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Lentidão do Congresso pode deixar Brasil fora de consórcio de astronomia

Acordo de adesão do Brasil ao Observatório Europeu do Sul foi firmado em 2010 e pode estimular setor tecnológico do país, mas ainda não foi ratificado pelo Congresso

Lentidão do Congresso pode deixar Brasil fora de consórcio de astronomia
Possibilidade do Brasil ficar fora dessa oportunidade preocupa comunidade científica do país (Reprodução/Internet)

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A lentidão do Congresso brasileiro em ratificar tratados internacionais pode fazer o país perder a oportunidade de se juntar a um dos maiores centros de astronomia do mundo, o Observatório Europeu do Sul (ESO).

Até o momento, o Congresso não ratificou o acordo de adesão ao ESO, o que impede o Executivo de sancionar a participação do Brasil no maior consórcio de observatórios astronômicos do mundo.

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Firmado em 2010, pelo então ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Sergio Rezende, o acordo prevê um investimento de 270 milhões de euros (cerca de R$ 830 milhões) ao longo de 10 anos. Mas, com o acordo engavetado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, até o momento nenhum centavo foi investido.

Os astrônomos brasileiros foram autorizados a se juntar aos demais cientistas membros do consórcio para propor projetos de utilização de um conjunto de telescópios localizado no Chile. Mas a não ratificação do acordo impede a participação de empresas brasileiras nas licitações para a construção de infraestrutura e compra de novos equipamentos pela instituição.

Segundo Diego Bonomo, gerente executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por estarem mais próximas do Chile, as empresas brasileiras têm grandes chances de vencer a concorrência, e a compra de equipamentos estimularia o setor tecnológico brasileiro. “Estima-se que 75% do valor investido no consórcio retornem ao país na forma de contratos, pesquisas e nova tecnologia”, disse Bonomo.

Entre os projetos que poderiam ser acelerados pelo investimento brasileiro está o European Extremely Large Telescope. Orçado em 1 bilhão de euros, ele será o maior telescópio do mundo, capaz de captar 100 milhões de vezes mais luz do que o olho humano.

A possibilidade do Brasil ficar fora dessa oportunidade preocupa a comunidade científica do país. “Não quero nem pensar nessa possibilidade, pois chegamos tão perto. Das quatro comissões que estão na Câmara, o texto já foi aprovado em três delas”, disse a presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), Adriana Válio.

Fontes:
O Globo-Brasil pode ficar de fora de consórcio astronômico

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