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Mercado de artes no Brasil passa por uma evolução, diz ‘FT’

'Financial Times' afirma que colecionadores de arte do país recusam a compra especulativa de obras e enxergam a arte como uma missão superior

Mercado de artes no Brasil passa por uma evolução, diz ‘FT’
Edição da SP-Arte 2015. Feiras de arte têm sido um elemento crucial nessa transformação (Foto: Flickr/SP-Arte)

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Uma reportagem publicada nesta terça-feira, 6, no Financial Times, traçou o perfil da nova geração de colecionadores de arte brasileiros.

Segundo o texto, os colecionadores brasileiros que ganharam destaque no cenário mundial nas últimas duas décadas têm uma coisa em comum: eles tiraram proveito da uma tradição de produzir arte sofisticada e original em um país que somente se estabilizou na segunda metade da década de 1990.

A reportagem afirma que, embora os ricos colecionadores brasileiros de hoje possam pagar por arte o mesmo que pagam europeus e americanos, eles preferem tratar a arte como “uma missão superior”, não como um investimento. Por isso, segundo o jornal, eles costumam “franzir a testa para a compra especulativa de obras”.

“Eles valorizam a história da arte brasileira e latino-americana, mas também lutam contra as taxas de importação e a burocracia para ter obras europeias e americanas em suas casas, escritórios e galerias de exposições.”

O texto elege como melhor representante desta geração Bernardo Paz, ex-empresário do setor de mineração que criou no município de Brumadinho, Minas Gerais, o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, o maior centro de arte ao ar livre da América Latina.

Em entrevista ao ‘FT’, Paz rejeitou o termo “colecionador” e disse que Inhotim tem uma “missão social”. “O Brasil está passando por um momento de evolução cultural e Inhotim é como uma semente para o futuro que pode ser replicada por todo o mundo”.

Como muitos brasileiros, Paz reconhece que o momento de euforia econômica alcançado durante o governo Lula chegou ao fim e que a economia do país atravessa uma crise. Mas ele afirma que “tudo faz parte de uma transformação”.

“Vivemos em um país de altos e baixos, um país que passou por um momento de euforia em que muitos fizeram fortuna, o que estimulou o mercado de artes. Mas não acho que o Brasil é isso. Estamos passando por mais uma crise,  que para nós que somos um pouco mais velhos é algo natural de tempos em tempos”.

Feiras de arte contribuem para o cenário

A reportagem também afirma que as feiras de arte, como a SP-Arte, ajudaram a tornar a expandir o mercado das artes no Brasil.

Na última década, essas feiras tornaram mais fácil para brasileiros adquirir obras estrangeiras livres de impostos e da burocracia. A SP-Arte, por exemplo, ocorre anualmente e já tem 40% de suas galerias ocupadas por artistas estrangeiros.

Para Fernanda Feitosa, diretora da SP-Arte, as feiras criaram uma janela de oportunidade. “As feiras têm sido um elemento de transformação muito importante. Galerias estrangeiras participam gerando cada vez mais intercâmbio.”

Fontes:
Financial Times-Brazil’s new generation of wealthy art collectors

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2 Opiniões

  1. Teresa disse:

    A abertura do mercado de arte deveria ser mais abrangente para todas as linguagens e ateliês.
    As feiras de Arte ajudam ,mas ainda não são suficientes
    Existem artistas incríveis que nao participam destes certames e que não sao vistos de uma maneira em geral pelo grande público.

  2. Djalma Barros disse:

    Concordo com a senhora Teresa,acho que a SPARTE deverá nos próximos eventos focar em novas linguagens da arte que não somente linguagens bidimensionais como foco principal.As tendências de obras com técnicas polímatericas tais como cerâmica, pedras,ferro, resinas continuam focadas em um momento da arte contemporânea.

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