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Internet: Brasil está entre os dez países mais atacados por hackers

Segundo estudo sobre cibercrimes feito pela GoCache, o Brasil está no ranking dos dez países mais atacados em todo o mundo

Internet: Brasil está entre os dez países mais atacados por hackers
Ocupamos o preocupante sexto lugar num ranking liderado pela China (Foto: Pixabay)

Neste mesmo dia em que lê esta matéria em seu computador, smartphone ou laptop, você pode já ter sofrido um ataque cibernético que está corroendo a memória, corrompendo arquivos ou mesmo transferindo suas informações sigilosas para um malfeitor. Segundo estudo sobre cibercrimes feito pela GoCache – empresa multinacional que oferece serviços de segurança e suporte online – o Brasil está no ranking dos dez países mais atacados em todo o mundo.

Até o fim deste ano, 4,3 bilhões de pessoas em todo o mundo terão um smartphone com acesso à banda larga. Além disso, 37% da população mundial usam mídias sociais – Facebook, Twitter, Instagram e outros. Cerca de 140 milhões de brasileiros navegam na internet e, ainda, contamos com 240 milhões de números de telefones celulares ativos – 14% a mais que a população do país. E, como sabemos, o crime busca se aproximar para se aproveitar e causar danos às pessoas.

Ocupamos o “honroso” e preocupante sexto lugar num ranking liderado pela China. Ao mesmo tempo em que a nova geração do país passou por exaustiva educação para a informática com o objetivo de buscar superioridade competitiva no segmento, sabe-se que nem todos estes jovens escolheram o caminho do bem, digamos assim. Logo, o país conta também com o maior número de hackers do planeta e é origem de 41% dos ataques cibernéticos mundiais.

Os Estados Unidos vêm em segundo lugar – tanto em sofrer ataques quanto em produzi-los – a despeito das pesadas penas de prisão para quem incorre neste tipo de crime. Por roubar 90 milhões de números de cartões de crédito e crédito, um hacker pegou 20 anos de prisão, além de US$ 25 mil de multa. Outro vai vestir o indefectível uniforme laranja por dez anos por invadir contas de e-mail de astros e estrelas de Hollywood e publicar fotos pessoais deles em redes sociais.

Brasil é líder em ataques no hemisfério Sul

Turquia, Rússia e Taiwan completam a lista dos que estão à frente do Brasil. Ainda assim, somos recordistas na exposição do usuário à internet (8 horas e 56 minutos por dia) e lideramos o hemisfério Sul, com 3,3% dos ataques ou, para o leitor ter noção mais exata dos números, mais de 500 mil investidas criminosas por ano.

Também integram o “top ten” os romenos, os indianos, os italianos e húngaros que tomaram o posto outrora ocupado pela Coreia do Sul graças a uma vasta rede de malfeitores cibernéticos de Budapest e arredores.

Existe solução para o problema?

Mas não basta apenas mostrar o problema. É preciso apresentar as soluções que governos, empresas e pessoas buscam para reprimir esse transtorno de contornos não somente econômicos, mas também políticos e religiosos e de âmbito mundial. Um deles é o Content Delivery Network (CDN) – um modelo de servidores distribuídos geograficamente e conectados à mesma rede, onde se armazenam réplicas do conteúdo de um site, por exemplo.

Este modelo arquitetônico favorece a substituição por uma cópia imediatamente após o ataque ao site, computador ou programa. Tal procedimento permite que usuários acessem a cópia no servidor, reduzindo o tempo de transferência dos dados (latência), evitando que o ataque seja replicado.

Assim como nós, os hackers não têm tempo a perder.

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