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Mais uma empresa de Eike Batista entra com pedido de recuperação judicial

A companhia de energia Eneva entra com pedido mediante orientações dos acionistas controladores

Mais uma empresa de Eike Batista entra com pedido de recuperação judicial
Outra companhia de Eike Batista entra com pedido de recuperação judicial (Reprodução/Internet)

A empresa de energia Eneva, antiga MPX, entrou com pedido de recuperação judicial na última terça-feira, 9. A empresa pediu proteção aos credores de cerca de R$ 2,33 bilhões de reais em débito, sendo a maioria para bancos, incluindo Itaú BBA, BTG Pactual, Citibank, e HSBC. Mergulhada em dívidas, a empresa de energia fazia parte do conglomerado do empresário Eike Batista. Mediante orientações dos acionistas controladores, a companhia ajuizou o pedido de recuperação em caráter de urgência.

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A Eneva se junta agora a outras empresas ligadas a Eike que também entraram em recuperação judicial, como a petroleira OGX com R$2,4 bilhões em débito, a MMX Sudeste Mineração com R$ 150 milhões em débito, e a empresa de construção naval OSX. As empresas buscam renegociar suas obrigações.

Segundo uma reportagem veiculada nesta quarta-feira, 10, na revista Época Negócios, o pedido de recuperação judicial ocorre em virtude da não revalidação do acordo para suspender a amortização e o pagamento de juros de operações financeiras, contratadas pela companhia e determinadas subsidiárias com seus credores financeiros, expirado em 21 de novembro de 2014. Outro fator relevante é o de não ter sido alcançado um acordo entre a companhia e instituições financeiras na implementação de um plano de estabilização, visando medidas para o reperfilamento de suas dívidas financeiras e o fortalecimento da estrutura de capital.

A Eneva se tornou uma das maiores empresas privadas do setor de geração de eletricidade no Brasil, mas suas receitas não são suficientes nem para as operações financeiras nem para os seus serviços de dívida. As demais subsidiárias da companhia não foram incluídas no pedido de recuperação judicial e as usinas permanecem em operação normalmente. A companhia terá 60 dias, contados do deferimento da recuperação judicial, para apresentar seu plano de recuperação judicial. Segundo o site  da companhia, a Eneva concluiu recentemente sua fase de construção e tornou-se uma empresa plenamente operacional, que gera 2,4 GW de energia termelétrica para o Brasil. As usinas a gás e a carvão da companhia geram energia térmica a um custo competitivo e ajudam a reequilibrar a estabilidade da matriz elétrica brasileira em um período hídrico crítico, contribuindo para a segurança energética do país independentemente do regime de chuvas.

Enquanto isso, Eike Batista se defende no Rio de Janeiro em um tribunal contra acusações de informações privilegiadas e manipulação de mercado. De acordo com os dados divulgados  no New York Times, outra audiência está programada para 17 de dezembro, mas os advogados de Eike Batista entraram com recursos para afastar o juiz, que segundo eles é acusado de preconceito. Os advogados também pediram a produção de um relatório técnico para examinar os dados da companhia. Os resultados das audiências podem só sair no ano que vem.

 

Fontes:
The New York Times- Eike Batista’s Electricity Company in Brazil Seeks Bankruptcy Protection
Época Negócios- Eneva entra com pedido de recuperação judicial
Eneva- Eneva entra com pedido de recuperação judicial

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