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Perícia

Laudo concluiu que Jango morreu de ‘causas naturais’

Porém, devido ao tempo de deterioração, não é possível afirmar que não houve envenenamento

Laudo concluiu que Jango morreu de ‘causas naturais’
João Goulart foi presidente do Brasil de 1961 até 1964 (Foto: Reprodução/Arquivo O Globo)

O laudo dos exames feitos nos restos mortais do ex-presidente João Goulart foi divulgado nesta segunda, 1. Nele, peritos concluíram que o ex-presidente morreu de “causas naturais”. No entanto, a conclusão do laudo não garante que não tenha havido envenenamento, pois, durante o longo período que ficou enterrado, mudanças químicas ocorreram nos restos mortais.

Leia mais: Corpo de João Goulart será exumado

“Nenhum medicamento tóxico ou veneno dos tipos previamente identificados pela Secretaria de Direitos Humanos foi identificado nas amostras. Não se encontrou nenhuma substância tóxica ou medicamento que pudesse ter causado a sua morte. A análise toxicológica localizou substâncias habituais do dia-a-dia do ex-presidente, como vestígios de xampu e medicamentos que ele usava para doença coronariana. Contudo, apesar do resultado não é possível negar que tenha ocorrido envenenamento, tendo em vista mudanças físicas e químicas”, afirmou o perito Jéferson Evangelista Correa, que realizou o laudo.

O corpo de João Goulart foi exumado no ano passado para exames. A família do ex-presidente suspeita que ele tenha morrido por envenenamento gradual, provocado por militares que participavam da Operação Condor. Lançada em meados da década de 1970, a operação tinha como objetivo monitorar e reprimir opositores e exilados em seis países do cone sul: Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

A família conseguiu na justiça o direito de impedir que sejam divulgadas todas as investigações acerca da morte de Jango. A decisão judicial impede que fotos e os três exames feitos cheguem à imprensa.

Fontes:
O Globo-Laudo diz que Jango morreu de morte natural, mas não descarta que possa ter ocorrido envenenamento

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