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SUCESSÃO NA CÂMARA

Mais da metade dos candidatos ao cargo de Cunha têm pendências judiciais

Levantamento aponta que nove dos 16 cotados para substituir Eduardo Cunha têm pendências na Justiça

Mais da metade dos candidatos ao cargo de Cunha têm pendências judiciais
A escolha do sucessor de Cunha irá definir uma figura que terá papel central no governo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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Entre os 16 candidatos cotados para suceder o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara, nove deles, ou 56%, têm alguma pendência na Justiça, de acordo com um levantamento do jornal Estado de S. Paulo. Desses candidatos com pendências, seis são considerados favoritos a assumirem a presidência da Câmara dos Deputados, que deverá ser escolhido na próxima quarta-feira, 13. Essa porcentagem não deve surpreender, uma vez que está em linha com a porcentagem total de parlamentares da Casa que já foram condenados ou respondem a processos na Justiça:  58,09%, de acordo com um levantamento do Portal EBC divulgado em abril deste ano. A votação para escolher o sucessor de Cunha na Câmara acontece na próxima quarta-feira, 13.

Um dos nomes mais fortes na disputa e provável candidato do Centrão (bloco que reúne 13 partidos, sobretudo aliados de Cunha), o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) é investigado pelos crimes de peculato (desvios de recursos públicos) e corrupção, ambos relacionados ao seu mandato-tampão como governador do Distrito Federal, em 2010.

Tido como possível adversário direto de Rosso, o primeiro-secretário da Câmara Beto Mansur (PRB-SP) já foi condenado e responde a um processo por submissão de 46 trabalhadores – entre eles sete menores de idade – a condições de trabalho análogas à escravidão em uma fazenda no interior de Goiás.

Além disso, Mansur responde no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de responsabilidade quando foi prefeito de Santos (entre 1997 e 2004) e é alvo de dois inquéritos por crimes contra a administração pública. Na Justiça de São Paulo, o deputado ainda foi condenado por improbidade administrativa e é alvo de uma segunda ação por dano ambiental. Dessa forma, é o candidato com mais pendências judiciais.

O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), que também está entre os favoritos, teve as contas das últimas eleições reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Ministério Público Eleitoral pede a cassação de seu mandato. Ainda cabe recurso ao parlamentar. Heráclito também foi condenado por improbidade administrativa quando era prefeito de Teresina (1989-1993).

Já o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) foi condenado pelo TRE por utilizar um funcionário público em seu comitê de campanha em 2014 e teve de pagar multa de R$ 25 mil. O parlamentar ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro candidato com boas chances é o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O parlamentar teve seu nome citado na Lava Jato em delação premiada de Léo Pinheiro, da empreiteira OAS. A Procuradoria-Geral da República pede um inquérito contra o deputado, suspeito de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Fernando Giacobo (PR-PR) atualmente não responde a processo por conta da prescrição de duas ações penais no STF por formação de quadrilha e crime tributário. Os seis deputados citados acima são os mais cotados para assumir o cargo.

Os outros três candidatos com problemas na Justiça são o deputado Hugo Leal (PSB-RJ),  condenado no Rio por violações administrativas em licitações durante o período que foi presidente do Detran no Rio de Janeiro. Ainda cabe recurso ao deputado, que corre por fora na disputa pela presidência da Câmara. Esperidião Amim (SC), do PP, responde por improbidade administrativa e dano ao erário (dano aos órgãos da administração pública) e Fausto Pinato (SP), também do PP, é réu em ação no STF, acusado de dar falso testemunho.

A escolha do sucessor de Cunha irá definir uma figura que terá papel central no governo. O próximo presidente da Câmara poderá acelerar ou atrapalhar o processo de cassação do deputado afastado e votações de projetos importantes para o ajuste fiscal do governo, além de ser o primeiro na linha de sucessão do presidente interino Michel Temer.

Fontes:
Estado de S. Paulo-Favoritos na Câmara têm pendências judiciais

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2 Opiniões

  1. Wilson Paulo Schmeiske disse:

    Só gente fina, a nata da bandidagem…pergunto: Cadê o STF ??? Quanto mais LADRÃO, o prêmio máximo: a Presidencia da Cãmara.

  2. Beraldo disse:

    Sem ler a matéria:

    Para um governo deste naipe moral, recheado de ladrões do erário, o Presidente da Câmara tem mesmo de ser um bandido.

    Tão lógico, quanto óbvio e elementar!

    E vem aí uma jornada semanal de trabalho de 60 a 80 horas!

    Como será cansativo um dia depois do outro!

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