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SANEAMENTO BÁSICO

Moradores do Rio não acreditam em projeto olímpico de tratamento de esgoto

O Brasil precisa urgentemente de sistema sanitário melhor, já que apenas 39% do esgoto é tratado, segundo o instituto Trata Brasil

Moradores do Rio não acreditam em projeto olímpico de tratamento de esgoto
A falta de um serviço decente de esgoto resulta em problemas de saúde como diarreia, hepatite e infecções de pele, especialmente em crianças (Foto: Wikimedia)

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O prefeito Eduardo Paes diz que os jogos olímpicos vão melhorar o Rio de Janeiro por conta de projetos grandiosos, como novas estações de metrô e sistema sanitário. Ele está orgulhoso de uma parceria público-privada para construir uma nova rede de esgoto para 1,7 milhões de pessoas na zona oeste, onde o esgoto acaba em rios e canais. A área chamada de AP5 cobre quase metade do Rio.

No entanto, apesar da nova rede ter alcançado 19 mil casas, apenas um quinto delas está realmente conectada. Alguns moradores de áreas de baixa renda reclamam do custo de aproximadamente R$ 300 para fazer a conexão. Outros simplesmente não acreditam que o projeto vai funcionar. Logo, o que era para ser uma solução sanitária, agora se transforma num cenário de falta de confiança no governo, que tem um baixo registro de eficiência em relação aos serviços públicos.

Segundo moradores, uma das razões para o ceticismo em torno do projeto é que por anos eles tiveram de pagar pelo serviço de esgoto, que apenas carregava os dejetos para fora de suas casas ao invés de levá-los para uma planta de tratamento como deveria.

O Brasil precisa urgentemente de um sistema sanitário melhor, já que apenas 39% do esgoto é tratado, segundo o instituto Trata Brasil. A falta de um serviço decente de esgosto resulta em problemas de saúde, como diarreia, hepatite e infecções de pele, especialmente em crianças.

Em 2011, a prefeitura, que é responsável pelos sistema de esgoto do AP5, firmou um contrato de 30 anos com a Foz Águas 5 para assumir os serviços na área e construir uma nova rede. O projeto se tornou parte da promessa do governo relacionada às Olimpíadas de 2016. Em junho, o complexo olímpico em Deodoro foi conectado à rede. A Foz Águas 5, por sua vez, se comprometeu a gastar cerca de R$ 2 bilhões para construir dez unidades de tratamento em 30 anos. Até agora, apenas uma unidade já existente está sendo expandida.

 

Fontes:
The Washington Post-Rio planned Olympic-scale sewerage project. But citizens say no thanks.

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