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Coluna Esplanada

Legalização dos jogos pode render R$ 18 bi em impostos

Presidente do Instituto Jogo Legal diz que os políticos subestimam o poder de arrecadação na legalização de bingos, cassinos e até Jogo do Bicho

Legalização dos jogos pode render R$ 18 bi em impostos
Notícia da possibilidade da volta de bingos e cassinos começou a correr o mundo (Fonte: Reprodução/Agência RBS)

Há três anos circula no Congresso a proposta informal de defensores da legalização dos jogos como forma de reforçar o caixa da União, mas só agora o Governo começa a ceder — embora longe do consenso nas bancadas. Maior especialista no tema no Brasil, Magno José, presidente do Instituto Jogo Legal, diz que os políticos subestimam o poder de arrecadação na legalização de bingos, cassinos e até Jogo do Bicho. ‘O potencial do mercado de jogo totalmente legalizado pode girar em torno de R$ 60 bilhões. Isso renderia até R$ 18 bilhões por ano à União’.

Carteira assinada

Magno ainda cita o número de empregos formais que o mercado teria: 350 mil apenas no Jogo do Bicho. E 150 mil, por baixo, em bingos e cassinos.

Mundo de olho

A notícia da possibilidade da volta de bingos e cassinos começou a correr o mundo. Mas os ‘players’ do setor desconfiam porque as tentativas anteriores foram ruins.

Aqui, como lá!

A turma dos jogos pode aportar no Brasil bilhões de reais, apenas nas construções de hotéis e cassinos, mas exige segurança jurídica e legislação similar a de seus países.

Uber legal…

Relator do projeto que vai regulamentar o Uber no Código de Trânsito Brasileiro, o deputado federal Hugo Leal (PROS-RJ) ainda vê insegurança jurídica no serviço prestado, mas aponta a legalidade. Ele recebeu o representante da empresa americana.

…e tributado

O novo texto do CTB incluirá permissão para uso de ‘plataformas digitais’ no serviço de transporte. Para evitar grita dos taxistas, que pagam ISS mensal por estimativa, a proposta vai incluir a taxação de 1,5% de cada serviço do Uber, com dinheiro destinado a fundos municipais de mobilidade. Isso terá de ser regulamentado por leis municipais.

Oh, Pátria amada

A jornalista e cientista política Cláudia Cataldi mandou para o prelo um livro sobre o Hino Nacional. O prefácio será do ex-presidente Fernando Henrique. ‘As pessoas precisam saber mais sobre o Hino’. A ideia é vender para escolas, principalmente.

Imortais

O ex-presidente FHC vai votar em Domício Proença para a presidência da ABL na vaga de Geraldo Cavalcanti em dezembro. A campanha de Proença é feita por Murilo Mello.

Indústria da invasão

Seguranças de imóveis vizinhos ao Hotel St Peter em Brasília testemunharam a chegada de duas picapes de luxo, com mantimentos, na madrugada da invasão dos sem-teto.

Os fisiológicos

O presidente do PDT, Carlos Lupi, soltou o verbo contra o deputado estadual Wagner Montes (RJ), o apresentador de TV, ao citar fisiologismo em Governos. Se disse decepcionado com o filiado. Lupi fala em ‘desquite amigável’ com a presidente Dilma. ‘Nossa relação sempre foi entre tapas e beijos’, diz o presidente.

Visão extra

Grandes empresários estão preocupados com gestão de seus governadores, vários deles com crise de caixa devido a atos inconsequentes, como gastos excessivos. O caso de Brasília é peculiar. Compõe um conjunto de desastres em especial de Agnelo Queiroz.

Deu no que deu

A gestão de Joré R. Arruda & Paulo Octavio segurou a barra sem desvalorizar as categorias. Controlou a situação ciente da responsabilidade de não encrencar o Governo e sucessores. Mas os dois governadores seguintes concederam aumentos generosos a categorias e deixaram Rollemberg sem dinheiro para investir.

Aborto em pauta

O pau quebra hoje e amanhã na CCJ da Câmara, entre conservadores e progressistas. A comissão analisa projeto de lei do deputado Evandro Gussi que criminaliza penalmente quem propagandeia ou incentiva aborto.

Alô, turma do jaleco

Um ponto discreto do projeto tornou-se o temor de médicos e enfermeiros. Também criminaliza os profissionais que promoverem o aborto. Hoje, o procedimento é aceito na rede hospitalar em caso de risco à saúde da gestante. Se passar, a turma fica enquadrada.

Ponto Final

Com o financiamento público, os políticos ruins conquistaram o céu: nós pagamos a oficial, e eles continuam a receber das empresas pelo caixa 2.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

2 Opiniões

  1. Julio Guatelli disse:

    Legalização dos Jogos ou CPMF
    Passamos por tempos de grande turbulência institucional. O povo clama por justiça e moralidade do trato público. O país, até então tido como tropical, vive hoje a efervescência política e econômica, até então já mais vista. Em meio a este clima destemperado, surge como “salvação da lavoura” a idéia de se ressuscitar a enfadonha CPMF, que, em tese, evitaria o naufrágio da “nau sem rumo”. A sociedade, já vacinada desta dose cavalar, a rejeita veemente. Então, o quê fazer diante deste “estado falido”, onde as contas públicas não suprem as necessidades desta sociedade ¿
    Alternativas existem, tais como o “estado” cortar na própria carne, os gastos que mantém de forma leviana, a máquina estatal. Com um pouco de criatividade, vontade e bom senso, outras alternativas poderiam ser implementadas. Pois vamos citar uma delas :
    A Legalização Dos Jogos no Brasil.
    Projetos muito bem elaborados, já circulam pelo congresso nacional. Projetos estes, que se bem implementados, garantiriam a total transparência e controle dos jogos, de modo a pôr fim a qualquer dúvida quanto a possibilidades de fraudes e lavagem de dinheiro.
    Teríamos uma arrecadação de impostos, que em muito, se aproximaria aos valores obtidos com a implantação da já morta e enterrada CPMF.
    A legalização dos jogos, em todos os seus modelos, geraria uma enorme demanda de mão de obra, proporcionando várias oportunidades de emprego em diversos segmentos.
    Deixaríamos de gastar nosso dinheiro em outros países onde o jogo é normalizado, bem como traríamos divisas, através do turismo.
    Por isso, deixemos a hipocrisia de lado com relação a este assunto, e aprovemos , de forma imediata, a Legalização dos Jogos no Brasil.

  2. Joma Bastos disse:

    Legalização dos jogos irá criar a falência de muitas famílias!…

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