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OBITUÁRIO

Morre, aos 82 anos, o ex-governador de DF Joaquim Roriz

Roriz estava internado com pneumonia e um infarto piorou seu quadro clínico

Morre, aos 82 anos, o ex-governador de DF Joaquim Roriz
Ex-governador Joaquim Roriz morreu hoje, em Brasília. Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

O ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz morreu nesta quinta-feira, 27, em decorrência de problemas de saúde que enfrentava há alguns anos. Além de ser diabético e estar internado com quadro de pneumonia, um infarto piorou seu estado de saúde nas últimas horas, ocasionando seu óbito.

Vida Política

Roriz iniciou sua vida política nos anos 1960, e teve quatro mandatos como governador da capital federal, com uma longa carreira política, marcada por escândalos, populismo e um antagonismo rígido ao PT.

Apesar disso, Roriz foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores em Luziânia, cidade goiana ao redor de Brasília. Porém, acabou rompendo com a legenda pouco tempo depois. Firmou-se na política através do MDB, passando por outros partidos, tendo como última filiação, o PRTB.

Antes de assumir um dos primeiros de seus quatro mandatos pela capital federal, ele foi vereador em Luziânia, sua cidade natal, deputado estadual e federal, vice-governador de Goiás e prefeito interventor em Goiânia.

Indicado pelo então presidente, José Sarney, iniciou sua primeira passagem como governador em 1988. Na época, não existia eleição para tal cargo.

A gestão de Roriz foi marcada pelo assistencialismo, tendo destaque a distribuição de lotes de terra para famílias de baixa renda em cidades-satélites.

Nos anos 1990, teve uma passagem rápida como ministro da Agricultura, ao lado de Fernando Collor de Melo, de quem foi um dos mais fiéis aliados.

Em sua segunda gestão, Roriz enfrentou sua primeira grande acusação de corrupção, sendo um dos focos do escândalo dos Anões do Orçamento. Apesar das suspeitas de superfaturamento e irregularidades, conseguiu finalizar o mandato, mas não sucedeu ao cargo, perdendo para o petista, Cristovam Buarque.

Quatro anos depois, se elegeu para o terceiro mandato, com um leque de propostas. Nos oito anos em que permaneceu no poder – se reelegeu em 1998 -, realizou obras importantes, como a ponte JK, continuou o processo de lotes e implantou programas como a distribuição de pão e leite em áreas mais pobres da capital.

Escândalos de corrupção se repetiram, fazendo com que Roriz respondesse por crime de racismo, ao chamar um opositor de “crioulo petista”, quando disputava sua reeleição.

Ao encerrar seu quarto e último mandato, se elegeu senador em 2006. Assim como seus mandatos, a passagem pelo Senado foi conturbada e rápida. Após 12 dias, foi apontado como o beneficiário de um cheque no valor de R$ 2,23 milhões e renunciou ao cargo, tentando escapar do processo de cassação, cumprindo apenas 5% do período de mandato.

Na época, afirmou que o dinheiro fora repassado por Nenê Constantino, da companhia aérea Gol, como empréstimo para ser utilizado na compra de embrião bovino.

Em 2010, o político tentou regressar ao Palácio do Buriti, para o quinto mandato, mas a candidatura foi barrada pela Lei da Ficha Limpa, sancionada naquele ano. Mesmo com escândalos e turbilhões, a família Roriz se mantém forte na influência política da capital, com três candidatos nas eleições deste ano.

Fontes:
Folha de S.Paulo-Morre aos 82 anos Joaquim Roriz, ex-governador do DF

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