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OPINIÃO PÚBLICA

Leitor comenta projeto de trem-bala no Brasil

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Francisco Taborda comentou a matéria “China quer retomar projeto de trem-bala no Brasil” e foi eleito o Opinião Pública da semana. E você? Já deu a sua opinião hoje?

Os trechos Campinas/Viracopos – São Paulo e São Paulo/Guarulhos – São José dos Campos merecem, sem dúvida, um bom serviços de trens. As distâncias, perto de 100 km, não demandam um trem-bala. Composições trafegando a 200 km por hora fariam um belo serviço. Muito possivelmente, encontraríamos um plano de negócios bastante lucrativo para o empreendimento. Um trem bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, de tabela conectando Campinas e São José dos Campos, parece charmoso, sem dúvida. O desafio é montar um plano de negócios que fique em pé. Bem feito e com boa engenharia pode até vir a ser um negócio a ser considerado.

Nossas finanças estão em petição de miséria e, como o Markut mencionou, existem coisas muito mais prioritárias. Se o investidor estrangeiro quiser topar a parada e bancar 100% do capital necessário, como dizem os americanos, “be my guest”… Podem até ficar com o monopólio to transporte de passageiros por trem entre essas cidades por 99 anos. Não vai causar nenhum dano à economia já que hoje ele inexiste, depois de ter operado por várias décadas com graus de sucesso variado.

Nosso país é cheio de contrastes e contradições. Nesse país-continente a malha ferroviária só faz encolher. Já tivemos fábrica de trilhos e hoje temos de importar trilhos da China para assentar nos dormentes das ferrovias Norte-Sul e Transnordestina. Mais de 5.000 km de ferrovias (10.000 km de trilhos). Fora as outras ferrovias menores que são demandadas e manutenção das ferrovias em operação. Já fabricamos composições e montamos locomotivas. A indústria ferroviária brasileira é uma sombra perto do que já foi.

A frota de trens interurbanos do Rio de Janeiro foi atualizada com 120 composições novas compradas na China. Outras 12 estão sendo negociadas. O Metrô do Rio comprou 19 composições para a linha 4 e mais algumas para reforçar o parque das linhas 1 e 2. Isso só para o RJ, nos últimos 4 ou 5 anos, fora o que se deve ter comprado para São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Vale, etc… Isto sem falar para as composições da Norte-Sul e da Transnordestina que Deus há de querer que sejam concluídas, um dia… Não dá para dizer que não temos mercado, não é verdade?

Será que teremos a felicidade de ver alguém competente para planejar e orquestrar o desenvolvimento dessa infraestrutura tão necessária para o país crescer?

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5 Opiniões

  1. Henrique Meyer de Azevedo disse:

    O Brasil precisa priorizar a ferrovia nas linhas do agro negócio.
    Não podemos deixar os estrangeiros começar pelo bem bom.
    Essas linhas (SP-Rio) são o premio para depois que investirem no desenvolvimento prioritário do nosso interior.

  2. Wilson Rodrigues de Andrade disse:

    Belo texto/ balas recordações tenho(temos)pelos tempos que havia a Central do Brasil passando pela nossa Região… com todo garbo/ de passageiro, até mesmo de diversos produtos… estamos sim a espera de um governo desenvolvimentista inclinado p/ o crescimento do Parque ferroviário neste nosso Brasil também, Belo

  3. Roberto1776 disse:

    O Brasil nunca vai sair do atoleiro em que se encontra enquanto não tiver uma malha ferroviária decente. Primeiro, temos o problema de transporte das safras agrícolas, é óbvio, mas não faz sentido um indivíduo não ter opção para o transporte aéreo entre cidades como Rio e São Paulo. O enorme problema, no entanto, é a malvada de 1988. Como iremos, sob o tacão desta excrescência, manter as linhas férreas sem as invasões daqueles vermes que se multiplicam com as pseudo bolsas petistas?

  4. Inácio Antônio Soares Neto disse:

    Seja otimista com a ideia de criar uma linha que corte o Brasil passando por todas as Cidades mais Povoadas do País. Esta é uma opção que resolveria o Problema de vez de Transporte. O Brasil pode até ficar fundado de divida más sera uma boa.

  5. Ludwig Von Drake disse:

    Se um dia conseguirmos desenvolver as ferrovias, o que eu duvido, já faremos tarde; os países mais adiantados estão preocupados é em desenvolver o transporte aéreo.

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