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Opinião Pública

Leitor comenta a brutalidade do sistema carcerário brasileiro

Carlos Pozzobon é o Opinião Pública da semana. Participe você também!

Leitor comenta a brutalidade do sistema carcerário brasileiro
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Carlos Pozzobon comentou a Coluna Esplanada de sexta-feira, 13, “Fim da folia: presos tinham chaves de celas no Pedrinhas“, e foi eleito o Opinião Pública da semana. E você? Já deu a sua opinião hoje? Leia abaixo o melhor comentário da semana. 

 

Quando da decapitação de presos no ano passado, com cenas horríveis capazes de não deixar nenhum muçulmano invejoso, descobriu-se que os presos administravam os pavilhões, sem qualquer controle pelas autoridades penitenciárias. Portanto, o que o atual governador do Maranhão descobriu já era sabido publicamente e esta realidade está disseminada na maioria dos presídios do país, sendo a causa das violências contra os presos novos que chegam e são obrigados a se submeterem a violentas chantagens e humilhações pela turba organizada, tais como fornecer dinheiro, providenciar drogas e celulares, e até emprestar as visitas íntimas, quando não são sexualmente seviciados e maltratados.

Não se trata de algo novo em nosso sistema prisional, porém algo que a imprensa faz questão de esconder, exatamente por ser escancaradamente evidente e recorrente. No caso, o sintomático do episódio de Pedrinhas ocorreu com o desaparecimento súbito da Ministra dos Direitos Humanos, a tresloucada Maria do Ossário, que como professora, adora um discurso de deveres e obrigações do Estado, mas na função que lhe foi confiada,  não soube agir, não soube o que fazer, não foi capaz de nada, a não ser acusar a sociedade como se fosse uma cidadã comum e não uma representante de um órgão que teria a missão de resolver estes assuntos.

O que comprova que o fracasso do governo Dilma não se resume a matérias econômicas. Até mesmo nos Direitos Humanos, a omissão foi total, a menos da vendetta contra os torturadores anistiados do regime militar.

2 Opiniões

  1. SONIA disse:

    Por que não mudam a forma como ficam os presos? Algo como uma penitenciária no meio rural, onde os presos seriam colocados para trabalhar, ter uma ocupação, que não lhes permita tempo para deixar a imaginação rolar solta… Não vai resolver completamente o caso, mas que vai minimizar… isso vai… Pode ser um começo.

  2. Beraldo Dabés Filho disse:

    O comentário é absolutamente pertinente no que se refere ao que ocorre dentro de todas as penitenciárias do Brasil. A própria população de cada cidade em que existe uma penitenciária, sabe em detalhes que a droga rola solta, presidiários novos são acharcados e maltratados, visitas (as mulheres principalmente) são humilhadas, etc..Oitenta por cento dos presidiários são drogados crônicos e, se faltar droga o Presídio se transforma num barril de pólvora, verdadeiro manicômio. A questão é complexa e a solução uma incógnita, a começar pelo fato de que as autoridades constituídas, principalmente os próprios Diretores dos Presídios sabem perfeitamente de tudo e nada fazem ou, o mais provável, nada podem fazer. E vai rolando grana…

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