Início » Brasil » Ministro do Trabalho é afastado pelo STF
OPERAÇÃO REGISTRO ESPÚRIO

Ministro do Trabalho é afastado pelo STF

Helton Yomura é um dos alvos da Polícia Federal na terceira fase da Operação Registro Espúrio, que apura um esquema de fraude no Ministério do Trabalho

Ministro do Trabalho é afastado pelo STF
Afastamento foi solicitado pela PF e pelo MPF e acatado pelo STF (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo nesta quinta-feira, 5, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O afastamento Yomura se dá no âmbito da terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada nesta quinta-feira, pela Polícia Federal. A operação investiga um esquema de fraude na concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na fase atual, os agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em Brasília e no Rio de Janeiro. As buscas foram solicitadas pela PF e pelo Ministério Público Federal e autorizadas pelo ministro do STF Edson Fachin.

Os alvos dos mandados terão de cumprir medidas cautelares. Eles estão proibidos de frequentar o Ministério do Trabalho, de manter contato com outros investigados na operação e serão afastados do exercício do cargo. Entre os alvos dos mandados está Yomura e o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP).

A primeira fase da Operação Registro Espúrio teve início em 30 de maio. Ela tinha entre os alvos três deputados federais: Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, líder da Força Sindical; Wilson Filho (PTB-PB); e Jovair Arantes (GO), líder do PTB. Em 12 de junho, na segunda fase da operação, o principal alvo foi a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), que no início deste ano foi cotada pelo presidente Michel Temer para assumir o Ministério do Trabalho.

A investigação

As investigações do esquema começaram há um ano e apontam a existência de fraude dentro de secretarias do ministério, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o  esquema envolvia valores que chegaram a R$ 4 milhões pela liberação de um único registro sindical

O esquema era estruturado em cinco núcleos: administrativo, político, sindical, captador e financeiro. O núcleo administrativo era responsável por viabilizar as fraudes, o que incluía o desrespeito à ordem cronológica dos requerimentos e o direcionamento dos resultados dos pedidos. O núcleo político era formado por parlamentares e ex-parlamentares que atuavam indicando e mantendo em cargos estratégicos os servidores que faziam parte do esquema.

O núcleo sindical fazia o contato com os funcionários públicos encarregados de operacionalizar as fraudes. O núcleo captador era composto por lobistas e advogados que faziam a intermediação entre os sindicatos interessados em registros com os demais integrantes do esquema. Por fim, o núcleo financeiro viabilizava os pagamentos (das entidades sindicais para os envolvidos) por meio da simulação de contratos fictícios de trabalho.

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

4 Opiniões

  1. Áureo Ramos de souza disse:

    O tempo vai passando, as eleições se aproximando e MINISTROS roubando e a seleção perdendo,

  2. Rogerio Faria disse:

    É por isso que não querem acabar com o imposto sindical…

  3. Almanakut Brasil disse:

    13 milhões de desempregados deixados pela Herança Maldita e se leva o MTE à sério!

  4. Souto disse:

    O país está dominado por quadrilhas de criminosos e agoniza com os predadores tentando digerir o que resta da carcaça da presa moribunda.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *