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João Goulart deixa a presidência do Brasil, dando início ao regime militar

Em 1º de abril de 1964, João Goulart deixa o cargo de presidente do Brasil após ser deposto, abrindo caminho para os militares governarem o país

João Goulart deixa a presidência do Brasil, dando início ao regime militar
Com a saída de João Goulart da presidência, militares assumiram o governo do país (Foto: Reprodução/ Youtube)

Em 1º de abril de 1964, João Goulart deixou a presidência do Brasil, iniciando o regime militar no país. No dia anterior, os militares haviam deposto o então presidente, que se reuniu com Leonel Brizola no Rio Grande do Sul, para formar a resistência contra o regime. No entanto, desistiu de participar e seguiu para o Uruguai.

A saída de João Goulart da presidência ocorreu em um período político conturbado, em que após a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961, assumiu o cargo e tentou implantar medidas que eram consideradas de esquerda pela população brasileira. Buscando contornar a crise econômica e a instabilidade política no país, Jango anunciou reformas constitucionais, como o controle da remessa de dinheiro para o exterior, a distribuição de canais de comunicação aos estudantes o voto dos analfabetos, que eram maioria da população.

Tais medidas foram mal vistas pelas elites brasileiras, que acreditavam que isso ameaçaria seu poder econômico. O estopim da insatisfação foi um comício no Rio de Janeiro em março de 1964, em que Jango anunciou a implantação da reforma agrária e a estatização de refinarias de petróleo estrangeiras.

Com isso, a insatisfação dessas camadas foi inevitável. O clero conservador, a imprensa, empresários e a direita em geral organizaram a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, reunindo 500 mil pessoas contrárias ao presidente e a “ameaça comunista” que circulava no país.

Após o movimento, os militares arquitetaram a deposição de João Goulart. Com a saída do presidente, o então Presidente da Câmara Ranieri Mazilli assumiu interinamente. Em 2 de abril de 1964 foi formada uma junta governativa com o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo (Aeronáutica), o vice-almirante Augusto Rademaker (Marinha) e o general Artur da Costa e Silva (Exército). Duas semanas depois, o Chefe Maior do Exército, o General Humberto Castelo Branco, tornou-se presidente do Brasil.

Fontes:
UOL Educação-Golpe militar de 1964: elites e militares derrubaram o governo de Jango
FGV CPDOC-O golpe de 1964 e a instauraçao do regime militar

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3 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Por incrível que pareça, as melhores pesquisas sobre esse período da história do Brasil encontramos em língua estrangeira. No Brasil o debate ainda está muito partidarizado; e o grupo dominante, que inventou a “Comissão da Verdade”, só quer saber da parte da verdade que lhe interessa.

  2. Nilzinha disse:

    SÃO TANTAS E TRISTES SEMELHANÇAS, TÃO TRISTEMENTE PARECIDO COM O QUE QUASE VIMOS HOJE, 01/04/2016…SE NÃO FOSSE O GRITO DOS QUE PERCEBERAM O PERIGO E GRITARAM, ALERTANDO A TODOS, HOJE PODERÍAMOS ESTAR SENDO AMORDAÇADOS E PROIBIDOS DE SAIR ÀS RUAS USANDO ROUPAS VERMELHAS. MAS GRAÇAS AOS POUCOS ANOS EM QUE FORAM FEITOS ESFORÇOS NO SENTIDO DE DAR PÃO E LIVROS AOS QUE VIVIAM RASTEJANDO NA MISÉRIA, EMBORA O PODER BÉLICO DOS INIMIGOS DA DEMOCRACIA SEJA MUITO FORTE, ESTES INIMIGOS SABEM QUE DESTA VEZ SERIA DIFERENTE. ELES TERIAM QUE PASSAR POR CIMA DOS CADÁVERES DE MILHÕES DISPOSTOS A LUTAR, E QUE DESTA VEZ VENDAR OS OLHOS DA GRANDE MASSA ESTÁ FICANDO CADA VEZ MAIS TRABALHOSO. GRAÇAS AO PÃO COM LEITE E CAFÉ E A BLUSA DE UNIFORME E OS LIVROS E A PROFESSORA QUE ATRAVESSA O IMPOSSÍVEL PARA LEVAR A LUZ AOS QUE VIVIAM NA ESCURIDÃO DA HIPNOSE OFERECIDA PELO APARELHO LIGADO NA SALA DE TODAS AS CASAS. É ASSIM: NÃO PODEMOS DORMIR, OU PODEMOS DORMIR MAS VIGIANDO COM UM OLHO ABERTO SEMPRE, POIS SE ENTRAREM EM NOSSO JARDIM E NÃO FIZERMOS NADA, EM BREVE NÃO PODEREMOS FAZER MAIS NADA…

  3. jose geraldo disse:

    isso mesmo Ludwig Von Drake.

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