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Coluna Esplanada

Levy assume função de Pepe e leva aula de Renan

Ministro da Fazenda assumiu a função de articulador do ministro palaciano Pepe Vargas, com quem a cúpula do Congresso não dialoga

Levy assume função de Pepe e leva aula de Renan
Joaquim Levy, ministro da Fazenda (Fonte: Reprodução/Portal Exame)

A visita de Joaquim Levy ontem ao presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-RN), contribuiu para amenizar o clima tenso entre o Palácio do Planalto e o Legislativo — e provou que o ministro da Fazenda assumiu a função de articulador do ministro palaciano Pepe Vargas, com quem a cúpula do Congresso não dialoga. Semana passada, por telefone, Levy desabafou para Renan: ‘Só aceitei (a interlocução) porque me disseram no Palácio que tudo seria aprovado no Congresso’. Ao que o presidente rebateu: ‘Aqui não é assim, as pessoas vão querer aprimorar, ou modificar…’

Com carinho

A audiência de ontem foi para tratar da votação ao veto da presidente Dilma na correção na tabela do I.R. Romero Jucá foi testemunha. O Palácio mandou lembranças.

Segue a novela

O presidente do Congresso apresentou ao ministro da Fazenda uma contraproposta sobre a correção da tabela, com quatro índices para valores diferentes.

Pepe dançou

A cada dia mais nulo na interlocução com o Legislativo, o ministro Pepe Vargas ganhou novos apelidos nas Casas: ‘É o rei da ingenuidade’, conta um senador.

O general

A estratégia do ex-presidente Lula para blindar a presidente Dilma, o PT e o governo começou a aparecer. Após convocar semana passada o ‘exército do MST’ para as ruas, o movimento promove várias ocupações através da ala feminina, com o pretexto da semana internacional da mulher. E da Venezuela, João Pedro Stédile atacou magnatas.

Don Barusco

À vontade na CPI da Petrobras, o ex-diretor Pedro Barusco (que devolverá R$ 100 milhões!) parecia em casa. Sorriu, piscou olhos, apertou mãos variadas, reconheceu amigos. Só faltou pagar o almoço (se já não pagou…)

‘400 achacadores’

Será hoje em audiência na Câmara o novo round do UFC verbal entre o ministro da Educação, Cid Gomes, e os deputados. Cid articula meia-desculpa sobre a frase infeliz, mas o federal Danilo Forte (PMDB-CE), seu adversário, leva dossiê e vai pegar no pé.

Da poltrona

Quem assistirá do gabinete ao embate é o senador Eunício (PMDB-CE), rival de Cid. Ele e Danilo são compadres e nutrem ódio ao ex-governador. Têm material de sobra.

É feia a crise

A crise atinge até setores que faturam muito. Os cassinos de Macau, mais lucrativos da Ásia, registraram queda de 48,6% em fevereiro: US$ 2,4 bi, contra mesmo mês de 2014.

Controle remoto

Servidores da TV Câmara estão apreensivos. Temem ingerência política nas atividades e até pauta da emissora. Eduardo Cunha prometeu o controle da TV a deputado do PRB de Minas Gerais, que poderá nomear um diretor através de cargo de natureza especial.

Vou pagar!

‘Estamos pagando o pato do passado’, diz o federal Júlio Delgado, presidente do diretório do PSB em Minas. O partido está sem o repasse do fundo por contas reprovadas de 2011. Cortaram o telefone. ‘Mas vamos pagar todas as contas e salários’.

Bengalada no Palácio

O presidente do Congresso avisou a Eduardo Cunha, controlador da Câmara, que vai promulgar a ‘PEC da Bengala’ no mesmo dia que a proposta for aprovada em segundo turno. O que deve acontecer semana que vem.

Vendeta

A PEC aumenta de 70 para 75 anos a aposentadoria para ministros de cortes superiores. Vai tirar de Dilma cinco indicações apenas para o STF. Parece — e é — vingança de Renan e Cunha contra José Cardozo, por seus nomes na lista do Petrolão. Apesar de o ministro da Justiça dizer que não houve interferência. Cardozo sonha ser indicado para o STF.

Dor que fica

A última ‘bengalada’ que o Governo levou no Congresso foi na cabeça do ex-ministro José Dirceu, que foi agredido literalmente com uma bengala por um senhor revoltado.

É feia a crise 2

Em tempos de Petrolão, lembremos que o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau caiu por R$ 100 mil entregues a assessor; nem se sabe se eram do ministro.

Ponto Final

Com a recessão, até hoje as marchinhas do Carnaval ecoam nos corredores do Congresso: ‘Ei, você aí, me dá um dinheiro aí…’

Com equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Carlos Chacal disse:

    Vamos salvar o BNB,BB,Caixa e o BNDES.

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