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Maioria dos brasileiros é contra celebração do golpe de 1964

Celebração ao golpe perde em quase todas as análises. Apenas eleitores do PSL e MDB são majoritariamente favoráveis às comemorações

Maioria dos brasileiros é contra celebração do golpe de 1964
Ao todo, 57% dos entrevistados acreditam que o período militar deve ser desprezado (Foto: Wikipedia)

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No último dia 31 de março foi celebrado os 55 anos do início do período da ditadura militar. A celebração por parte da sociedade gerou polêmica. Uma pesquisa do Datafolha, divulgada na Folha de São Paulo deste sábado, 6, mostrou o porquê. Ao todo, 57% dos entrevistados acreditam que o período no qual as Forças Armadas estiveram no poder deve ser desprezado.

Outros 36% dos 2.086 entrevistados afirmaram que a data merece ser comemorada. Outros 7% não souberam ou não quiseram opinar sobre as celebrações. A polêmica sobre 1964 foi iniciada no fim de março, quando o presidente, Jair Bolsonaro (PSL), determinou “comemoração devida” ao golpe que iniciou o período militar.

Mais tarde, no último dia 1º de abril, o governo distribuiu um vídeo em defesa do golpe, antecedendo um novo documentário lançado pelo canal do YouTube Brasil Paralelo, que foi divulgado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro.

O incentivo às celebrações ao golpe foi repudiado e combatido por diferentes setores da sociedade e entidades, nacionais e internacionais. De acordo com a pesquisa do Datafolha, o desprezo à comemoração da data é maior entre os mais jovens, mais escolarizados e mais ricos da população.

Entre os jovens entre 16 e 24 anos, 64% são contra a celebração da data. Caso seja analisado as pessoas que tenham terminado o ensino superior, a porcentagem sobe para 67%. Já entre os jovens que possuem renda familiar superior a dez salários mínimos por mês, o índice chega a 72%.

Enquanto isso, entre os mais favoráveis à comemoração estão as pessoas com mais de 60 anos. Ao todo, 42% dos entrevistados nessa faixa etária se mostraram favoráveis às celebrações. Entre os que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, a porcentagem é de 39%. Já 43% dos idosos com ensino fundamental completo apoiam a comemoração.

Se analisado por religião, a maior parte dos brasileiros também rejeita as celebrações. Entre os evangélicos, 53% acham que 1964 deve ser desprezado, enquanto 39% são favoráveis às comemorações.

Entre os neopentecostais, o índice de desprezo chega a 65%. Entre os católicos a contrariedade é de 56%. Entre os espíritas, 59% são contrários às celebrações. Já entre os seguidores de religiões de matriz africana, 73% rejeitam as comemorações. Os sem religião e agnósticos também mantêm a porcentagem alta: 73% são contra a memória do golpe.

Apenas eleitores dos partidos PSL e MDB são majoritariamente à favor das celebrações. Ao todo, 61% dos que votaram no PSL são favoráveis às comemorações, enquanto a porcentagem dos eleitores do MSB é de 64%. Já entre os brasileiros que votaram em Bolsonaro, 49% são positivos à memória do golpe, enquanto 43% concordam que as celebrações devem ser desprezadas.

A pesquisa do Datafolha entrevistou 2.086 pessoas em 130 cidades do Brasil. Os dados têm um nível de confiança de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia também: Cinquenta anos do golpe militar

Leia também: Em 1964, MPB e estudantes puxaram a fila da oposição à ditadura

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8 Opiniões

  1. carlos alberto martins disse:

    o maior erro dos militares foi deixarem voltar ao Brasil os politicos que daqui fugiram com o rabo entre as pérnas.são os mesmos que fundaram os partidos compostos de estelionatarios e corruptos que roubaram a nação,deixando o povo na atual penúria.

  2. Luiz Davi da Cruz disse:

    TODOS NÓS SABEMOS QUE,PESQUISA ELABORADA PELA FOLHA,SAO TODAS SUSPEITAS DEVIDO A DIREÇÃO DA MESMA SÃO ESQUERDA COMUNISTA.E A ESQUERDA DO BRASIL É CONTRA A REGIME AUTORITÁRIO. SÓ QUE ESSA MESMO ESQUERDA APOIA DITADURAS EM OUTROS PAÍSES.

  3. Vasco A. Duval disse:

    Nesta pesquisa perguntou-se a idade, escolaridade, renda, filiação partidária, etc. mas, não se perguntou se o entrevistado pesquisou os jornais e revistas da época. Leiam jornais e revistas da época e verão que: Primeiro, não houve golpe e sim o atendimento, por parte das Forças Armadas, ao clamor popular. Segundo, não houve ditadura e sim um regime severo pois haviam partidoS políticoS em que o povo podia V O T A R além da relativa tolerância com os opositores, veja-se os dizeres da faixa na fotografia (fotografia que mostra uma oposição ao governo) dizeres estes que remetem a uma música, como várias outras do Chico Buarque, metendo o pau nos militares. O Chico Buarque nunca ganhou tanto dinheiro com discos quanto o que ganhou fazendo musicas contra os militares durante os governos militares, e ainda dizem que havia censura! O militares endureceram sim quando, em 66, a partir do acirramento por parte dos comunistas que encetaram a guerrilha do Alto Araguaia e o terrorismo urbano que matou e mutilou dezenas de civis nas nossas cidades, terroristas e guerrilheiros que, eles sim, queriam implantar a verdadeira ditadura, inspirada em Cuba, no Brasil, o que impediu os militares de devolverem o governo aos políticos, conforme prometeram. Os entrevistados com menos de 60 anos só “souberam” do que aconteceu, lendo livros escritos por escritores falaciosos. Informem-se lendo os jornais, inclusive a Folha, e revistas da época e livrem-se das falácias.

  4. Almanakut Brasil disse:

    É impressionante como o jornalismo canalha, formado em universidade marxista regada à orgia, dorgas e bebedeiras, tenta manipular a opinião pública.

    E ainda vão no rastro da Faliu de S.Paulo, o antro de FRIAS.

    Nós, que já trabalhamos em instituto de pesquisa, quando saíamos às ruas éramos orientados a ignorar opiniões que não fossem à favor dos interesses do cliente contrante ou do próprio instituto.

    Para um antro que fez pesquisa eleitoral em porta de cadeia, só resta mandar privada abaixo.

    DATAFOLHA faz pesquisa em porta de cadeia

    Conexão Pavesi – 06/10/2018

    As pessoas que hoje, ao verem as situações da Venezuela, CUba, Coreia do Norte e outras desgraças vermelhas, ao verem a situação em que o Brasil viveu nos últimos 20 anos e a atual situação que inclui o povo de Sodoma, os parasitas de cofres públicos, o cheiro de enxofre e os que sobreviveram ao Regime Militar, o brando, que não teve paredão de fuzilamento coletivo, são as mesmas que aplaudem a presuntada que a Polícia Militar apresenta em prol da FAXINA GERAL.

    Os que são contra, são apoiadores de terroristas, guerrilheiros, bandidos,PEÇONHENTOS e tudo o que é do Inferno e deve ser mandado ao Inferno.

    Continuem fumando maconha nas praças onde se homenageia traidores da pátria, que quando a HORA da VERDADE chegar será para nunca mais deixar herança maldita para o futuro.

  5. Rene Luiz Hirschmann disse:

    Eu penso que quem quer comemorar que comemore, afinal aonde esta a liberdade tão proclamada, vou expor a minha experiência, fui soldado em 1964, na infantaria aqui no Rio Grande do Sul, estava lotado em um dos quarteis mais importantes do sul, nunca vi tortura, o que fizemos de mais agressivo foi dispersar multidões, vi quando pessoas que meus superiores chamavam de comunistas serem presos em celas como as nossas para soldados indisciplinados, não consigo ver totalitarismo mais manso, pode até ser que não tenha vivenciado o clima do Rio de Janeiro ou São Paulo, mas em 1964 não percebi a violência que fez a Dilma ser eleita.

  6. Henrique Oswaldo Motta disse:

    A PESQUISA DIRIGIDA MERECE SEMPRE SER DESCONSIDERADA. A QUAL FAIXA DE IDADE ELA FOI DIRIGIDA? EU TINHA 20 ANOS EM 1964. PARTICIPEI DA PASSEATA DE 1968 DISPERSADA COM BOMBAS DE GÁS E CAVALARIA. HOJE, MAIS MADURO E MELHOR CONHECENDO A HISTÓRIA, APOIARIA COM CERTEZA A ATITUDE DOS MILITARES À ÉPOCA. O ERRO FOI NÃO DEVOLVEREM O PODER AOS CIVIS QUANDO AFASTADO O RISCO DA ESQUERDA TOMAR O PODER E FAZER COM O BRASIL O QUE HOJE SE FEZ COM A VENEZUELA. HÁ SIM O QUE SE COMEMORAR E NÃO SE APAGA A HISTÓRIA COM O FAZ DE CONTA DA IMPRENSA.

  7. carlos alberto martins disse:

    se querem falar de 1964,eu sim vivenciei o momento,visto que fui feito prisioneiro,sendo colocado em um navio presidio em alto mar,de nome CACHOEIRA,e no quartel de MONTE SERRAT,na Bahia.a única puniçâo que tive foi ter perdido meu emprego na PETROBRAS,por ser ativista sindical,apesar de já ter 11 anos de empresa,sem nenhum direito indenizatório.o meu maior problema foi a perseguição politica por muito anos pelo DOPS,e,podem ter certeza absoluta que apesar de tudo sou a favor dos militares.é uma pena que o comandante supremo das fôrças armadas,isto é o presidente da república,não cerque o congresso,senado e stf e os coloquem para trabalhar em beneficio do povo.chega do poder executivo ser escravo desses estelionatários do poder.nenhum brasileiro é livre enquanto os poderosos do paraíso encastelado em Brasilia estiverem afundando o BRASIL em um mar de lamas,e termos um presidente que fica de joelhos perante a politicos corruptos.

  8. Antiovani Mendes disse:

    Vocês estão seguindo o rastro da Folha e semelhantes. Eu sigo “Opinião…” há muito tempo, desde quando era independente e imparcial. Haja vista seu crescente teor tendencioso, que vem sido percebido já há algum tempo, não resta alternativa a não ser sair daqui também. Lamentável.

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