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FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

Jair Bolsonaro sob os holofotes em Davos

Ofuscada pela ausência de líderes, a 49ª edição do Fórum Econômico Mundial voltará a atenção para o presidente brasileiro

Jair Bolsonaro sob os holofotes em Davos
Expectativa é que Bolsonaro faça no fórum o mesmo que Lula fez em 2003 (Foto: Facebook/Eduardo Bolsonaro)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) desembarcou em Zurique no início da tarde desta segunda-feira, 21. De lá, Bolsonaro seguirá de carro até Davos, nos Alpes Suíços, onde participará do 49ª edição do Fórum Econômico Mundial.

Fundado em 1971, o fórum tem como missão reunir a elite econômica global para discutir questões contemporâneas, bem como debater soluções para problemas atuais. A edição deste ano foi batizada de “Globalização 4.0: em busca de uma arquitetura global na era da Quarta Revolução Industrial”. Entre os temas a serem discutidos está a globalização, a chamada Indústria 4.0 – referente ao avanço da tecnologia em empresas através da automação e de tecnologias como a Internet das Coisas. O encontro também discutirá a situação na Venezuela.

A edição atual é ofuscada pelo reduzido número de líderes que participarão do evento. Lidando com a maior paralisação já enfrentada por um governo americano, Donald Trump não comparecerá ao evento, nem enviará uma delegação para representá-lo. Envolta em um impasse sobre o acordo para o Brexit, a primeira-ministra britânica, Theresa May, também não participará do fórum.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também não comparecerá ao evento. No momento, ele tenta estabelecer um diálogo com representantes do movimento dos “coletes amarelos”, que vem promovendo uma onda de protestos pela França. Outros que ficarão de fora são os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da Argentina, Mauricio Macri; e do México, Andrés Manuel López Obrador. O presidente da China, Xi Jinping não comparecerá, mas será representado por seu vice, Wang Qishan.

Já a chanceler alemã Angela Merkel tem presença confirmada no evento. Ela irá acompanhada de sua sucessora no comando de seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), Annegret Kramp-Karrenbauer.

A ausência de grandes líderes coloca os holofotes do evento sobre Bolsonaro, que terá um discurso de 45 minutos para se apresentar para a elite econômica global. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o presidente brasileiro será auxiliado pelo seu ministro da economia, Paulo Guedes, e deve apresentar uma agenda liberal, pautada em privatizações e reforma da Previdência.

Envolto em polêmica envolvendo familiares, o presidente busca uma agenda positiva no evento. A expectativa é que ele use o tempo de discurso da mesma forma que Lula usou em 2003, quando sua eleição gerou apreensão no mercado em relação aos rumos da economia brasileira. Na época, Lula usou seu discurso para fazer um aceno positivo aos investidores e encerrar os temores em relação a sua gestão. Ao que tudo indica, Bolsonaro fará o mesmo.

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