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EM VISITA AO RIO

Malala pinta desenho de Marielle Franco

Desenho foi feito durante uma visita à Rede NAMI, organização que usa a arte urbana para promover os direitos das mulheres

Malala pinta desenho de Marielle Franco
‘Sei que ela inspirou muitas mulheres e garotas brasileiras’, disse Malala (Foto: Ana Luíza Marques)

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai completa 21 anos nesta quinta-feira, 12. Para comemorar a data, ela escolhe grupos de jovens lideranças mulheres para conhecer.

Este ano, em visita ao Brasil, ela escolheu conhecer a Rede NAMI, organização feminista fundada pela artista Panmela Castro, que usa a arte urbana para promover os direitos das mulheres.

Malala visitou a comunidade Tavares Bastos, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã da última quarta-feira, 11. Ela conheceu a sede da Rede NAMI e o #MuseuNAMI, um museu a céu aberto de graffitis que privilegia trabalhos de mulheres e artistas de rua.

Malala escolheu pintar um desenho da vereadora Marielle Franco, executada juntamente com seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março deste ano. Em sua página no Twitter, ela justificou a escolha, em uma postagem feita em português.

Durante a tarde, a jovem assistiu à partida entre Croácia e Inglaterra, pela Copa do Mundo, em um quiosque em Copacabana, e seu pai, Ziauddin Yousafzai, aproveitou para jogar uma partida de futebol na praia.

Malala chegou ao Brasil no último dia 9, para uma palestra em São Paulo sobre o papel da educação no desenvolvimento infantil e das mulheres no Brasil. Antes de chegar ao Rio de janeiro, ela também visitou Salvador.

Malala é uma das mais proeminentes ativistas do mundo em prol da educação de meninas e mulheres. Sua jornada começou ainda criança, quando tinha apenas 12 anos, e criou um diário online sobre sua vida escolar, a pedido da BBC. Nele, sob o pseudônimo de “Gul Makai”, Malala documentava a repressão à educação feminina no Paquistão, imposta pelo Talibã.

Por conta de seu ativismo, ela foi alvo do Talibã em 2012, quando o ônibus escolar em que ela estava foi atacado por integrantes do grupo. Ela e mais duas garotas levaram tiros. Todas sobreviveram, mas Malala ficou gravemente ferida após levar um tiro no rosto. O projétil ficou alojado em seu pescoço.

Transferida para o Reino Unido, ela foi operada e salva, mas precisou de diversas cirurgias para reconstruir seu crânio. Ela, seus pais e seus irmãos se mudaram para o país por questões de segurança. Após se recuperar, Malala intensificou sua luta em prol da educação feminina. Ela voltou à escola, terminou o ensino médio e começou a cursar filosofia, política e economia na Universidade de Oxford.

Sua luta a levou a diversas partes do mundo onde o direito das mulheres à educação é ameaçado. Em 2014, ela recebeu o prêmio Nobel da Paz, que dividiu com o indiano Kailash Satyarthi. Ela também recebeu, em 2013, o Prêmio da Paz para a Infância, o prêmio Anna Politkovskaya, o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos do Europarlamento, além da Medalha da Liberdade, do Centro Nacional Constitucional, dos EUA.

 

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