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RIO DE JANEIRO

Mercado imobiliário do Rio em declínio

Antes mesmo das Olimpíadas, investimento milionário no mercado imobiliário carioca não dá retorno

Mercado imobiliário do Rio em declínio
“Era pra ser um momento de esplendor do Rio na escala global” (Foto: Wikipedia)

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Construtoras no Rio de Janeiro estão desesperados por alguma maneira de vender apartamentos, oferecendo benefícios como pagamentos de taxas de manutenção por anos a fio, corte de preços em 50% e distribuição de passagens para Nova York. Outros até oferecem carros compactos novos e eletrodomésticos para compradores em potencial.

Em queda do seu pódio de um dos mercados de propriedade mais caros do mundo, o Rio agora passa por intensas dificuldades com a maior crise imobiliária em décadas, alimentando medos de uma quebra de mercado enquanto dúzias de novos arranha-céus, construídos com a visão do mercado durante as Olimpíadas de 2016, falham em atrair compradores.

Não era pra ser assim. A intenção de realizar as Olimpíadas no Rio era levantar o espírito e a fortuna da cidade.

“Era pra ser um momento de esplendor do Rio na escala global”, disse Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel. “Ao invés disso, os imóveis estão indo a preço de banana.”

Estudiosos da história do esporte frequentemente esperam declínios econômicos depois de Olimpíadas, quando os gastos das construções “secam” e o fluxo de turistas diminui.  As ruínas de propriedades construídas para as Olimpíadas de 2004 em Atenas são um exemplo de consequências  de se gastar quantias absurdas em estruturas com poucos fins práticos.

Mas o Rio está chegando a um novo patamar, enquanto a economia local se deteriora no meses que antecipam os Jogos, com uma supersaturação de propriedades construídas sofrendo os choques de uma recessão nacional e baixos preços de petróleo. E pra piorar, ativistas clamam que a ênfase dada aos condomínios de luxo construídos para as Olimpíadas está piorando a crise imobiliária ao inundar o mercado com apartamentos caros enquanto há falta de casas a preços justos em áreas pobres.

Fontes:
The New York Times-In Run-Up to Olympics, Rio’s Property Market Already Looks Hung Over

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4 Opiniões

  1. Flavia disse:

    Preço de banana? Esse cara não é uma pessoa séria. Com os valores cobrados pela empresa que ele representa aqui – 420 mil para 44 m² eu ganho 4200,00 por mês. A ganância foi tamanha que os “empreendimentos” não tem mais quadra de esportes! Prédios com 1mil unidades sem área de lazer adequada, materiais de baixa qualidade, revestimentos sofríveis, tamanhos reduzidíssimos… Preço de banana?!
    É uma afronta.
    O melhor é não comprar, é perigoso e muitíssimo arriscado, não vale a pena. Fora que depois da virada do ano a coisa aperta e os preços vão descer assim como subiram, vertiginosamente.
    Há um grande risco de ter uma explosão de pessoas devolvendo imóvel. Creio que seja só esperar e, quem quiser/precisar vender acho que deve vender logo, pelo desconto que for, 50,60,70, 80% pois é melhor passar pra frente do que esperar a volta dos valores reais dos imóveis.

  2. José Ruiz disse:

    “recessão nacional e baixos preços de petróleo”.. fala sério, vc estava com “a faca e o queijo na mão” para fazer um artigo razoável, aí resolveu derrapar de vez.. os imóveis não são vendidos no Rio (nem em qualquer outro lugar do país) porque estão caros.. simples assim.. é a bolha murchando.. não tem nada a ver com crise econômica ou preço de petróleo, não vende porque os preços estão absurdamente caros.. acabou o ôba-ôba.. quer vender um cubículo de 44 m2 por R$ 400 mil? Fala sério.. experimenta oferecer essa unidade por R$ 70 mil, que é o ela vale, prá ver se não vende..

  3. Marcos disse:

    Se cair 50% ainda estará muito caro e corre o riso de não vender. O povo tá sem dinheiro, a farra acabou, agora é recolher os cacos do que antes era um mercado promissor que foi destruído pela ganancia de especuladores, construtoras e imobiliárias.

  4. Paulo disse:

    No final do mês de novembro do fluente ano estive no Rio de Janeiro. Confesso que esperava que os preços dos imóveis já estivessem baixados. Mas infelizmente ainda não reduziram os preços. Imóveis de sala e quarto com menos de 50 metros quadrados, no Posto 6 de Copacabana, sem garagem, não sai por menos de 700.000,00. É um absurdo. Os que ditam os preços no Rio, realmente merecem ser castigados pelo mercado!

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