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Jogo Político!

Temer se aproveitou de um dos momentos mais tenebrosos do Rio de Janeiro, para ganhar pontos e popularidade

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As ações do governo sempre terão um foco subjetivo, ou não, nas pretensões pessoais de quem faz a ação.

Muitas dessas ações são até bem-vindas, mas eu começo a questionar o porquê de só agora.

Tomemos o exemplo da intervenção federal no Rio de Janeiro. Precisamos? Sim com toda a certeza. Mas por que só agora? Há quanto tempo o Rio de Janeiro dava já sinais de que não estava conseguindo resolver o seu problema de segurança pública?

Precisou o carnaval espalhar o bloco do arrastão, da violência, para alertar o governo federal? Precisou o carnaval para acender a luz de emergência? Por que nosso governador, Pezão, sucumbiu somente agora assumindo sua incompetência? Sem esquecer do prefeito Crivella.

As podres declarações do Pezão, antes, durante e depois do carnaval, mostram sua total coragem, visão, humildade em gritar por socorro. Não adiantava somente a população gritar. Aliás, nem precisávamos. O problema estava ali, todos os dias, em todos os bairros, horários.

O presidente Michel Temer que agora praticamente assumiu a sua pretensão em se lançar novamente candidato apesar da sua taxa de rejeição alta – ele agora não desmente, não assume, e faz o seu joguinho nojento de vamos ver, vamos ver – resolveu abraçar a causa da segurança pública no Rio e deixar a outra pauta mais impopular, que era a reforma da Previdência, para depois.

Só que com essa ação, o presidente Michel Temer conseguiu mexer com dois supostos pré-candidatos à presidência: o Ministro Henrique Meirelles, que tinha o discurso da reforma da Previdência que poderia deixá-lo bem na foto junto aos agentes econômicos; e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que além de perder a pauta da reforma, perdeu a da segurança pública com a qual flertava.

Ou seja, Temer se aproveitou de um dos momentos mais tenebrosos do Rio de Janeiro, para ganhar pontos e popularidade. Não é à toa que lhe atribuem a figura de um vampiro. Todos os seus atos são autoexplicativos.

Não estou aqui criticando a ideia da intervenção. Estou criticando sim, o momento que todos os governos escolhem para atacar problemas que estão afligindo um estado, por exemplo, como é essa questão aqui no Rio.

É a mesma coisa quando um prefeito, sabendo da situação da sua cidade, na véspera da eleição resolve asfaltar ruas, fazer creches, pagar salários.

As pessoas deveriam ao mesmo tempo que ficam felizes com o problema sanado, levar para a urna a atitude do político. Que só fez o que fez na hora que fez, porque ele quer mais um mandato mamando nas tetas, custeado por você.

Hoje, quando olho o ato de um político – quase falei bandido, mas como temos raras exceções –, tento enxergar um pouco mais além. E estou ficando craque nessa leitura.

Seria tudo mais simples. Como um médico que vê um problema. Ele não vai, se for sério, profissional, esperar chegar ao ponto de gangrenar para tratar o paciente.

No caso especificamente do Rio de Janeiro, o presidente, o prefeito, o governador, precisou acontecer o que aconteceu no carnaval para ver que o paciente estava morrendo. Mas já estávamos agonizando há muito tempo.

Mas talvez não fosse a hora de começar o espetáculo.

Tomara que essa intervenção freie a violência aqui no Rio e que os diretores do espetáculo sejam lembrados depois com um sonoro não quando forem pedir um voto seu. Ou o seu apoio. Ou mesmo um copo de água.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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6 Opiniões

  1. Daniela Villa disse:

    Para o Temer se eleger, basta ele reduzir a inflação da cesta-básica e aumentar o salário-mínimo em uns 10 por cento antes das eleições; e prometer mais uns 10 por cento depois de eleito. Foi isso que o Lula fez: prometeu três refeiçoes por dia, e como bônus, o direito de andar da avião. É a mesma coisa.

  2. carlos alberto martins disse:

    com toda a certeza nada vai melhorar.os traficantes vão infernizar as forças armadas e continuarão a destruir o rio de janeiro.o nosso maior problema está na constituição brasileira,que protege todos os bandidos do Rio até o planalto.

  3. Beraldo disse:

    Socorro!!!!

    Não bastasse ser governado por bandidos, o cidadão ainda tem de aguentar.

    Nefacilnão. P..a que p….!

    Enfim, c’esta la vie.

  4. Rogerio Faria disse:

    O Rio sempre foi um Estado oposicionista da maioria dos governos Federais.
    Paga o preço por isso,paga por não saber votar, paga de gostar das paradas LGBT, monobloco, marcha por jesus, etc.
    Paga por ser um povo medíocre.

  5. Carlos disse:

    Coerência política!

  6. Laércio disse:

    Bagunçar para governar! Está “técnica” é mais antiga que andar para frente.
    O Brasil está indo para trás devido as más políticas e direitos humanos…
    A primeira promove uma constituição que além de não assistir o povo ainda o prejudica, o segundo são aglomerados de interessados em promoção de seus interesses e de terceiros, não importando se a nação em si é prejudicada ou não.
    As coisas na vida tem que funcionar, do contrário é papo furado.
    A polícia deveria ter poderes para entrar nas tabelas e retirar compulsóriamente os criminosos e quaisquer um que ameaçasse defender os mesmos.
    O povo, a grande mídia etc, são ignorantes! Muitos nas comunidades, na verdade, não são contra a polícia, fingem que são para evitarem represálias do crime em caso de não os apoiarem.

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