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Coluna Esplanada

Manobra previdenciária

Ministro da Previdência Social começou um périplo pelo Congresso para convencer os parlamentares a aprovar a MP 676/2015, que substituiu o Fator Previdenciário, rejeitado recentemente

Manobra previdenciária
Ministro Carlos Gabas, da Previdência Social (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

O ministro Carlos Gabas, da Previdência Social, começou um périplo pelo Congresso Nacional para convencer os parlamentares a aprovar a Medida Provisória 676/2015, que substituiu o Fator Previdenciário, rejeitado recentemente. A MP publicada no Diário Oficial da União, em junho, flexibiliza as concessões dos benefícios previdenciários, mas adia a aposentadoria do trabalhador. Para quem contribuiu por 35 anos e tem 55 anos, por exemplo, o sistema atrasa a concessão em pelo menos seis meses.

Pressa

O sistema previdenciário ainda não estaria na UTI, segundo o ministro Gabas, “mas temos que estruturar o modelo que deve ser definido o quanto antes”.

Demografia

A idade da população, que está ficando cada vez mais velha e com uma expectativa de vida maior, pressiona o sistema de pagamento das pensões.

Radiografia

Em 1980, a expectativa de vida era de 62,5 anos. Em 2030, será de 78,6 anos, e em 2060, chega a 81,2 anos. Essa pirâmide invertida vai exigir um sistema eficiente.

Reforma Agrária petista

Não é só o Piauí que ‘vende’ para a União os seus assentamentos estaduais, conforme documentos de posse da Coluna. A venda de milhares de hectares é um plano bem engendrado entre o Planalto e o Ministério do Desenvolvimento Agrário para reforçar o caixa de estados governados pelo PT. A Bahia de Rui Costa também entrará nessa.

Cabras machos

A morte do ex-deputado Paes de Andrade não provocou apenas tristeza em família. Os ex-genros Danilo Forte (deputado) e Eunício Oliveira (senador) brigaram feio. Danilo foi para o PSB após acusar Eunício de fazer do PMDB cearense ditadura para interesses.

Passar a limpo

Deputados de Minas Gerais e do Paraná também querem que o TCU faça auditorias nas contas dos estados, a exemplo do que pretende o deputado Jerônimo Gorgen (PP-RS) para o Rio Grande do Sul, onde José Sartori parcelou os salários de servidores.

A conferir

É muito cedo. Mas pelo que se viu até aqui, pelos cenários previstos para os próximos anos, e diante do perfil do eleitor gaúcho, Sartori já enterrou sua reeleição.

Uma boa notícia

Desde junho passado a Caixa Econômica Federal passou a financiar sistemas de aquecimento solar e de minigeração de energia elétrica em projetos habitacionais.

Sustentabilidade

As novas construções também podem ter sistemas de captação de água de chuva, mas a obrigatoriedade depende ainda da aprovação do projeto do senador Donizetti Nogueira (PT-TO). A proposta passou na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado.

República Sulista

Os gaúchos colocaram as diferenças de lado e criaram a Bancada Sulista, nos moldes dos colegas nordestinos. A gota d´água foi o Programa de Infraestrutura Logística, que teria excluído obras importantes para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

Peso econômico

O chamado PIO2 é o ponto de convergência, mas há outras questões que podem unir a maioria dos 77 deputados federais e nove senadores. A região Sul tem participação de 17% do PIB e, naturalmente, interesses econômicos são comuns aos três estados.

Olho vivo

Aprovado na Câmara, o projeto que eleva o teto das microempresas no Supersimples poderá sofrer revés no Senado. O líder do governo, senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já deram sinais nesta direção.

Valor na bomba

Em tempos de crise, exemplo nenhum de quem deveria. A Mesa da Câmara aumentou o limite dos gastos dos deputados com combustíveis. O valor passa a ser de R$ 6 mil.

Rio 2016

Começou a campanha pela prefeitura do Rio. O senador Crivella (PRB), pré-candidato, virou alvo de grande escritório de assessoria que espalhou para os grandes jornais relatório da CGU que ele rebate.

Ponto Final

“É vergonhoso para a CPI (do BNDES) não convocar os donos da Friboi”.
Do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), ao lamentar a rejeição do requerimento que convocava os empresários Wesley e Joesley Batista, controladores do grupo JBS/Friboi.

Com Equipe DF, SP e Nordeste

1 Opinião

  1. Rene Luiz Hirschmann disse:

    A culpa toda dessa ‘m…” é dos políticos que nos tratam como “macacos” sem nenhuma inteligência só instinto de sobrevivência, o povo em grandes dificuldades financeiras, sem emprego e educação e os caras aumentam verba para gasolina, não consigo aguentar tamanho deboche.

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