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Leite derramado!

Tragédia do desabamento do prédio em São Paulo acende novamente o foco em um problema recorrente: a falta de um programa social decente

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A tragédia do desabamento do prédio em São Paulo simplesmente acende novamente o foco em um problema recorrente, a falta de um programa decente social.

Não adianta agora apontar um culpado. Pois não há um culpado. São vários culpados que vão se acumulando durante os anos de uma má gestão do problema.

Ontem foi em São Paulo, mas já tivemos no Rio de Janeiro e no Brasil inteiro. E nenhuma delas serviu de alerta para que os governos estaduais e federal olhassem para o problema em si e sentassem para resolver ou começar a resolver.

Não vamos mentir que é um problema de fácil solução. Fácil é não fazer nada. É fechar os olhos e deixar a vida levar. E a vida levou.

Tivemos um milagre. Até o momento sabe-se da morte de um homem. Perto do número de famílias que residiam por lá.

Mas a grande questão é que existem cerca de 70 prédios ocupados por mais de 4 mil famílias e sem a certeza das condições de cada um deles. Agora a prefeitura pretende fazer um mapeamento e uma inspeção. Só agora. Depois do leite derramado.

Isso é comum aqui no nosso país. Só se toma alguma providência depois da porta arrombada, depois do prédio desmoronado, depois que a tragédia acontece.

Parece que isso faz parte da cultura dos nossos governantes. Enquanto não acontecer, pra quê fazer alguma coisa. Vamos empurrando esse problema.

Outro ponto dessa grande questão é que isso é um problema que vem sendo adiado a cada nova gestão. Parece aquela coisa de herança. Vai passando de governo a governo. Uma herança no caso maldita.

O primeiro passo talvez seja assumir que existe esse problema. Que as pessoas não podem simplesmente serem jogadas de um lado para outro como se fossem objetos.

Outro ponto é que os governos demoram na tomada da solução. A tragédia do Morro do Bumba em Niterói aconteceu há 8 anos e ainda há pessoas sem um teto próprio para morar. Muitas continuam no morro, outras jogadas em escolas que não funcionavam e que serviram de abrigo que seria provisório, mas que acabou virando permanente.

Essa conduta do governo mostra fielmente o que são as pessoas para eles. Um nada. Um estorvo. Estorvo esse que respira, que precisa comer, trabalhar e ter uma vida digna. Um estorvo que vota, que ri e chora.

A aparição do presidente Michel Temer na área da tragédia foi de uma aberração tão grande que acaba condizente com o seu governo. Não precisava disso. Bastava ele com uma canetada ter liberado a grana do caviar, quero dizer da propina, ops!, a grana que está embaixo do colchão ou no apartamento do Guedelque já seria um alento para as famílias que ficaram sem seu teto.

Mas quando se fala em gastar, aparecem as barreiras no orçamento.

Sabemos que quando o governo quer a grana aparece. Aparece para tantas coisas sem propósito, que fica cristalino que a grande questão é ter boa vontade e olhar as pessoas como pessoas e não como lixo.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

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3 Opiniões

  1. carlos alberto martins disse:

    estou triste pela tragédia acontecida.acontece que o problema de moradia,não é só do poder público.os moradores do local não fazem o mínimo de conservação do local.é como se fosse um lixão comunitário.trabalhei em um estado do nordeste em que as familhas recebiam de seus parentes em São Paulo,cartas convidando para que viessem morar aqui,visto que com o tempo ganhariam do governo casa para morar.até hoje isso acontéce.éssa migração na realidade só faz com que o estado por mais que construa casas populares,nunca vai conseguir resolver a atual falta de moradia.o governo federal tem que abrir mão de escorchantes impostos,para que empresários possam montar parques industriais nas regiões mais carentes criando assim melhores condições de vida nos estados nordestinos,quem sabe até cassinos.para resolvermos os problemas que temos,temos que investir pesado nos estados em que tudo falta.

  2. Laércio disse:

    No Brasil pequenos grupos organizados ganham muito dinheiro com a desgraça alheia! Não há considerações com o Brasil nação! Tudo aqui é fonte de comércio balizado por uma constituição que já provou ser ineficaz! Mas os gravatas ganham muito e continuarão a ganhar! O crime está em constante alta

  3. Beraldo disse:

    Os “ocupantes” do caído edifício são, certamente, pessoas melhores do que as encasteladas em Brasilia.

    Eram centenas e, provavelmente, dentre eles alguns fichas sujas.

    Em Brasília são todos delinquentes da pior espécie, aqueles que roubaram a grana do povo.

    Só para os “abutres” estadunidenses foram US$10 bilhões.

    k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k

    Somos todos panacas.

    Eu pensei que não era!

    k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k k

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