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Jânio Quadros toma posse

Em 31 de janeiro de 1961, Jânio Quadros tomou posse como presidente do Brasil

Jânio Quadros toma posse
Jânio desenvolveu uma política interna considerada conservadora e aceita pelos Estados Unidos (Foto: Wikimedia)

No dia 31 de janeiro de 1961, Jânio da Silva Quadros, toma posse como presidente do Brasil. Seu mandato ficou famoso pelo combate à corrupção e moralização do serviço público.

Em 1959, um grupo reuniu-se na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Rio de Janeiro e fundou o Movimento Popular Jânio Quadros (MPJQ), lançando a candidatura do político à presidência da República. Em três de outubro de 1960, Jânio venceu as eleições e João Goulart foi eleito vice-presidente.

Jânio desenvolveu uma política interna considerada conservadora e aceita pelos Estados Unidos. Já no plano externo, exerceu uma política independente e aberta a relações com todos os países do mundo, o que provocou protestos de vários setores que o apoiavam. Recebeu no palácio do Planalto a primeira missão comercial da República Popular da China, enviada ao Brasil e a missão soviética de boa vontade, também para incrementar o intercâmbio comercial entre os dois países.

No encontro com Ernesto Che Guevara, ex-guerrilheiro e ministro da Economia de Cuba, Jânio pediu a libertação de 20 padres presos em Cuba e obteve êxito. Em contrapartida, condecorou Che com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, o que repercutiu negativamente entre os mais conservadores.

Em 25 de agosto de 1961, Jânio renunciou abruptamente à presidência. Os militares e a igreja católica não aceitavam que seu vice João Goulart assumisse, com medo de ele querer implantar uma ditadura no estilo de Getúlio Vargas,  ou uma ditadura socialista.

O Congresso votou às pressas uma mudança na Constituição pela qual o Brasil passava a ser uma república parlamentarista, na qual o presidente não manda, quem manda é o primeiro-ministro escolhido pelo Congresso. Goulart assumiu e algum tempo depois propôs um plebiscito para que o povo escolhesse entre o regime parlamentarista ou presidencialista. Usando a máquina do governo para propaganda, o presidencialismo ganhou com facilidade. Goulart começou aos poucos a agitar as massas, dando a impressão de que estava preparando um golpe para implantar uma ditadura. Pressionado pela classe média e pela Igreja Católica, o exército acabou dando o golpe de 1964, o que redundou em 21 anos de regime militar.

 

Fontes:
Uol Educação-Governo Jânio Quadros (1961): Mandato polêmico de sete meses

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5 Opiniões

  1. Isam disse:

    Foi um homem meio “maluco”, porém honesto.

  2. Beraldo disse:

    A matéria não cita os motivos apresentados pelo Jânio para renunciar: “forças ocultas me obrigaram à renúncia”. Omissão, para não ter de explicar que aí começava o golpe militar de 1964, ou seja, os ianques o obrigaram à renúncia e, simultaneamente, planejaram a derrubada do seu sucessor João Goulart, sob a coordenação do seu Embaixador no Brasil, Lincoln Gordon, sob o comando da CIA e do Pentágono. Foram 21 anos de ditadura militar, como poderia ter sido 15 ou 30, ao sabor e gosto dos ianques.

  3. Almanakut disse:

    Esse covarde, antes de morrer, devia ter falado a verdade sobre a sua renúncia, que deu o poder ao bandido Jango!

    E o que foi a solução em 1964, é a solução atualmente, desde que não errem mais e não deixem herança maldita para o futuro!

  4. Almanakut Brasil disse:

    E o Brasil não aprendeu o que é dar poder nas mãos de cachaceiro!

  5. Rogerio Faria disse:

    Todos criticam o JQ mas esquecem que quem tornou este País ingovernável foi o JK com o seu sonho da nova capital.
    Este sonho tornou-se um pesadelo republicano, endividando o Brasil que já estava com a economia combalida pavimentando, assim, o caminho para a ditadura militar.
    JQ e o Brasil foi vítima de JK…

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