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LIVRE COMÉRCIO

Mercosul e União Europeia se aproximam de acordo comercial

Após 18 anos de negociações, blocos regionais podem finalmente chegar a um pacto de livre comércio

Mercosul e União Europeia se aproximam de acordo comercial
Brasil quer aumentar o percentual de etanol vendido na Europa (Foto: Flickr/Palácio do Planalto)

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A União Europeia e o Mercosul estão se aproximando de um acordo comercial depois de 18 anos de negociações. Ambos os blocos estão finalizando o pacto de livre comércio em Buenos Aires, em paralelo a XI Cúpula da Organização do Comércio (OMC). Poucos obstáculos restam para a conclusão do acordo, sendo o principal as exportações agropecuárias, que encontram resistência da Polônia, França e Irlanda.

Antes mesmo da abertura da cúpula da OMC, o presidente argentino Mauricio Macri se reuniu com diferentes chefes de Estado, entre eles o brasileiro Michel Temer, o paraguaio Horacio Cartes e o uruguaio Tabaré Vázquez, em Buenos Aires. Os ministros do Comércio dos países sul-americanos e uma delegação europeia comandada pela comissária Cecilia Malmstrom trabalham nas cláusulas do acordo comercial.

“O acordo com a Europa é quase o único que falta na América Latina. As negociações estão abertas e estamos esperançosos de que terminaremos nestes dias com uma declaração sobre a assinatura do acordo. Uma maior modernidade em sua economia vai ajudar esta região, e as empresas europeias terão acesso a determinados setores em que, agora, é difícil entrar. Estamos possivelmente ante o maior acordo entre regiões firmado até hoje”, destacou a secretária de Estado de Comércio espanhola, María Poncela.

As atuais negociações se concentram nas exportações agropecuárias para a Europa e os prazos para liberar o intercâmbio de bens industriais. A Europa aceitou ampliar a cota de carne bovina que pode entrar sem tarifas, passando para 70 mil toneladas por ano, cerca de 1% do total do consumo europeu, mas o Mercosul ainda considera o limite insuficiente. Enquanto isso, o Brasil quer aumentar o percentual de etanol vendido na Europa, mas a União Europeia resiste.

Já em relação aos bens industriais, os blocos regionais negociam a liberalização do comércio e o tempo para que isso ocorra sem tarifas. A Europa deseja que seja em 10 anos, mas o Mercosul quer que seja estendido para 15 anos, pois empresários argentinos e brasileiros temem que prazos mais curtos ameacem as indústrias de seus respectivos países, em muitos casos pouco competitivas.

Tanto o Mercosul, quanto a União Europeia querem firmar o acordo o quanto antes, o que deve ocorrer no fechamento da reunião da OMC, em Buenos Aires, ou no próximo dia 21 de dezembro, no Brasil, quando o país vai sediar a cúpula de presidentes do Mercosul.

“É muito mais que etanol e carne, é comércio, é investimento, é trabalho e acesso às tecnologias. Este é um acordo político de uma envergadura extraordinária”, exaltou o chanceler argentino Jorge Faurie. Faurie relembrou que, ao longo dos últimos 18 anos o eixo comercial passou do Atlântico para o Pacífico, com o acordo podendo reativá-lo.

Fontes:
El Pais - Após 20 anos, Mercosul e União Europeia se aproximam de acordo comercial

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