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IDENTIDADE DE GÊNERO

Médicos travestis e transexuais de SP poderão usar o nome social

Conselho Regional de Medicina de São Paulo está prestes a aprovar medida que autoriza a exercer a profissão com o nome social

Médicos travestis e transexuais de SP poderão usar o nome social
Resolução deve ser aprovada pelo Cremesp até setembro (Foto: EBC)

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Médicos travestis e transexuais de São Paulo estão prestes a conquistar o direito de exercer a profissão usando o nome social, aquele que escolheram e que reflete sua identidade de gênero, não a biológica.

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) deve aprovar até setembro uma resolução autorizando a medida. Para o presidente do órgão, Márcio Gomes de Aranha Lima, o uso do nome social vai beneficiar médicos e pacientes.

“Se o médico é reconhecido na sua plenitude de identidade e pessoa, ele será um melhor médico. E quem se beneficia é o paciente. Quero que isso saia no máximo até o fim de setembro. Mas acho que pode ser antes”, disse Lima, em entrevista ao site G1.

A resolução será submetida à votação por parte dos 42 conselheiros do Cremesp, mas Lima acha improvável que ela não seja aprovada. “Dependo só de um parecer do departamento jurídico para implementar. A iniciativa da presidência já conta bem a favor. Ninguém hoje se oporia a isso […] O Conselho não pode agir com preconceito”.

O uso do nome social já é garantido por órgãos do serviço público federal, como ministérios, universidades federais, empresas estatais e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Para travestis e transexuais, a medida representa um avanço, mas ainda há muito a ser feito. “Ficar com um nome que não te representa, isso é violento demais. Nome social é interessante, sim, mas é um retalho de direitos”, diz Alice Quadros, estudante de medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Para Alice, o mais importante é conscientizar a sociedade de que gênero é uma construção social. “Eu nasci menina. Isso não significa a genital, os hormônios que eu tenho. Eu odeio falar em transição. Eu não era uma coisa e virei outra. […] A minha identidade enquanto mulher é invalidada por um eu não ter uma vagina”, disse ela, em entrevista ao G1.

Fontes:
G1-Médicos travestis e transexuais devem poder usar nome social em SP

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1 Opinião

  1. Paulo disse:

    A ONU ESTÁ TRANSFORMANDO O MUNDO NUM HOSPÍCIO, ESSA IDEOLOGIA DE GENERO É RIDÍCUL, JÁ DEU!!

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