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Josef Mengele, o ‘Anjo da Morte’

Em 7 de fevereiro de 1979, morre Josef Mengele, o ‘Anjo da Morte’

Josef Mengele, o ‘Anjo da Morte’
Josef Mengele foi o responsável por fazer experiências desumanas em prisioneiros de Auschwitz (Foto: Wikimedia)

Em 7 de fevereiro de 1979, morreu o médico alemão Josef Mengele. Ele era conhecido como “Anjo da Morte” por conta de sua atuação no campo de extermínio em Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial. Com 67 anos, ele morreu enquanto nadava em uma praia em Bertioga, São Paulo.

Nascido em 16 de março de 1911, na Bavária, ele se tornou membro do Partido Nazista em 1934. Mengele começou a trabalhar no campo de Auschwitz no dia 24 de maio de 1943. Como queria ter uma carreira “inovadora”, fez diversas experiências macabras com prisioneiros do campo. Ele costumava dissecar gêmeos e anões, obrigava prisioneiros a entrar em cubas de água fervendo e injetava diversas substâncias nas pessoas.

Apesar de seu papel macabro, ele conseguiu escapar da prisão depois da guerra. Primeiro foi para Bavária e depois seguiu para a América do Sul. Em 1959 se tornou cidadão paraguaio e mais tarde foi para o Brasil, onde adotou o nome falso de Wolfgang Gerhard.

Em 7 de fevereiro de 1979,  Espedito Dias Romão, que na época era cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo atendeu a ocorrência na praia de Enseada, em Bertioga. Por conta do estado que o corpo foi encontrado, o policial acreditou se tratar de um mal súbito seguido de afogamento. O homem estava na praia com o casal Wolfram e Liselotte Bossert. Os três dividiam uma casa de temporada perto da praia. Em 1985, Liselotte foi processada por falsidade ideológica no Brasil por apresentar o documento falso de identidade de Mengele no dia do óbito. Já Wolfram era um ex-oficial do Exército nazista que morava no Brasil desde a década de 1950.

Os Bosserts o enterraram em Embu com um nome falso de Wolfgang Gerhard. Anos depois, autoridades alemãs interceptaram uma carta do casal para a família de Mengele com notícias de sua morte. As autoridades alemãs avisaram as brasileiras. Em 1985, o corpo foi exumado. Na ocasião, foi confirmado de que realmente se tratava de Mengele. Atualmente, os ossos de Mengele são usados em cursos de medicina forense na Escola de Medicina na Universidade de São Paulo.

 

Fontes:
El País-As últimas horas do monstro nazista no Brasil
Superinteressante-O médico Josef Mengele: anjo da morte
History-Morre Josef Mengele, conhecido como o “Anjo da Morte”

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