo de Minas, estado do tamanho da França, investirá R$ 235 milhões para ampliação de 30 aeroportos em cidades-pólo. O segundo desafio é maior: haver demanda para as aéreas.

Ponto Final

No País da Piada: o economista Celso Furtado virar nome de sede do gastador Ministério da Integração.

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Com Vinícius Tavares, Marcos Seabra e Adelina Vasconcelos

 

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5 Opiniões

  1. helo disse:

    De 16 ministérios de Collor a 48 ministérios do grupo Lula. É muito ministro, muito cabide, muito peso, muito custo Brasil.

  2. Carlos U. Pozzobon disse:

    O PI (Partido Índio) só entra em ação quando descobre uma boa causa para assumir o indianismo vitimista. Macunaímas por vocação, passam o dia deitados na rede na sombra da mangueira, esperando que a manga lhe caia na mão, ou ao lado, já que ultimamente as mãos andam ocupadas com videogames e baralhos. De repente toca o celular: o PI fica sabendo de que umas conchinhas foram descobertas na estrada em obras, juntamente com o lixo irreciclável dos descendentes de Cunhambebe. Aí se erguem da rede e partem furiosos para o ataque, de arco e flecha e com a maquiagem inconfundível e mais bem retocada do que uma lambisgoia em shopping center. O governo entra em síndrome de pânico. Abrem-se as negociações, forma-se um acampamento. As TVs correm ao local para noticiar os direitos indígenas. Na velha Europa aparecem ONGs dando palpite sobre as conchinhas de Cunhambebe. O evento não é destacado como um achado arqueológico, mas como um crime ambiental. Em vez de ser recolhidas para um museu, as conchinhas são indícios de um sítio arqueológico desprezado. Entra em ação a falange acadêmica com os palpites antroposupersticiosos. Ninguém de pá e picareta aparece para “limpar” a área e retomar as obras. Trata-se de abrir uma licitação para contratar uma empresa para fazer o serviço de garimpagem. E o país fica abandonado ao seu próprio destino de nação saci-pererê.

  3. Ricardo Santos disse:

    Helo,

    Desculpe, mas, além de todos esses “muito” que você citou, eu cito mais um: É MUITA SEMVERGONHICE, É O BRASILLLLLLL, DOS “GOVERNOS” MACUNAIMAS E DO POVO INDOLENTE E CALHORDA!!!! “Tô” com vergonha… de ser brasileiro!

  4. Mauricio Fernandez disse:

    Conhecem a estorinha da rã dentro da panela no fogo? Pois é a mesma coisa. De mansinho um grupo “pensante” vem colocando frente ao próprio povo suas culpas. Parecem verdadeiras quando de verdade não têm nada. O povo é o culpado de tudo até dos próprios padecimentos a que é exposto por força da falta de vergonha de outros. É algo cruel, desumano, desinformado, tendencioso, arbitrário, pretencioso e uma abominação. A európa inteira está gritando contra a corrupção e o desgoverno assim como fazem os americanos frente a crise, assim na russia, no oriente médio e países asiáticos. Todos os aqui citados culpam seus governos, os mesmos governos escolhidos por êles o povo. Alguns corruptos brasileiros seriam considerados flanelinhas perto de alguns corruptos norte americanos – não que isso sirva de consolo ou justifique qualquer ato indecente. Nós temos uma brutal corrupção. Se maltrata e se extermina de forma impiedosa o povo. Mas aturar que venham dizer que nós, do povo, eu sou do povo, que sejamos todos indolentes e calhordas jamais! Me orgulho como milhões e milhões de brasileiros de pertencermos a éssa terra, a esse país chamado Brasi e não somos calhordas e não somos indolentesl. Pobre povo. Mal sabem os desinformados que governos manobram por sobre cultos e incultos, fortes e fracos. É para isso que dá corda para tantas “celebridades” subproduto dos verdadeiros macunaímas envergonhados.

  5. helo disse:

    Pozzobon,
    Gostei do que escreveu. E queria juntar comentários: Se Dilma faz o desperdício de gastar 50 milhões com seu novo ministério, por que não devolve ao Rio seus prédios e ministérios completamente abandonados?
    O pequeno e belo prédio da agora chamada Aldeia Maracanã está isolado, vazio, e sem manutenção.
    Apesar de contra o estacionamento e contra a demolição prédio, penso que a reivindicação dos índios chegou 50 anos atrasada.
    Diria como Ricardo Santos que a questão causa muita indignação.

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