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Massacre no Carandiru

Julgamento de policiais por mortes no Carandiru em 1992 continua nesta segunda-feira

Serão julgados 26 policiais da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar por 73 mortes

Julgamento de policiais por mortes no Carandiru em 1992 continua nesta segunda-feira
Imagem dos sobreviventes nus no campo do presídio retratada no filme Carandiru, que contou a história do massacre (Fonte:Reprodução/Divulgação)

A segunda fase do julgamento de policiais militares, por 73 das 111 mortes de detentos, no conhecido massacre do Carandiru, de 1992, começa nesta segunda-feira, 29, no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Nesta segunda serão julgados 26 policiais da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (tropa de elite da PM), que, caso sejam condenados por 73 mortes, terão pena de 876 anos, mas terão que cumprir somente 30 anos em regime fechado. Nove dos acusados ainda estão na ativa.

O grupo atuou no segundo andar do presídio, onde ocorreu a maioria das mortes. Foram 73 pessoas executadas por 30 policiais. Três deles já morreram. Um alegou insanidade mental e só irá a julgamento após avaliação do pedido.

Na primeira fase de julgamento, em abril, os 23 policiais julgados foram condenados a 156 anos de prisão por 13 mortes pelo júri, mas três deles foram inocentados a pedido da promotoria. Os demais recorrem da sentença em liberdade. O processo foi dividido em quatro júris e os acusados em grupos, conforme o andar de atuação no presídio.

O julgamento ainda terá duas etapas previstas, uma para outubro e outra janeiro do ano que vem. Na terceira fase serão julgados 16 PMs do Comando de Operações Especiais, acusados de matar oito detentos no 3º andar do Carandiru, e na quarta parte será a vez de 14 PMs do Grupo de Ações Táticas Especiais, acusados de matar 15 pessoas e tentar matar mais três.

O massacre aconteceu em 2 de outubro de 1992, quando uma briga levou a um conflito generalizado no presídio. A polícia invadiu o Carandiru e em 30 minutos matou 111 presos. Os sobreviventes foram obrigados a tirarem a roupa, a correrem pelados e a recolherem os corpos.

Fontes:
Folha de S. Paulo - Policiais militares serão julgados por 73 das 111 mortes no Carandiru

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