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MINISTRO DA AGRICULTURA

Maggi entrega cargo, mas Temer não aceita

Ministro da Agricultura estaria incomodado com sua inclusão entre os investigados da Lava Jato, mas Temer diz confiar em sua inocência

Maggi entrega cargo, mas Temer não aceita
Ministro nega as acusações e se diz injustiçado pelos delatores (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP), procurou Michel Temer para colocar seu cargo à disposição do presidente, abrindo mão de seu posto.

Segundo informações obtidas pelo jornal Estado de S. Paulo, Maggi estaria incomodado com a inclusão de seu nome entre os investigados na Operação Lava Jato. Ele é acusado pelos ex-executivos da Odebrecht João Antônio Pacífico e Pedro Leão de receber R$ 12 milhões da empreiteira para sua campanha de 2006 ao governo de Mato Grosso.

O ministro nega as acusações e se diz injustiçado pelos delatores. Segundo o Estadão, ele quis deixar isso claro para Temer colocando seu cargo à disposição do presidente. Temer, no entanto, rejeitou a demissão do ministro, afirmando confiar na sua inocência e capacidade. O ministro aceitou permanecer.

Procurada pelo jornal a Gazeta Digital, a assessoria de Maggi negou a informação do Estadão, afirmando que o último encontro entre Temer e Maggi ocorreu na última terça-feira, 18, em um café da manhã no Palácio da Alvorada com ministros e deputados para discutir a reforma da previdência.

Porém, na quarta-feira, Maggi disse à Gazeta que se dependesse de sua vontade pessoal deixaria o cargo, mas que pretende dar andamento ao esforço para recuperar os danos à imagem do Brasil no mercado internacional após a Operação Carne Fraca.

“Pela minha simples vontade sairia, ficar significa um enorme esforço íntimo. Não é fácil passar por uma acusação injusta. Mas tenho um setor inteiro que confia no meu trabalho e não pode ser mais afetado neste momento”.

No próximo dia 7 de maio, Maggi inicia uma série de viagens aos principais países importadores da carne brasileira para tentar minimizar os efeitos da operação. Entre os países que serão visitados estão China, Hong Kong, Arábia Saudita e Bélgica.

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1 Opinião

  1. Beraldo disse:

    Ambos safados e o episódio é apenas um jogo de cena,para consolidar a permanência de bandidos,na corte instalada em Brasília.

    Serve como exemplo para outros e passa para o grande publico a ideia de se acostumar com a lama do poder.

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