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Lava Jato completa cinco anos com mais de 300 mandados de prisão

Operação já garantiu a devolução de R$ 2,5 bilhões para a Petrobras. Mais de 150 pessoas já foram condenadas ao longo dos anos

Lava Jato completa cinco anos com mais de 300 mandados de prisão
Lava Jato ainda mira a recuperação de R$ 13 bilhões (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Operação Lava Jato completa cinco anos de existência no próximo dia 17 de março. Durante todo o tempo de operação, 155 pessoas foram condenadas pela Justiça. Ao todo, 310 mandados de prisão foram expedidos contra 267 pessoas. No entanto, alguns acusados continuam foragidos.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro do Brasil, tendo iniciado em Curitiba (PR), em 2014. Inicialmente, a operação investigava crimes financeiros praticados por quatro organizações lideradas por doleiros.

Agora, quase cinco anos depois, já foram deflagradas mais de 60 fases da operação somente no Paraná, com quase 1,2 mil mandados de busca e apreensão e 227 mandados de condução coercitiva. Até o momento, R$ 2,5 bilhões já foram devolvidos para a Petrobras. No entanto, a Lava Jato ainda mira a recuperação de R$ 13 bilhões, através de leniências, acordos e Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

Através de forças-tarefas no Rio de Janeiro e Curitiba e de um grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Lava Jato também celebrou 548 pedidos de cooperação internacional com dezenas de países.

“O uso da cooperação internacional vem sendo fundamental dentro da operação para que o MPF avance nas investigações. Além de permitir a identificação de contas no exterior utilizadas por muito dos envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público, facilitando o rastreamento dos pagamentos de propina, esse instrumento jurídico também fornece provas documentais de propriedade dessas contas”, apontou o procurador da República Paulo Roberto Galvão, integrante da força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

Agora, na próxima quarta-feira, 13, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode impactar as investigações da Lava Jato. Isso porque, o plenário do STF vai definir se os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, relacionados com crimes eleitorais, serão julgados pela Justiça Federal ou Eleitoral.

Caso seja definido que cabe à Justiça Eleitoral julgar os crimes, diferentes investigações e ações podem ser anuladas. Isso porque elas teriam partido de outras esferas da Justiça, e não da Eleitoral. Para o MPF, apenas os crimes de caixa dois devem ser enviados para a Justiça Eleitoral, enquanto os comuns, mesmo quando relacionados com práticas eleitorais, permaneçam na Justiça Federal.

Isso porque os tribunais eleitorais não teriam estrutura para analisar crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, que foram descobertos nos últimos anos. Para o MPF, o envio dos casos para a Justiça Eleitoral pode tornar a responsabilização de agentes públicos e políticos “ainda mais difícil”.

“Para os envolvidos nestes crimes seria realmente um prêmio. A defesa dessas pessoas afirma que o crime é de caixa dois justamente para tirar o foco da corrupção, deslocar o caso para a Justiça Eleitoral e, assim, diminuir as chances de êxito da investigação ou de condenação a uma pena séria”, destacou o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná.

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    E de pensar que nas DITADURAS comunistas até os puxa-sacos eram fuzilados no paredão, dá vontade de chorar.

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