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Crise hídrica

Maior reservatório de água que abastece o Rio atinge o volume morto

Em São Paulo, oito em cada dez paulistanos acreditam que é grande o risco de acabar a água na cidade

Maior reservatório de água que abastece o Rio atinge o volume morto
Trecho do Paraíba do Sul, em Campos, em novembro de 2014 (Reprodução/ Márcio Alves / Agência O Globo)

Segundo balanço do setor energético do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível do reservatório de Paraibuna, o principal do sistema que abastece o estado do Rio, atingiu o volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada)  na última quarta-feira, 21.

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O reservatório faz parte da hidrelétrica da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Localizado no Vale do Paraíba (SP), ele é o maior e o principal do grupo de quatro reservatórios, que abastecem o Rio. O volume do Paraibuna, que na segunda-feira passada estava em 0,15%, caiu a zero 48 horas mais tarde. Os outros três reservatórios do Paraíba do Sul também estão em níveis historicamente baixos. Santa Branca, Jaguari e Funil estão com volume respectivamente de 0,65%, 2% e 4,15%.

O sistema de abastecimento do Rio é diferente do de São Paulo. O Rio é abastecido pela Bacia do Rio Paraíba do Sul, um rio federal que nasce em São Paulo e passa por Rio e Minas Gerais. Os reservatórios existentes do Paraíba do Sul são os das usinas hidrelétricas e são de propriedade delas. Eles têm dupla função, geração de energia e abastecimento humano. Já São Paulo tem reservatórios exclusivos para abastecimento de água, controlados pela Sabesp.

Segundo o site da Agência Nacional de Águas (ANA), o volume morto do Paraibuna tem 2,095 trilhões de litros. Neste momento, ainda não é possível saber o quanto desse volume, considerado por especialistas suficiente para abastecer o estado do Rio por cerca de seis meses, irá para o abastecimento do estado.

Situação em São Paulo

Enquanto a situação se agrava em São Paulo, a credibilidade dos consumidores diminui. De acordo com a 6ª edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem Estar no Município (Irbem), oito em cada dez paulistanos acreditam que é grande o risco de a água acabar na cidade. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 22, revelou que 42% dos moradores da capital paulista acham que a falta de planejamento do governo estadual é a grande responsável pelo problema, enquanto 29% creditam a crise hídrica à falta de chuvas.

Realizada pela ONG Rede Nossa São Paulo e pela Fecomercio, a pesquisa revela o nível de satisfação dos paulistanos em relação a 25 temas relacionados à vida na cidade. Neste ano, os pesquisadores também perguntaram sobre a crise de falta d’água que atinge a região metropolitana. A pesquisa foi realizada entres os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 com 1.512 pessoas maiores de 16 anos que moram em São Paulo. A margem de erro é de três pontos percentuais.

 

 

Fontes:
Folha de S. Paulo-Principal reservatório de água que abastece o Rio atinge volume morto
O Globo-Oito em cada 10 paulistanos acham que água vai acabar e 57% mudariam de cidade, revela pesquisa

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