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Entrevista exclusiva

Médico já esteve preso com José Genoino e José Dirceu

Cesar Ronald conta detalhes do movimento estudantil e revela o temperamento dos ex-companheiros

Médico já esteve preso com José Genoino e José Dirceu
Cesar Ronald diz que vaidade de Dirceu e Genoino gerou uma antipatia que contaminou o ambiente político em relação aos petistas (Reprodução/Internet)

O médico Cesar Ronald participou de movimentos estudantis contra o regime militar

O médico Cesar Ronald em entrevista ao Opinião e Notícia

instaurado no Brasil em 1964. Acabou preso com aqueles que hoje estão condenados por participar do mensalão. Militou ao lado de diversas tendências socialistas e entrou para a clandestinidade em 68 para não ser morto. Ele conta um pouco dessa experiência em entrevista ao Opinião e Notícia.

Opinião & Notícia – Condenado por participar do mensalão, o deputado José Genoino está preso. E até com problemas de saúde. O senhor conheceu o Genoino?

Cesar Ronald – Em 1968, o movimento estudantil no Brasil tinha representatividade política bastante forte. E apesar dessa força, ele era fragmentado em várias tendências. E o Genoino era líder de umas dessas tendências. José Dirceu e Vladimir Palmeira lideravam a Tendência Socialista. Já eu e o Marcos Medeiros pertencíamos a uma terceira que se chamava Tendência Revolucionária, ligada a Apolônio de Carvalho.

O&N – E a do José Genoino?

Cesar Ronald – A dele era ligada ao PC do B.

O&N – Quais desses grupos pegavam em arma?

Cesar Ronald – Menos o grupo do Dirceu e o Vladimir Palmeira, que eram tendências socialistas. Eles acreditavam que havia uma situação socioeconômica já madura para uma revolução socialista. Para eles, não dependia do movimento estudantil, não dependia da chamada pequena burguesia – movimento tipicamente da classe operária, consequentemente, um movimento urbano.  E, além do Genoino, tinha uma outra força também muito importante no movimento estudantil,  chamada Ação Popular –  que era comandada pelo Luís Travassos (que foi presidente da UNE) e Jean Marc Van der Weld – que tinha uma estratégia semelhante à do Genoino, ou seja, todo o país tinha interesse contra o capital internacional. Então, propunha utilizar métodos mais duros, mais violentos, mas como estratégia de organizar, tudo isso juntamente com o empresariado nacional.

O&N – O senhor pegou em arma?

Cesar Ronald – (risos) Em determinado momento sim. Isso foi inevitável, pois estava sob o risco de vida. Nós tínhamos algumas atividades que implicavam na nossa permanência no Brasil e todos nós tínhamos convicção de que – se fossemos presos – nós seriamos torturados até a morte. Então, pegar em arma era muito mais uma defesa do que uma tática de ataque. Era a certeza de que a gente não correria o risco da tortura para entregar os companheiros.

O&N – Como o senhor acabou preso?

Cesar Ronald – No final de 1968, a UNE convocou um congresso, realizado em um sítio em Ibiúna, em São Paulo, para a eleição da nova diretoria. E esse congresso foi escolhido em uma região rural isolada e lá reuniam os representantes de todas as faculdades do país. Eram mais de mil estudantes reunidos em um sítio. Era impossível que isso não acabasse sendo do conhecimento das forças, da repressão, dos militares e de tudo isso. Então havia um comando organizacional desse congresso do qual faziam parte o José Dirceu, Vladimir Palmeira, Luís Travassos, Jan Marc, Jose Genoíno, Marcos Medeiros e eu. Havia dois companheiros de cada uma dessas tendências na organização do congresso. E foi nesse congresso que fui preso. Acredito que tenha sido em outubro de 1968.

O&N – O senhor foi para cela direto com José Genoino?

Cesar Ronald – Foram 22 pessoas detidas em São Paulo. O Genoino, o Dirceu, o Vladimir, o Travassos, eu, o Jean Marc, o Marcos Medeiros e mais alguns companheiros do Nordeste e de Minas Gerais. Ficamos juntos em um determinado tempo, mas logo fomos separados para que ficássemos em celas diferentes, inclusive em órgãos de repressão diferentes. E os demais foram liberados poucas semanas depois. Esses 22 ficaram presos mais tempo.

O&N – Mas o senhor não ficou na cela com o Dirceu, apenas com o José Genoino?

Cesar Ronald – Fomos juntos no ônibus e logo nos separaram.

O&N – Como era o Dirceu e como era o Genoino?

Cesar Ronald – Independentemente das questões políticas, havia uma característica marcante na personalidade do Dirceu que não era uma coisa simpática. Embora eu tenha pelo Dirceu um respeito muito grande, pelo homem público, pelo militante, desde aquela época ele era muito soberbo, remplis de soi même (expressão francesa que significa “cheios de si”), com uma empáfia muito acentuada. Eu acredito que essa antipatia tenha contaminado o ambiente político brasileiro em relação a ele no que chamam midiaticamente de mensalão. Já o Genoino era um nordestino simpático, alegre, porém, também um pouco vaidoso das suas particularidades como orador, da sua capacidade intelectual. Genoino era um rapaz muito inteligente, letrado, assim como o Dirceu.

O&N – O senhor disse: “Que chamam midiaticamente de mensalão”. Na sua avaliação, eles são vítimas da mídia, do STF ou eles de fato se envolveram em negociatas de poder?

Cesar Ronald – Um pouco de cada coisa. Em primeiro lugar, é preciso dimensionar o mensalão. Para que você tenha uma ideia, o que há de documentação referente ao mensalão não chega a R$ 100 milhões. O escândalo P.C. Farias, do governo de Collor — muito antes do Collor ter sido impedido – já tinha atingido R$ 1 bilhão de propina. Segundo minhas fontes e os artigos que li, a privatização do Fernando Henrique Cardoso e a reeleição dele também atingem números que chegam a US$ 1 bilhão. O escândalo dos auditores de uma prefeitura de São Paulo já está em R$ 500 milhões. O mensalão inteiro teve documentação de R$ 30 milhões. Ou seja, bem dimensionado – diante da tradição desse país de negociatas, de negócios da área dos governos federal, estadual, municipal — o mensalão é uma gota de água insignificante, embora seja moralmente inaceitável.

O&N – Mas o mensalão é muito mais que um fenômeno de mídia. Envolve a compra de políticos.

Cesar Ronald – A questão do mensalão tornou-se uma questão midiática por ter sido do PT, que sempre foi — digamos — um alicerce da defesa da ética política. Então, ainda que tenha sido financeiramente, algo que ocorre rotineiramente no ambiente político brasileiro tornou-se um escândalo por ter sido do PT. Tanto é assim que provavelmente as questões das privatizações e da reeleição de Fernando Henrique Cardoso, que custaram muito mais, não devem ter ocupado 1% do tempo de rádio e televisão ou da imprensa.

O&N – Não teria se tornado um evento midiático na medida em que foi denunciado de dentro para fora?

Cesar Ronald – Sim, é possível. Pois quem levantou as questões do escândalo da prefeitura de São Paulo foram os órgãos responsáveis, a Polícia Federal e o Ministério Público. E no mensalão, foi o Roberto Jefferson, um dos participantes que denunciou o esquema, com mandato, que tem acesso à mídia, organizou a cena da denúncia. Isso tudo deve ter influenciado. Mas o que influenciou decididamente foi de ter sido um fato envolvendo o PT.

O&N – Voltando a 1968, quando o senhor ‘caiu’, em outubro, quanto tempo ficou preso?

Cesar Ronald – Nesse episódio, eu fiquei preso por três meses. Eu havia estado preso antes, consegui minha liberdade por meio de habeas corpus e, posteriormente, fui preso novamente em São Paulo, onde fiquei mais três meses.

O&N – O senhor foi torturado nessa época?

Cesar Ronald – Não. Eu sofri violência física, mas não a tortura sistemática. A tortura sistemática é feita planejadamente para obter informações. Eu sofri violência, porque eu era jovem de 19 anos. Quando se é jovem, a gente é menos tolerante com o autoritarismo pessoal, do que quando se é mais maduro. E eu me neguei a aceitar algumas decisões que o Exército tomou a meu respeito, com relação a minha pessoa e aparência física. Enquanto estive preso, me mandaram, por exemplo, cortar o cabelo. Reagi e disse que era um preso político e poderia usar o cabelo no tamanho que eu quisesse e bem entendesse. Então, eles me agarraram pelo cabelo e me arrastaram pelo pátio do quartel e cortaram o meu cabelo à força, com momentos de violência física, com socos, pontapés, tudo isso. Mas isso é diferente da tortura sistemática, que tinha pau de arara, choque elétrico. E eu não cheguei a passar por isso, porque quando saí da prisão fui para clandestinidade. Fiquei um ano sem documentos. Nesse período, participei de ações armadas. E depois de um ano, fui embora do Brasil.

O&N – Naquele dia, na prisão em outubro, dos três que o senhor conhece bem – um é o senhor, o outro é o Genoino e o outro é o José Dirceu – qual dos três o senhor acha que mais se afastou dos ideais daquela época  e qual se manteve mais próximo dos mesmos ideais?

Cesar Ronald – Eu não tenho mais vida de militância política nos dez últimos anos, mas eu vivo com os mesmos ideais que eu defendia na Universidade Pública com 18 anos de idade. Eu defendo hoje a saúde publica, com a mesma garra, com o mesmo entusiasmo, com o mesmo comprometimento de quando lutava pela Universidade Pública. Só que me afastei da militância eleitoral, porque nesse aspecto eu fiz uma opção mais egoísta. Se tiver uma reunião com dez ministros, na segunda-feira, às 9h da manhã ou às 7h da noite, e tiver uma festinha de um dos meus netos na escola, pode ter certeza que eu vou procurar saber o resultado dessa reunião posteriormente. Eu tenho uma opção nos últimos dez, 20 anos da minha vida, de viver os meus filhos, meus netos e de viver a minha profissão. Eu vivo medicamente, ou então em casa.

O&N – Ao responder dessa forma o senhor deixou 66% dos envolvidos para a segunda parte da pergunta. Qual dos dois efetivamente se perdeu?

Cesar Ronald – Não creio que nenhum dos dois tenha perdido a questão central dos ideais trabalhistas ou nacionalistas. Mas creio que ambos se contaminaram pelo mundo político brasileiro. Só que hoje, eles conheceram e manipularam para se manter no poder e fazer uma política de justiça social. Só que a maioria da população acredita que os fins não justificam os meios.

O&N – As mesmas pessoas que talvez fossem comemorar a prisão dos mensaleiros não foram às ruas soltar fogos. Ninguém ficou feliz com essa situação. Qual foi o seu sentimento?

Cesar Ronald – De frustração. Não que eles não merecessem punição, mas porque esses membros do STF, do Ministério Público não tiveram a mesma galhardia de comportamento se fosse o Fernando Henrique Cardoso, ou caso se tratasse do Fernando Collor de Melo ou de alguém das classes dominantes – que mantêm o executivo eventualmente à esquerda ou à direita, a serviço dos bancos, contra o trabalhador brasileiro e contra a população. Lula não ganhou uma revolução, Lula ganhou uma eleição em que ocupou o Executivo com esses mesmos Legislativo e Executivo que estão aí. Com o mesmo José Sarney. Hoje, o Lula é obrigado a compor em certos estados com seus mais perrengues adversários. Senão, ele não promoveria a justiça social que vem fazendo nesse país. Eu não sou Lulista, sempre fui mais ligado ao Leonel Brizola, que era um sujeito aguerrido e retilíneo. O Jango era homem de igual valor moral mas não era aguerrido para a luta. Se fosse depender de passar com o carro por cima de um gatinho, o Jango atrasaria uma manifestação por que era muito bondoso, tinha mais coração. Era generoso. O Brizola era mais disciplinado na questão de alcanças seus objetivos.

O&N – É mesmo verdade que ele deixou o país vestido de mulher? (risos)

Cesar Ronald – A direita do país sempre foi extremamente eficiente. O pecado da esquerda foi não reconhecer a inteligência da direita. Como desmoralizar o Brizola? Dizendo que ele era corrupto, ladrão? Todo mundo sabia que ele não era. A única solução foi a de lhe aplicar a pecha de ter deixado o país vestido de mulher. Havia uma máquina de espalhamento e dispersão de boatos. Fantasiar-se de mulher seria uma saída covarde, mas não há nenhuma verdade nessa afirmação. Artistas de esquerda – ou qualquer pessoa que fosse contra o regime – eram desmoralizados como maconheiro ou homossexual. A direita sempre foi muito eficiente em trabalhar no inconsciente da população e desmoralizar os opositores. Esta foi sempre a estratégia de atacar os que se opunham à ditadura.

O&N – Ao eleger o Genoino e outros políticos, o brasileiro confirma a máxima de que não sabe votar?

Cesar Ronald – Nosso legislativo é capaz de dar um milhão de votos a Tiririca e arrastar com eles os verdadeiros interessados em se eleger. O Tiririca foi eleito movido por uma máquina de esquema financeiro. Já o capitão Sérgio Macaco não conseguiu se eleger.

O&N – O senhor se refere a Sérgio Carvalho…

Isso. O último herói brasileiro não conseguiu votos suficientes. Esse capitão do Exército recebeu a ordem de explodir o gasômetro — ali ao lado da Rodoviária Novo Rio. Imagine a tragédia. O ataque tinha como estratégia matar milhares de inocentes para incriminar os comunistas e justificar, assim, uma matança generalizada – como fez no Chile o Pinochet. Sérgio Macaco recusou-se a obedecer a ordem de seu comandante. Ele arriscou sua patente de capitão, a ser preso e perder uma atividade militar – pois foi colocado na reserva. Ele cometeu esse ato heroico mas não conseguiu votos para deputado federal. O povo elege Tiririca, José Sarney e Fernando Collor mas deu as costas ao mais recente herói brasileiro.

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18 Opiniões

  1. Esperança disse:

    Boa entrevista, de alguém que viveu a história por dentro.

  2. pessoa inteligente disse:

    Nunca li nada mais idiota que esta entrevista deste Sr., meta a viola no saco e se informe primeiro.

  3. azambuja disse:

    Prezado Claudio Carneiro: Não é verdade que Sergio Macaco tenha recebido ordens ou sequer insinuação para explodir o gazômetro. Isso foi uma invenção do próprio Sergio Macaco, desmentida por todos os demais militares do PARASAR que participaram de uma reunião, no gabinete do Ministro da Aeronáutica, quando, segundo Sergio Macaco, essa ordem lhe teria sido dada.
    Um pouco de História não faz mal a ninguém!

  4. Roberta disse:

    É interessante conhecer o ponto de vista de quem esteve presente em momentos importantes da história.

  5. Amaro Pereira Filho disse:

    Eu acho até legal essa entrevista, mas, imagina os senhores, que centenas de brasileiros foram torturados e mortos por um ideal. Ideal por um país transparente, sem maracutaias e corrupção. Como dizia Julião: Os corruptos e ladrões do dinheiro público tem que ir para o paredão.
    Portando eu vejo a saúde pública do Brasil, matando em lotes, e seus filhos não tendo hospitais , médicos e remédios para curar de suas doenças, e bilhões de reais todos anos indo parar nas águas da corrupção.
    Portanto parabéns ao Ministro Joaquim Barbosa e que venha nov as prisões dos ladrões e genocidas dessa nação.
    Como dizia o poeta: O amor é eterno enquanto dure…digo: Político é eterno enquanto não entre no mar da corrupção.
    Vamos lutar por um país justo, transparente e com políticos envolvidos pela cidadania do nosso povo.
    abraços.

  6. jan disse:

    É importante conhecer este ponto de vista, dentro da historia mas pelo avesso.
    Infelizmente o ser humano é facilmente manipulavel e aí esta um caso típico.
    Se lesse historia de verdade perceberia o tamanho do engano que cometeu e ainda comete.
    É assim que ainda pensam milhares de “idiotas uteis”, como Lenin os chamava.
    Triste.

  7. Brasileiro disse:

    Mudando apenas uma letra no final do depoimento do Azambuja, afirmo que UM POUCO DA HISTÓRIA NÃO FAZ MAL A NINGUÉM.
    Parabens Claudio por sua brilhante entrevista, você tinha um foco e em nenhum momento se desviou do seu objetivo. Nem mesmo quando no transcorrer da mesma surgiram cifras do que teria sido gasto por FHC com as privatizações e a compra de votos para parlamentares aprovarem a emenda da sua reeleição. Se você foi em busca do Dr. Cesar Ronald é porque o conhece, sabe da sua história e admira seu caráter, que o diga aqueles que também o conhecem.
    Parabens repito a você e ao Ronald.

  8. Raimundo Trindade disse:

    Parabéns O&N pela reportagem com esse CIDADÃO brasileiro César Ronald , entrevista feita com pessoa que vivenciou o caos, e agora um idiota vem defender os militares da ditadura dizendo que não ordenaram o capitão a cometer a explosão, vc estava na sala de reuniões do comando?, se estava, peço a O&N que faça uma entrevista nos mesmos moldes com esse azambuja ele sabe de muitas coisas que o Brasil precisa saber, e depois entregue-o a polícia federal para que
    possamos saber realmente o que aconteceu naquela reunião de Generais, só eles sabem o que aconteceu.
    parabenizo também o STF, e que outros crimes possam ser esclarecidos e os réus punidos.

  9. Isam disse:

    `Depois de tantos anos, contar uma história inverídica a seu favor é no mínimo vergonhoso, uma vez que ninguém do outro lado que vivenciou a verdadeira história nunca desmentirão , nem defenderão, como sempre.

  10. Roberto1776 disse:

    Pena que as FFAA. tenham deixado o Brasil chegar ao estado moral em que se encontra atualmente.
    Até quando o STF resistirá?
    Provavelmente até que esteja totalmente aparelhado pelo pt.
    Quanto a esse médico elogiar o Leonel é abusar da paciência de quem viveu as besteiras por ele aprontadas e que até hoje afetam negativamente a nossa pátria amada.
    Graças ao Engenheiro Leonel de Moura, o Rio de Janeiro é, hoje, a capital do tráfico de drogas do Brasil, visto que foi ele ( o engenheiro) quando eleito governador do Rio, quem proibiu a polícia de policiar os morros cariocas, onde se instalou um dos maiores complexos criminosos do planeta.
    Pena que a nossa memória seja tão curta.
    Quando aos Josés, desde a década de 60 sabemos muito bem que eles não são pessoas confiáveis e que merecem o que estão recebendo. Lamentável essa Lei de Anistia que foi feita com tantos buracos a ponto de permitir a esses criminosos de carteirinha voltarem à cena política brasileira.

  11. Áureo Ramos de Souza disse:

    E será que depois de todos esses anos este senhor Dr, Cesar Ronaldo está contando a verdade, o que gostei em tudo isso foi ele afirmar que Fernando Henrique e o Collor roubaram mais que os mensaleiros e não deu para o Henrique nada porque isso não aconteceu e o Henrique hoje posa de grande brasileiro

  12. Evandro Correia disse:

    O leitor Áureo dá demonstração de grande ignorância. Privatização não é roubo, Áureo. Fez bem para a economia. Permite a nós todos termos telefones a preços baratos, informe-se com os mais velhos quanto custava comprar uma linha telefônica quando era estatal.

  13. helo disse:

    Dirceu e Genoíno conhecemos pela CPI, entrevistas nos jornais e tvs e vemos que desde o início já eram arrogantes. Coragem não lhes faltou. Antes para protestar, agora para assaltar o estado, mesmo fazendo parte do governo ou do PT. Os advogados terão com eles muitas apelações, muito trabalho e ganharão muito dinheiro. Durante anos, articuladamente deram um grande golpe que nem saberíamos não fosse Jefferson. Muitos outros golpes, sabidos como o dos prefeitos de S. André e Campinas, e não sabidos, foram cometidos. No século 21, essa turma me parece idosa, luxenta, conservadora e desprovida de qualquer ética. Como diz o Lula é preciso renovar.

  14. PENSADOR disse:

    JOSÉ DIRCEU JÁ RECEBE DUAS APOSENTADORIA S:COMO O EX-MINISTRO-
    RECEBE POR OITO ANOE COS DE SERVIÇO, MAIS DO QUE O TETO DO INSS EM 35 ANOS:
    O teto para um funcionário da iniciativa privada, pago pela Previdência Social, é de R$ 4.157 (brutos). Os ministros do Executivo recebem entre R$ 5.063 e R$ 11.452 em valores líquidos de aposentadorias do Senado, e mais o salário da atual função, R$ 19.833 COMO ANISTIADO POLÍTICO,
    RECEBE TAMBÉM UMA TERCEIRA APOSENTADORIA, : A DE ANISTIADO POLÍTICO!
    SOMANDO-SE AS APOSENTADORIS DE ANISTIADO POLÍTICO, DE EX-DEPUTADO, DE EX-MINISTRO ALCANÇA-SE, FÁCIL R$20 MIL REAIS POR MÊS,- somando mais r$ 20 mil do hotel—–
    Realmente, no Brasil dos Ronald biggs e Tomaso Buschetta, da Máfia italiana e outros criminosos célebres, O CRIME, REALMENTE, COMPENSA!!!!
    OS BOMBEIROS DA BOATE KISS CORREM RISCO DE PERDER APOSENTADORIA SE FOREM CONDENADOS- PORQUE OS MENSALEIROS NÃO?
    ART V DA CF: Todo brasileiro é igual perante a lei, sem discriminação de origem, etc, etc-
    XLIII – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;(JOSÉ DIRCEU TORTUROU, FOI TERRORISTA, ASSALTOU E RECEBEU GRAÇA [INDENIZAÇÃO]E APOSENTADORIA POR ISTO)

    —Durante a ditadura se roubava banco para financiar a luta dos Trabalhadores para tirar dos banqueiros e dar aos Trabalhadores. Os Josés (junto com outro José – o aliado José Sarney, além de Maluf, Renan Calheiros e tantos outros da elite) quando assumiram o poder e geriram (e continuam a gerir) o capitalismo, mudaram tudo. Em vez de roubarem banco para financiarem a luta dos Trabalhadores para tirar dos banqueiros e dar aos Trabalhadores, no poder os Josés roubaram os Trabalhadores para dar aos banqueiros que tiveram os maiores lucros da História do Brasil.—-O judiciário do PT é aquele que penaliza os pobres sem uma única prova. A polícia do PT manda os miseráveis para as penitenciárias sem nenhuma prova. O judiciário e o ministério público do PT mantém os miseráveis por décadas atrás das grades sem nenhuma prova. Qual é a novidade? O PT não sabia disto? A teoria do domínio do fato é a teoria dominante no judiciário… para os pobres. O PT provou do seu próprio veneno que ele manteve durante o último decênio para a Classe Trabalhadora. A diferença é que os miseráveis não são processados no STF. São processados, condenados e mortos as vezes pela própria polícia do PT. Quando não são mortos pela própria polícia do PT, são presos, jogados numa penitenciária e abandonados. Hoje são quase meio milhão de presos no Brasil. A maioria PPP: pobres, pretos e prostitutas.

  15. PENSADOR disse:

    NÃO SOU MILITAR MAS, TENHO DE RECONECER-LHES A COMPETENCIA E HONESTIDADE-
    FIGUEIREDO, AUTOR DA ANISTIA, PRECISOU DE VAQUINHA ENTRE AMIGOS PARA SER ENTERRADO-
    Vivia de seus honorários de general, muito menores do que os de um deputrado
    A MAIORIA DELES, QUE ESTEVE NO PODER, MORREU POBRE, VIVENDO SOMENTE DE SEUS SOLDOS–

    NA ÉPOCA DO GOVERNO MILITAR, CRESCÍAMOS A 10% AO ANO- ÉRAMOS A CHINA DO MOMENTO-
    LULA SÓ RECEBEU ÍNDICES MAIORES TENDO CEL JARBAS PASSARINHO COMO CONSULTOR ECONOMICO-
    Por roubar menos, os militares fizeram a maioria da estrutura de base deste país- talvez por isto o Brasil crescesse tanto—-(????)

  16. José Carlos disse:

    Roberto 1776,É um exagero,dizer que o Rio de Janeiro é a capital do tráfico de drogas no Brasil,um erro.O Rio de Janeiro não é produtor de drogas, a maior facção criminosa da país encontra-se em SP onde acontece o tráfico e a distribuição para todo o Brasl, a Tv mostra sempre o processo que tem inicio na Bolivia e no nordeste(cocaina e maconha) do Brasil e se espalha por todo o país,principalmente os estados mais ricos.O que difere o tráfico do Rio para os outros estados,principalmente SP,MG,ES e etc… é o uso de armamento pesado, e a visibilidade do RJ pela sua importância politico,econômico e cultural´ geografia e etc…..Outro equivoco é achar que o RJ possui “o maior complexo criminoso do país”,quando a maior massa de presos do Brasil fica em SP.Outro equivoco, e desconhecimento histórico, é achar que na época da ditadura militar foi uma maravilha,não havia crimes e criminosos.Os escândalos Coroa Brastel, Transamazônica e etc…….aconteceram nesta época.Além disso torturas e assassinatos,desaparecimentos de pessoas também..Foi uma época de grande escuridão, e de desmandos.Felizmente com todos os erros, a nossa jovem democracia nos permite conhecer a verdade,tudo é denunciado, é ás claras,na ditadura impossivel. Viva a democracia !

  17. DJALMA BENTES disse:

    Cada um conta a sua versão da história. Só relata o que é de seu interesse e a seu modo. Elogia os seus iguais e denigre seus adversários. Nenhum desses ‘historiadores’ é coitadinho muito menos inocente. Todos cometeram seus crimes. O péssimo que SEMPRE é o povo quem paga a conta de ontem, de hoje e de amanhã. O que nós povo eleitor é que devemos selecionar. Como? Banindo toda essa canalha que está no poder e que são donos dos partidos políticos. VOTE:000+CONFIRMA.

  18. anna saraiva disse:

    Exelente ,equilibradoe verdadeiro este depoimento -Parabéns ao entrevistado e ao entrevistador

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