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Cúpula do Mercosul

Líderes do Mercosul se reúnem em Caracas

No encontro, Cristina Kirchner pretende obter o apoio do bloco em relação à dívida do país. Já Dilma vai propor acelerar o livre comércio com a Aliança do Pacífico

Líderes do Mercosul se reúnem em Caracas
Presidentes chegaram à capital venezuelana na noite da última segunda-feira, 28 (Reprodução/Internet)

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A Cúpula do Mercosul começa nesta terça-feira, 29, em Caracas, Venezuela. Os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia chegaram à capital venezuelana na noite da última segunda-feira, 28. O presidente Evo Morales, da Bolívia, país em processo de incorporação como membro pleno do bloco, também estará presente no encontro.

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Entre os principais temas que serão abordados na cúpula estão a dívida argentina e a proposta brasileira de um acordo comercial com a Aliança do Pacífico, bloco de livre comércio formado por Chile, Colômbia e Peru.

Segundo informações do jornal argentino La Nación, a presidente argentina, Cristina Kirchner, preparou “um discurso forte e de alta voltagem política” contra o juiz americano Thomas Griesa, que bloqueou o pagamento de US$ 1,1 bilhão aos credores argentinos até que o país pague os fundos especulativos que não aceitaram a reestruturação da dívida.

A decisão de Griesa deixou a Argentina à beira de um calote técnico. Em seu discurso na cúpula, Cristina pretende acusar o juiz de extorsão e dizer que “a Argentina está sofrendo um ataque especulativo”. A expectativa do país é que o Mercosul apoie a Argentina.

Segundo especialistas, a crise financeira argentina vai afetar as relações comerciais do país com o Brasil. A Argentina é o terceiro maior importador do Brasil, atrás apenas dos EUA e da China. Mas, diante da crise, o governo Kirchner deve reduzir as importações.

Aliança comercial

A presidente Dilma Rousseff pretende usar o encontro para propor a antecipação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico. O acordo inicial prevê que a tarifa comercial entre os países de ambos os blocos sejam zeradas em 2019, mas Dilma pretende antecipar a medida para este ano.

A ideia foi discutida pelo bloco no ano passado, mas falta o aval político para acelerar a proposta, o que Dilma pretende conseguir na cúpula.

Fontes:
Estadão-Brasil será afetado por crise argentina
O Globo-Na cúpula do Mercosul, Cristina acusará Griesa de ‘extorsão’ e buscará apoio em luta contra credores

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2 Opiniões

  1. Vitafer disse:

    Por que a Venezuela faz parte do Mercosul e não da Aliança do Pacífico??? Está ao norte da Colômbia…

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    Vai ser uma choradeira só. Maduro está as voltas com a prisão de um subordinado por tráfico de drogas em território holandês e prepara um ataque à Shell. Os bolivarianos estão no comando do tráfico, principalmente agora que trucidaram as economias de seus respectivos países. Madame Kirchner vai chorar o cerco dos credores de NY. Dilma, a ingratidão do Santander. Só Cuba, para quem o velório da economia sempre foi o ponto de encontro dos notáveis do regime, vai assumir o comando que a longevidade lhe concede como dinossauro inspirador, para mandar apertar o cerco nas oposições dos respectivos países. Enquanto isso, a Aliança do Pacífico vai se fazer de desentendida, para empurrar qualquer compromisso para 2015, com olho no futuro do Brasil. Os bolivarianos parecem ignorar a crise, acreditando que uma boa dose de mistificação e uma campanha marketing com um dose de intimidação possa lhe devolver o passado dourado. Enquanto em Washington o keyneseniano queniano exerce a função de mulato inzoneiro para com a América Latina (e o resto do mundo também), a China vai exercendo o papel de financiadora da crise bolivariana, fechando contratos antecipados de petróleo com todos os países para salvar a insolvência destas economias carcomidas pela corrupção oficial e o descalabro administrativo. E cada vez exercendo sua presença mais forte neste continente abandonado à incúria e ao saque da rapacidade bolivariana,

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