Início » Brasil » Livros de direitos humanos são vandalizados na UnB
BRASÍLIA

Livros de direitos humanos são vandalizados na UnB

Cinco obras do acervo da Biblioteca Central da universidade foram danificadas propositalmente, tendo páginas riscadas e rasgadas

Livros de direitos humanos são vandalizados na UnB
Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos lamentou o episódio (Foto: Wikipédia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Cinco livros sobre direitos humanos, do acervo da Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília, foram danificados propositalmente, tendo páginas riscadas e rasgadas. A instituição divulgou uma nota informando que está fazendo uma varredura em outros títulos para verificar se existem outras obras vandalizadas.

O diretor da BCE, Fernando Leite, informou à Agência Brasil que está sendo realizada uma investigação para apurar as circunstâncias e identificar responsáveis. A investigação deve levar de 7 a 15 dias.

“A gente precisa fazer essa identificação para encaminhar o caso para a Polícia Federal. O livro dentro de uma universidade pública é patrimônio público e a investigação sobre depredação de patrimônio público é atribuição da PF”, explicou o diretor.

Funcionários da biblioteca já tinham reparado danos em três dessas obras, ao longo do primeiro semestre do ano. Os títulos foram encaminhados para o setor de restauração. “Quando soubemos de outras duas obras com o mesmo tema percebemos que não era uma coincidência”, disse Leite.

A Biblioteca Central ocupa uma área de mais de 16 mil metros quadrados, guardando um acervo de 1,5 milhão de itens. Como a maior parte está disposta em estantes, com mais de 500 corredores, nem todos os locais têm câmeras.

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos lamentou o episódio e ressaltou que a coexistência de ideias e leituras distintas sobre fatos históricos é essencial para a construção de uma sociedade plural, pacífica e tolerante.

“Rasgar obras literárias que veiculam narrativas sobre as conquistas em direitos humanos é, em última análise, impedir a formação de uma visão crítica e democrática do mundo que nos cerca”, relatou o ministro Gustavo Rocha.

Vandalismo não só entre os livros

Na última quinta-feira, 4, o candidato ao Senado Flávio Bolsonaro defendeu os correligionários que destruíram uma placa que prestava homenagem à Marielle Franco, vereadora assassinada a tiros há pouco mais de seis meses. De acordo com Flávio, os candidatos Daniel Silveira e Rodrigo Amorim “nada mais fizeram do que restaurar a ordem”. Ele classificou o ato como ação de “posicionamento ideológico”.

“Se o PSOL quer fazer uma homenagem para a Marielle, apresenta um projeto de lei, pede à prefeitura para, ao construir uma rua, uma praça, botar o nome, dar homenagem a ela. Agora não pode cometer um ato ilegal como esse. O pessoal tem que entender que eu não estou entrando no mérito de se homenagem é justa ou se não é justa.”, afirmou Flávio.

Fontes:
Agência Brasil-Livros com temática de direitos humanos são vandalizados na UnB
Estadão-Flávio Bolsonaro defende destruição de placa pró-Marielle por correligionários

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *