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Leitor comenta crítica de ‘Que horas ela volta?’

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Leitor comenta crítica de ‘Que horas ela volta?’
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Sandra comentou a matéria “‘Que horas ela volta?’: uma novela com consciência sociale foi eleita o Opinião Pública da semana. E você? Já deu a sua opinião hoje?

O filme tem seu mérito mas é arrastado, graças à mão pesada da diretora. É o tipo do filme que agrada a críticos. A suposta crítica social é sutil como um elefante, caricata, os patrões (ricos) são todos preguiçosos, fúteis, estúpidos e maconheiros enquanto que os empregados (pobres) são trabalhadores, altruístas e inteligentes.

Fora o irrealismo da trama, a chance de uma mocinha vinda de uma escola pública caótica brasileira do nordeste ter sucesso no vestibular na cidade grande é menor do que zero. Nem tanto ao céu nem tanto à terra, poderia dar um pouco de chance ao núcleo dos patrões, não é não? Mas aí certamente não ganharia todo o patrocínio do Governo Federal, os dez primeiros minutos são de agradecimentos ao patrocínio oficial… Em tempo, gostei da Val da Regina Casé…

12 Opiniões

  1. Marcos Lambert disse:

    Sobre a opinião dos estrangeiros, procure o Metacritic, o maior site do mundo de compilação de críticas de cinema. O filme tem média 82 (de 100), totalmente acima da média.

  2. Marcos Lambert disse:

    “Mas aí certamente não ganharia todo o patrocínio do Governo Federal, os dez primeiros minutos são de agradecimentos ao patrocínio oficial”. Procure se informar melhor sobre as regras e modelos de financiamento audiovisual no Brasil antes de emitir opiniões supostamente inteligentes e irônicas sobre aquilo que não entende. A maior parte do cinema brasileiro é financiado via leis Rouanet e do Audiovisual, criadas, aliás, durante a gestão FHC. As leis não podem fazer análise de mérito dos projetos culturais apresentados (sejam de cinema ou de outras áreas), ou seja, o governo não faz seleção temática. Qualquer um que trabalhe na área cultural sabe disso. O Ministério da Cultura e a Ancine só analisam os projetos tecnicamente, autorizam a captação e quem decide para onde o dinheiro irá são as empresas patrocinadoras. Os filmes da Globo Filmes, por exemplo, também usam verba das mesmas leis, estariam muita mais na visão de ótica dos “patrões” (segundo sua argumentação), a Globo é absolutamente anti-governo, e ainda assim são todos aprovados para captação.
    O uso de logomarcas no início dos créditos de quase todos os filmes brasileiros vem daí, isso não é um fato isolado do “Que horas elas voltam?”. Nos filmes estrangeiros, ao invés de logomarcas das empresas ou do governo, vemos as logomarcas das instituições governamentais que financiam audiovisual. Isso é normal no mundo inteiro, o que muda é o sistema de financiamento à cultura, pois as leis de incentivo existem em poucos países. Aliás, a exposição de logomarcas deve durar uns 30 segundos. Bem longe dos 10 minutos que você menciona exageradamente.
    Todo direito seu não gostar do filme (eu mesmo também não gosto), mas começar a opinar sobre aquilo que não sabe já é demais da conta.

  3. Sandra disse:

    Fico surpresa que meu comentário tenha causado reações tão extremadas…São os tempos atuais no Brasil : “pode-se ter uma opinião, um partido , desde que seja o mesmo que o meu”.Se for diferente é golpista!
    Se querem ver a opinião dos estrangeiros à respeito desse filminho, procurem o Internet Movie Data Base ou o Rotten Tomatoes.Trata-se de um filme menor que vai agradar a criticos de festival alternativo, não mais que isso, os ofendidos que me perdoem…

  4. Lucia disse:

    É um retrato perfeito da nossa classe média, tentando ser politicamente correta, mas deixando claro que não somos iguais. A classe média pode ser magnânima, desde que o pobre não pense nunca que pode ser igual, desde que ele saiba qual é o seu lugar.
    É isso mesmo, vivi isso,e não precisa ser tão ricos, qualquer uma que ganha um pouco mais já quer se diferenciar dos escravinhos que estão em casa.
    Filme é ótimo, e a tomada de consciência da Val é bem interessante, quando ela consegue mudar e sair do marasmo. Diálogos ótimos. Ouvi igualzinho em casa! Show! A carapuça serviu sim, para muita gente.

  5. Wellington disse:

    Criticas da critica, povo critica até as criticas do filme!
    É só opinião, cada um tem a sua!

  6. anytongue disse:

    Que crítica terrível. Aliás, isso foi mesmo uma crítica? Hahahaha o filme é muito bom. Sutil e lento, dosa um pouco de ironia nas relações entre patroa e empregada, deixando claro o quanto daquilo é farsa, assim como acontece na vida real.
    Não faltam verdades na trama. O jeito que Val é retratada, como sendo “quase” da família, acontece com mais frequência do que você imaginaria, bem como o carinho entre ela e Fabinho, que excede o de sua própria mãe (ponto principal do filme, ou ao menos deveria ser). Engraçado como todos os comentários falam de caricaturas quando o filme apenas expõe o perfil de famílias de classe alta sendo, bem… O que elas são. Vai que a carapuça serviu.
    Não houve tentativa de sofisticação, acho que essa marca não pertence ao cinema brasileiro atual, principalmente em relação aos temas que estão sendo tratados. Me pergunto que tipo de tradução estão fazendo os europeus ao ver uma realidade tão diferente da deles, assim como me pergunto que tipo de tradução você fez.

  7. sergio disse:

    filme lento?
    nunca verão tarkovsky.
    chance zero de uma nordestina estudante de escola pública passar no vestibular de sampa/fau?
    preconceito contra nordestino expresso muito bem no filme (ah, existem escolas públicas muito oas, no nordeste e no norte – sou do norte. e alunos estudiosos em qualquer escola)
    o fime é muito bom!

  8. Joaquim Caldas disse:

    É assim mesmo! Os filmes brasileiros não podem ser comparados com filmes estrangeiros,o brasil é atrasado em tudo e tudo reflete no governo que usamos.

  9. Markut disse:

    Fato é que o cinema brasileiro peca demais pela influência da tele novela que não consegue perder o aspecto caricato e simplificador, quando entra para uma suposta crítica social .

    Ele se sai bem no gênero chanchada , que, sem dúvida,se sofisticou se compararmaos com os filmes mais antigos. “De pernas para o ar” é exemplo.

    Estamos ainda longe da sofisticação do cinema de nuestros hermanos argentinos. Exemplo marcante é o recente “Relatos Selvagens” ou Medianeras .

  10. helo disse:

    Não vi o filme mas acredito que a leitora Sandra acertou no alvo. Os filmes nacionais frequentemente são lentos, a maioria aposta no contraste exagerado da realidade e dos comportamentos, dispensam os meio tons, É como se procurassem ser melhor entendidos através de uma simplificação didática. Essa receita dá mais certo com humor e na comédia.

  11. Pedro Nunes Carneiro disse:

    Criticar é muito fácil. O importante é fazer, está feito, quero desejar a todo o elenco, muito sucesso.

  12. olbe disse:

    O filme parece caricato mas é, infelizmente o retrato do Brasil atual. É só frequentar qualquer clube da alta sociedade nas grandes cidades e ver que nem nos fins de semana e nos aniversários infantís as mães dispensam as babás, e elas são obrigadas a usarem uniforme, justamente para não entrarem na piscina . Pergunta a Sandra, que fez este comentário, de que tamanho é o quarto de empregada na casa dela? Na Europa e nos Estados Unidos quem vê o filme pergunta se realmente isto existe no Brasil…

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