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Opinião Pública

Leitor comenta a polêmica do ensino religioso nas escolas públicas e particulares

André Luiz D. Queiroz é o Opinião Pública da semana. Participe você também!

Leitor comenta a polêmica do ensino religioso nas escolas públicas e particulares
Comente e participe!

André Luiz D. Queiroz comentou a matéria “A batalha religiosa no Palácio da Justiça” e foi eleito o Opinião Pública da semana. E você? Já deu a sua opinião hoje?

Sou (ou tento ser) religioso, mas sou contra que se institua ensino religioso nas escolas públicas. O Estado é laico, ponto! E deve continuar laico. Quem quiser dar educação religiosa aos filhos, que os matricule em uma escola de sua confissão religiosa, ou os eduque em casa!

Aliás, valores morais são coisa que se deve aprender em casa, dos pais! O poder público deveria se preocupar é com o ensino de português e matemática, pois nossos estudantes saem das escolas analfabetos funcionais (vide o meio milhão de ‘zeros’ na redação do ENEM…), e não em ‘enfiar’ mais um assunto na grade escolar que, dadas as circunstâncias, só vai gerar mais polêmica.

Eu penso assim!

7 Opiniões

  1. Daniela Vasques disse:

    Antes de dar minha opinião também quero me apresentar. Meu nome é Daniela, sou licenciada em Filosofia e Pós-Graduada em Ciências da Religião. Apesar de discordar da opinião de vocês, a respeito profundamente. Mas me parece que há um equívoco nas falas de vocês. Há que se deixar claro que existe uma grande diferença entre ensino religioso e religião. Concordo que o estado deve ser laico (e não laicista), mas o povo brasileiro é profundamente religioso, tanto cultural quanto historicamente falando. E o aspecto religioso faz parte da formação integral e completa do cidadão. Há que se respeitar o direito que todos tem de terem essa formação.Sabemos que as escolas confessionais são particulares. Acaso o pobre que não tem dinheiro para custear esse tipo de colégio não tem direito a ter uma formação integral, que englobe os valores religiosos? Nesse sentido a Constituição Federal acerta quando coloca o ER como facultativo aos alunos (art. 210). E a proposta não é catequizar nem converter ninguém. Henrique fala em Educação, Moral e Cívica, em direitos e deveres e em comportamento social. Mas quem vai trabalhar isso na escola? Quem está dentro das escolas Brasil afora sabe muito bem que nosso sistema é conteudista e que temos muito mais conteúdo a ser trabalhado do que o tempo necessário para fazê-lo. A cada ano, aumentam os tempos de aulas de língua portuguesa e matemática, em detrimentos das disciplinas humanas (sociais) mas os “zeros” continuam a aparecer nos ENEMs e outras avaliações, bem como a escalada da violência continua a atingir níveis cada vez mais alarmantes. Como tornar nossos educandos “bem ajustados” se apenas são tratados com o “método bancário”, como diria Paulo Freire, onde o sistema determina que depositemos neles conteúdos param serem aprovados em avaliações e deixemos de lado as questões sociais? Cabe à família a formação religiosa do educando. Muito bem. Mas que família? Quais e como são as famílias atuais? Será que elas tem essa estrutura e até mesmo formação para passar ao educando? A proposta do ER é justamente resgatar essa formação social, que perpassa pelos valores religiosos (independente de religião), valores que são universais e fundamentais para o exercício da verdadeira cidadania. Por isso sou a favor do ER.

  2. Renato Fregapani disse:

    “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, ( . . .) promulgamos, sob a PROTEÇÃO DE DEUS, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASI.” Este é o preâmbulo da CF\88, que em nenhum momento diz que o Estado é laico.

  3. helo disse:

    André Luiz,
    Você acerta: escola laica. O menino judeu ou chines fará catequese na escola pública?

  4. André Luiz D. Queiroz disse:

    Henrique,
    Fico muito honrado com sua opinião concordante com a minha, ainda mais quando vinda de quem é um estudioso das religiões. Não sabemos até onde tal proposta é iniciativa dos legisladores, sempre ávidos em aparecer não interessa quão pertinentes sejam projetos de lei, ou se por iniciativa das autoridades religiosas católicas (mas, convenhamos, é preciso que se introduza catequese nas escolas públicas, quando já há tantas escolas administradas por padres e freiras?…)
    Abraços a todos!

  5. Henrique de Almeida Lara disse:

    Antes de emitir meu pensamento, apresento-me: Sou Bacharel em Teologia reformada, tradicional, histórico, herdeiro da Reforma do Séc. 16. Sou também licenciado em Filosofia e em Letras. Por aí dá para perceber-se a razão do meu modo de pensar. Concordo plenamente com a colocação do André. É bom lembrar que a História nos revela o mal que é para uma Nação estar o Estado ligado a uma religião. Religião oficial de um Estado é um atraso para a Nação e para o País. O Estado por excelência há que ser laico, pois tem o dever genuino e legal de cuidar imparcialmente de todos os seguimentos sociais. “Todos são iguais perante a lei” o que nem sempre parece ser verdade, uma vez que existem os preconceitos, as preferências e a parcialidade. O que é grande mal. Assim a religião nunca deve ser dever do Estado. Há que haver plena liberdade para que as pessoas, de acordo com a sua consciência, escolham a religião que lhe parecer melhor. E essa escolha deve ser respeitada e ter garantia do Estado. Não concordo com Vitafer quando ele diz que “o ensino religioso das escolas não conduz a nada”. Conduz sim, pelo menos a uma deformação. A religião tem que ser ensinada em casa, nas igrejas e nas escolas confessionais. Uma vez que o Estado dá liberdade para que haja escolas confessionais, ele não deve interferir no ensino religioso dessas escolas. E os pais que colocarem seus filhos nessas escolas, tacitamente estão dizendo que concordam com a administração de tais ensinos a seus filhos. E a escola pública é para todos os credos, não deve ter cor religiosa, e por isso não deve interferir em religião. O papel da Escola é ensinar “As ciências”, Línguas, principalmente a Portuguesa (corretamente), Geografia, História, Educação Moral e Cívica, Direitos e Deveres e o comportamente aceitável pela sociedade, para que os educandos sejam socialmente bem ajustados. É para o bem deles, da sociedade, da Nação, do Estado e do País. Combater correpção.

  6. Joma Bastos disse:

    Pois é… analfabetos funcionais, é algo que não falta, aliás, existem demais!

  7. Vitafer disse:

    Concordo. Aliás, o ensino religioso das escolas não conduz a nada.

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