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COLUNA ESPLANADA

Joesley vai topar

Dono da JBS está disposto a admitir o erro e a aceitar cinco anos de cadeia em regime fechado

Joesley vai topar
Pais de Joesley chegaram ontem a Brasília para confortá-lo (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

Após a trapalhada da entrega do áudio acidental para a Justiça, Joesley Batista está disposto a admitir o erro e a aceitar cinco anos de cadeia em regime fechado, como proposto pela Procuradoria Geral da República, para encerrar os processos. Seus pais chegaram ontem a Brasília para confortá-lo. O mesmo a família não espera do irmão, Wesley, preso ontem pela PF alvo da investigação sobre a especulação no mercado com a moeda brasileira. Mais velho e com saúde em risco, Wesley não aguenta 15 dias de cadeia e pode abrir o jogo se pressionado. Ele precisa sair rápido para cuidar do grupo.

Poema

A tragédia está como poema de Drummond: Joesley ‘amava’ Miller, que amava Janot, que amava Fachin, que amava o STF, que ama ninguém. Se Miller falar, caem todos.

Na mira

O FBI já sabe onde mora Arthur Menezes Soares Filho, o Arthur da Facility, foragido da Justiça brasileira. Não o pegaram porque o furacão Irma o tirou de casa em Miami.

Pólo de Defesa

O Governo de Pernambuco quer aproveitar o potencial do Porto de Suape e tem garantido isenções fiscais à indústria bélica nacional, pelo decreto 44.767/17.

Geraldo passageiro

Pode ser exemplo de austeridade, ou marketing eleitoral. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, embarcou com ajudante de ordens no voo 1444 Congonhas-Brasília, na terça pela manhã, após esperar na fila como cidadão comum. Viajou na fileira 18.

Gulf

Dois dias depois da passagem de um jato Gulfstream por Porto Alegre rumo a Buenos Aires, procedente de Caracas, a PF soltou operação que cerca milionários venezuelanos por evasão de divisas e utilização de CNPJs em capitais do Sul. Não há ligação, ainda, do jato com a operação, mas sua hangaragem na noite do dia 6 foi monitorada.

Gafe

Uma situação inusitada. O Sindcom — que aglomera as grandes distribuidoras no País — lançou o movimento “combustível legal” para evitar fraudes no setor, mas contratou o escritório de advocacia Hamilton Dias de Souza, citado na operação Zelotes.

Gafe 2

O problema é que o escritório, contratado para ajudar justamente o combate a fraudes, está denunciado pelo MPF na Zelotes suspeito de pagar R$ 170 mil ao ex-conselheiro do Carf Dalton Miranda, para que retirasse da pauta caso envolvendo a montadora Ford.

Resposta

O Sindicom informa que “todas as relações do Sindicato com seus fornecedores são pautadas pela ética. O escritório Dias de Souza foi contratado legitimamente para prestar consultoria tributária em assuntos acompanhados pela entidade”. Não conseguimos contato por telefone com a banca advocatícia, que não respondeu e-mails.

Grita sindical

O Conselho Federal de Economia coloca na conta da corrupção a privatização em série (Eletrobras, Petrobras, BBl e BNDES) anunciada pelo Governo Temer. “Ineficiência e corrupção não são justificativas para a privatização e legislação dos países hegemônicos proíbe a venda de setores estratégicos ao capital estrangeiro”, informa a entidade.

Quase…

Em tempos de crise e (tentativa) de corte de custos, o Senado Federal cogitou abrir pregão para desembolsar mais de R$ 600 mil para “locação de grade de alambrado, painel metálico de fechamento de área e grade de barricada de contenção e proteção de público” para instalação em frente ao Congresso Nacional.

…pagamos

O valor é quase o triplo do investido na mesma estrutura em 2016 quando houve vários protestos durante a votação do impeachment e manifestações contra as reformas Trabalhista e da Previdência. A Diretoria-Geral do Senado recuou na licitação.

Revogação

No aviso de revogação, publicado na segunda-feira, no D.O. da União, a Diretoria do Senado limita-se a informar que “o certame foi revogado em virtude da necessidade de reavaliar as ações prioritárias de contratações para o exercício de 2017”.

Contraponto

Presidente da CPI da Previdência, o senador Paulo Paim (PT-RS) reage à euforia do Governo que se articula para votar a reforma da Previdência. “A CPI vai concluir os trabalhos em outubro e mostrará ao Brasil que essa reforma é desnecessária”.

Ponto Final

“Brasil quer fim da república dos Batista”.
Do senador Ronaldo Caiado, vice-presidente da CPI da JBS.

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