Início » Brasil » Leitor comenta a aposta do Brasil no eucalipto transgênico
Opinião Pública

Leitor comenta a aposta do Brasil no eucalipto transgênico

Carlos U. Pozzobon é o Opinião Pública da semana. Participe você também!

Leitor comenta a aposta do Brasil no eucalipto transgênico
Comente e participe!

Carlos U. Pozzobon comentou a matéria “Brasil aposta no eucalipto transgênico: vale a pena o risco?” e foi eleito o Opinião Pública da semana. E você? Já deu a sua opinião hoje?

Fico desanimado ao ter que combater o ecomisticismo e o ecofatalismo. Parece que o Brasil está condenado ao subdesenvolvimento pela vesguice de seu povo.

——-
1) O aumento de qualquer riqueza tem resultados indiretos sobre todos nós. Portanto, não vale a pena argumentar se o plantio de eucaliptos transgênicos ou não preenchem estes requisitos. Mas no Brasil, desde a colônia, a visão da moral medieval é de que a riqueza privada era um mal que deveria ser combatido. A Inquisição fez o estrago a ponto de perdermos a potência econômica das plantações de açúcar, forçando os produtores a busca de novos provimentos pelo interior, que terminou no ciclo da mineração. As pessoas querem ter celulares, querem todas as comodidades e confortos da alta tecnologia, mas SÃO CONTRA AS EMPRESAS que internamente geram os excedentes com que podemos comprar o que vem de fora. É a nossa vocação para a pobreza.
——–
2) O esgotamento dos recursos hídricos. Este é um problema da empresa. Água é um bem EM CIRCULAÇÃO, e não estático. Ninguém se importa com o fato dos rios estarem jogando fora a água no mar, porque sabe que ela volta com as chuvas. Mas se a água for aproveitada para a produção de riqueza aí a coisa muda: todas as suposições são invocadas para IMPEDIR o desenvolvimento econômico. A vocação para a pobreza de nossa gente é algo descomunal. Com a quantidade de água que temos, ela estaria sobrando se houvesse eucalipto em 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados do território nacional. FALTA D’ÁGUA É PROBLEMA DE ADMINISTRAÇÃO HUMANA, e ponto final.
——
3) O mel das abelhas: quais são os estudos científicos, quais são as experiências realizadas que indicam que o mel vai ficar “contaminado” por usar flores de eucaliptos transgênicos? De novo o misticismo a serviço da paralisação econômica, da vocação para a pobreza. Sob a hipótese de uma fator negativo, pula-se na frente com as esfarrapadas conclusões do IMOBILISMO. Quando estas árvores estiverem sendo plantadas na Austrália, nos EUA ou qualquer outro país de RACIONALIDADE técnica-científica-econômica, nenhum destes temores serão capazes de impedir a implantação de grandes extensões de reflorestamento. Mas não se iludam. Estes argumentos são apenas as cartilhas que colocam em marcha os terroristas do MST e congêneres na decisão de acabar com as experiências científicas por decisão de seus tribunais de exceção, que na calada da noite, decidem o que é bom para o Brasil, acabando com empregos, esforços e conhecimentos. Pobre país!!!

5 Opiniões

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Gosto muito dos comentários do ‘Mestre’ Carlos U. Pozzobon, sempre muito bem redigidos e sensatos. Mas, desta vez, vou discordar em alguns pontos de seus argumentos.
    1º – A questão do recursos hídricos: discordo da linha de argumentação de Pozzobon. Água potável é um recurso finito, sim. O que não falta no mundo é água, mas a maior parte dela não se presta para as necessidades humanas (não é água em estado líquido, nem é água doce — não salgada), ou não está facilmente acessível. A demanda de água na agroindústria deve ser pensada. De onde virá a água necessária para o crescimento de tal eucalipto transgênico, muito mais ‘sedento’? Dos lençóis freáticos, ou a da rede pública? A empresa irá comprar a água que sua cultura demanda? E, mesmo que pague, o consumo dessa agroindústria pode vir a afetar a disponibilidade para outras necessidades? É preciso que isso seja devidamente quantificado.

    2º – A questão da melicultura: não se trata de que o mel vai ficar “contaminado” por usar flores de eucaliptos transgênicos, ou se há estudos científicos que corroborem isso. O que existe é um requerimento de mercado, por assim dizer. Como falado na reportagem, o mel brasileiro é exportado na qualidade de produto orgânico, que é produzido segundo preceitos rígidos, entre os quais os de que as abelhas visitem plantas sem modificação genética. Não sendo possível certificar que as abelhas produtoras não colheram pólen de eucalipto transgênico (ou de qualquer outra planta GMO — Genetic Modified Organism), não será possível certificar seu mel como orgânico, ponto! E aí os produtores perdem um nicho de mercado. O mel de pólen de planta transgênica pode ser perfeitamente saudável para consumo, ok, mas, o que o mercado demanda é que ele seja ‘orgânico’ , senão, não vende!… Claro, isso é um problema dos melicultores, e que pode representar um impacto econômico muito pequeno em comparação aos números da indústria de papel e celulose. Mas é bom que se entenda corretamente os conceitos.

    Portanto, peço a todos ponderação: não há de se ‘demonizar’ os transgênicos, mas também não é para sair usando sem conhecer todos os fatos. Eu, penso assim.
    Abraços a todos!

  2. Apolônio Prestes disse:

    Helo, sou a favor de tudo, viva o progresso tecnológico!

  3. Joma Bastos disse:

    Não, não vale a pena o risco da aposta no eucalipto transgênico. Simplesmente beneficiará a área específica do agronegócio, aumentará o PIB em cerca de 30 bilhões, mas não contribuirá para o desenvolvimento social da Nação. Ao diminuir o ciclo de corte de 7 para 4/5 anos, os problemas de impactos negativos sobre a água, o solo e a biodiversidade serão enormes. A grande produção de mel no Brasil, que está diretamente relacionada com o eucalipto,
    irá afetar milhares de produtores que têm no mel a sua grande fonte de rendimento.
    Nos EUA o custo de para a produção de uma tonelada de celulose é aproximadamente de US$300 e no Brasil ronda os US$160, não justificando baixar este valor.
    Há que apostar em desenvolver uma agricultura sustentável que alimente a 100% este nosso Brasil.

  4. helo disse:

    Gostei muito. Uma pergunta: quem é contra o transgênico é a favor do agrotóxico?

  5. Roberto1776 disse:

    Perfeito. Disse tudo.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *