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CONTRA CORTE DE 40% NO PISO SALARIAL

Jornalistas de Alagoas entram no 7º dia de greve

Com 90% de adesão, a greve envolve jornalistas dos três maiores grupos de comunicação do estado, que protestam contra a redução de 40% no piso salarial

Jornalistas de Alagoas entram no 7º dia de greve
Proposta apresentada visa transformar o piso da categoria em teto salarial (Foto: Twitter/João Victor Souza)

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Jornalistas dos três maiores grupos de comunicação de Alagoas entraram em seu sétimo dia de greve nesta segunda-feira, 1, contra a redução de 40% no piso salarial da categoria.

A greve envolve profissionais dos seguintes grupos: a Organização Arnon de Mello, que pertence à família do senador licenciado Fernando Collor de Mello (Pros-AL), é afiliada da Globo em Alagoas e compreende os veículos G1 Alagoas, Globoesporte, Gazetaweb e Jornal Gazeta de Alagoas; a Pajuçara Sistema de Comunicação (PSCOM), que pertence ao empresário Emerson Tenório e compreende os veículos TV Pajuçara (afiliada da Record) e Portal TNH1; e o sistema Opinião, que pertence ao empresário Cândido Pinheiro e compreende os veículos TV Ponta Verde (afiliada do SBT) e portal OP9.

Iniciada na semana passada, a greve tem mais de 90% adesão e envolve jornalistas, estagiários e cargos de chefia que cruzaram os braços na semana passada e promovem protestos nas ruas.

Segundo informou o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), as negociações em torno do assunto tiveram início em abril, quando a proposta de criação de três níveis de piso salarial foi apresentada pelas empresas. Na prática, a proposta transforma o piso em teto salarial. Além disso, o valor do piso salarial da categoria no estado cairia de atuais R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00.

Segundo o Sindjornal, desde abril, as empresas já rejeitaram oito propostas apresentadas pela categoria e permaneceram irredutíveis em relação ao corte de 40% no piso salarial. Diante das negativas, na semana passada, os profissionais decidiram entrar em greve. Além de cruzar os braços e promover protestos nas ruas, para chamar atenção para a greve profissionais divulgaram nas redes sociais as hashtags #reducaosalarialnao, #6DiasSemElas e #JornalismoDeSegunda – esta última em referência à precarização das condições de trabalho da profissão, que, por sua vez, levaria à queda na qualidade do serviço prestado.

Os profissionais pretendem manter a greve até que as empresas desistam do corte salarial. Desde que a paralisação teve início, os veículos vêm apresentando conteúdo gravado e reprises. Para cobrir a falta de profissionais, as emissoras vêm contratando equipes de outros estados, o que alguns grevistas apontam como prova de que a versão de falta de recursos apresentada pelas empresas para justificar o corte é uma mentira.

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