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Cota de DIlma

Kátia Abreu diz que não há mais latifúndio no Brasil

Para a ministra, os conflitos de terra no Brasil não serão resolvidos com a Reforma Agrária que, em sua opinião, é um discurso ultrapassado

Kátia Abreu diz que não há mais latifúndio no Brasil
A ministra está dentro da cota da presidente Dilma de indicações para os ministérios e diz que "pega mal" dizer que é amiga da presidente, mas que é sua fã.

A nova ministra da Agricultura, Katia Abreu (PMDB-RO), disse em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que Dilma deu a ela a missão de “revolucionar” a pasta. Na entrevista, a nova ministra afirmou que a Agricultura terá uma interlocução forte com o Ministério dos Transportes para discutir logística de distribuição. Segundo Kátia, diante da escassez de recursos, o “correto é o governo fazer hidrovias e depois concessionar para a iniciativa privada tocar”. “Temos que apostar tudo na privatização”, disse a ministra.

Para Kátia, os conflitos de terra no Brasil não serão resolvidos com a Reforma Agrária que, em sua opinião, é um discurso ultrapassado. Kátia afirmou que não há mais latifúndio no Brasil e, por isso, a reforma teria de ser pontual. Ela disse ainda que as demarcações de terra para reserva indígena não irão aumentar e que o problema em torno desta questão é que os índios desceram das florestas para as áreas de produção. “Caso se entenda que a área destinada aos índios é pequena, a União pode comprar um pedaço de terra e entregar a eles para produzir, mas eu não posso tirar a terra de um para dar para outro”.

Kátia, que mantém um discurso ligado ao agronegócio, afirmou ainda que 2015 será um bom ano, mesmo com a queda no crescimento entre os grandes importadores agrícolas do Brasil, como China e Rússia. “A China pode parar de investir em um monte de coisas, mas as pessoas lá ainda precisam comer. Está havendo  uma queda no preço, mas não no volume”.

A ministra se comprometeu a assinar acordos para habilitação de novas fábricas frigoríficas no Brasil, para que os países exportadores tenham mais opções de compra, logo em sua primeira viagem internacional no cargo.  Kátia diz saber que haverá reação dos frigoríficos, como a JBS, Marfrig e Minerva, mas que cabe ao Estado ampliar possibilidades e “fazer  jogo da nação e não de corporações.

Fontes:
Folha - Não existe mais latifúndio no Brasil

5 Opiniões

  1. Apolonio Prestes disse:

    A mulher é um trator planejado pra derrubar florestas. Pobre Floresta Amazônica…

  2. Carlos disse:

    Essa kátia Abreu,vai revolucionar este governo,foi a maior contratação do Governo. não tenho a menor dúvida que a agricultura nunca mais será a mesma.
    A mulher é um trator moderno cabinado com GPS e tração nas quatro rodas. e potência é claro.
    Siga firme nos seus ideais

  3. Joma Bastos disse:

    A Reforma Agrária já aconteceu em todo o mundo desenvolvido, e também terá que acontecer no Brasil.
    A ministra tem que fazer uma visita pela União Europeia, para conhecer o que significa Reforma Agrária e para aprender como fazer um projeto para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável.
    Será que a ministra não sabe que os cereais exportados para a China, são para alimentar criações de porcos?
    “Há previsões de que as importações de soja da China cresçam 4.2% este ano até setembro. O país poderá comprar 61.7 milhões de toneladas métricas. Por que soja, e não trigo? Os chineses estão comendo muito mais carne, especialmente carne de porco. E os animais são alimentados com soja. De acordo com Josef Schmidhuber, vice-diretor de estatística da FAO, “a questão real, nos últimos 15 anos, não é como alimentar as pessoas da China, mas sim como alimentar os seus porcos.””
    http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/consumo-de-soja-da-china-tem-impacto-na-agricultura-mundial/

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Pergunto, qual a base de dados da Ministra Kátia Abreu para dizer que não há mais latifúndios no Brasil? Ou, talvez, ela queira dizer ‘latifúndio improdutivo’? Tenho reservas em relação ao discurso da Ministra (aliás, tenho reservas em relação ao discurso de qualquer um, ocupante de pasta no atual (des)governo!), mas concordo que essa bandeira política da dita reforma agrária já deu o que tinha que dar, e que não foi lá essas coisas em termos de desenvolvimento social; porque, onde se fez a reforma agrária, deu-se terra a quem não tinha, mas não se deu aos assentados condições de viver da atividade do campo com competitividade!
    E gostei também do pragmatismo no discurso da Ministra de que a produção no campo tem que estar associada a infraestrutura de transportes adequada (inclusive por hidrovia) que assegure o bom escoamento da produção!
    Apesar das críticas da qual é alvo por partes dos setores mais à esquerda, entendo que Kátia Abreu é a pessoa certa na pasta certa! O Ministério da Agricultura tem que estar focado no fomento da produção agropecuária do país, e não em aumentar reservas indígenas, áreas de preservação ambiental, etc. Isso, quando legítimo, é atribuição de outras pastas de governo!
    Eu penso assim!

  5. Vitafer disse:

    Demos um voto de confiança à Kátia.

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