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CONDENADO POR LAVAGEM DE DINHEIRO

Juíza questiona prisão domiciliar de Paulo Maluf

Maluf obteve benefício de prisão domiciliar, mas laudo do IML concluiu que deputado pode cumprir pena no presídio da Papuda

Juíza questiona prisão domiciliar de Paulo Maluf
Paulo Maluf sendo transportado em cadeira de rodas (Fonte: Reprodução/TV Globo)

Um laudo oficial elaborado por determinação da juíza Leila Cury, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (DF), concluiu que o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) pode cumprir pena no presídio da Papuda, em Brasília.

O documento foi formulado pelo Instituto Médico Legal (IML) do DF após Maluf passar mal e ser internado em um hospital particular também do DF. Nestes casos, no entanto, o procedimento adotado é remover o detento para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Após deixar o hospital, Maluf foi para São Paulo. Ele foi beneficiado por habeas corpus do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ganhando direito à prisão domiciliar.

O laudo do IML do DF apontou que Maluf, que foi condenado a sete anos e nove meses de prisão por lavagem de dinheiro, poderia ter recebido tratamento dentro do próprio presídio da Papuda após receber alta do hospital particular.

“Periciando internado com quadro de orteoartrose avançada em coluna lombar, a qual não se configura doença grave, e, no momento, com quadro de lombociatalgia agudizada limitando deambulação, com previsão de alta após melhora do quadro álgico. Poderá cumprir pena em estabelecimento prisional após alta hospitalar, mantendo acompanhamento ambulatorial especializado conforme consta na discussão”, informou o laudo.

Em ofício enviado a Dias Toffoli, a juíza Leila Cury perguntou ao ministro se Maluf foi autorizado a viajar para São Paulo para definir se “houve prática de fuga” ou “abandono do regular cumprimento da pena”, o que poderia acarretar a imediata expedição de mandado de prisão.

A magistrada ressaltou ainda em ofício que “por não ter comparecido à audiência admonitória, Paulo Salim Maluf não foi advertido das condições em que deveria cumprir a respectiva pena na modalidade autorizada liminarmente por Vossa Excelência e, assim, restou impedida a efetiva fiscalização, por esta VEP/DF, por meio da colocação de tornozeleira eletrônica, comumente utilizada nesta capital em presos que fazem jus à prisão domiciliar humanitária”.

Fontes:
Uol - Laudo diz que Maluf pode cumprir pena na Papuda; juíza contesta domiciliar

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3 Opiniões

  1. Markut disse:

    Com mais ou menos juridiquês, o que se patenteia é a inaceitavel politização do poder judiciário, nietzchaniamente “humano….. demasiado humano”.

  2. Carlos disse:

    Enrão, Paulo Salim Maluf já não está preso!

  3. Carlos disse:

    Não entenderam? a juíza quer holofotes voltados para a sua vaidade. A regra é quem aparece mais

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