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Maria Bethânia faz 50 anos de carreira

A cantora brasileira com mais discos vendidos completa cinco décadas de sucesso nos palcos

Maria Bethânia faz 50 anos de carreira
Bethânia nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 18 de junho de 1946 (Foto: Wikipédia)

Caetano a chama de “sacerdotisa”, Nelson Motta de “Iansã viva”, e o escritor Jorge Amado a descrevia como “um orixá”. A imagem mística que a cantora baiana Maria Bethânia projeta é peça-chave da sua singularidade como intérprete. Bethânia, que celebra 50 anos de carreira este ano, incorpora elementos do candomblé em suas performances nos palcos e fora deles. Talvez por isso, ela não é uma unanimidade, mas é quase. Bethânia tem imenso apelo popular.

Nesta quarta-feira, 10, a cantora foi homenageada no Prêmio da Música Brasileira, no Teatro Municipal do Rio. Em sua apresentação, cantou “Carcará”, a música de João do Vale e José Cândido que lançou sua carreira em 13 de fevereiro de 1965.  Naquela noite, nos palcos do show “Opinião”, a baiana até então desconhecida substituiu Nara Leão, que estava gripada, deixando o público de queixo caído com sua voz grave e imponente. Naquele mesmo ano gravou seu primeiro disco.

Chamada de “pop singer” pelo New York Times, um termo que soa pejorativo para descrevê-la, Betânia teve uma carreira de muito sucesso. Apesar de ser chamada de artificial e midiática pelos críticos, é a cantora com mais discos vendidos: 26 milhões. Foi também a primeira a a vender um milhão de cópias de um único disco: “Álibi”, em 1978. Repetiu o feito em 1993, com o disco “As canções que você fez pra mim”, onde canta músicas da dupla Erasmo e Roberto Carlos. Este último a chama de “minha rainha” até hoje.

Força da natureza?

Maria Bethânia Viana Teles Veloso nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 18 de junho de 1946. Quando criança, sonhava em ser atriz. Como cantora, deixou aflorar seu lado teatral, inovando nos palcos com shows entremeados por poesia e trechos de  literatura. A fórmula agradou ao público e transformou-se em muitos discos gravados ao vivo.

Os compositores que mais gravou são Chico Buarque, Caetano, Gil, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Noel Rosa, Gonzaguinha, Milton Nascimento, Jorge Portugal, Roberto Mendes e Roberto e Erasmo Carlos.

Em 2003, criou sua própria gravadora – Quitanda – para poder escolher o que gravar, sem se preocupar com os aspectos comerciais. Em 2005, foi tema de filme documentário: “Música É Perfume”.

Seus dois últimos discos foram lançados simultaneamente: “Pirata”, onde canta os rios do interior e “Mar de Sophia”, onde canta o mar em versos da poeta portuguesa Shopia Breyner.

Fontes:
mariabethania.com - Entrevista concedida à Playboy em 1996
Letras - Biografia de Maria Bethânia

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