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Morre o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro Ariano Suassuna

No dia 23 de julho de 2014, morre o famoso autor de 'O Auto da Compadecida'

Morre o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro Ariano Suassuna
Suassuna ocupou a 32ª cadeira da Academia Brasileira de Letras (foto: Abr)

Autor da famosa peça “O Auto da Compadecida” (1955), Ariano Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, capital da Paraíba. Além de escritor, Suassuna era dramaturgo e ocupou a 32ª cadeira da Academia Brasileira de Letras.

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família se mudou para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, “Uma Mulher Vestida de Sol”.

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena. Ele teve que se mudar novamente para Taperoá para se curar de uma doença pulmonar. Em 1952, Suassuna volta a morar em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época “O Castigo da Soberba” (1953), “O Rico Avarento” (1954) e o “Auto da Compadecida” (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Em 1956, abandonou a advocacia para se tornar professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste.

Ele foi nomeado membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967) pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Entre 1958 e 1979, também se dedicou à prosa de ficção, publicando o “Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” (1971) e “História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana” (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

O autor também foi membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

Ariano Suassuna morreu no dia 23 de julho de 2014, aos 87 anos, vítima de um acidente vascular cerebral hemorrágico.

1 Opinião

  1. Filomeno Viriato disse:

    Sou Angolano e aprecio muito a literatura Lusófona, é pena que entre os faladores da nossa língua mãe, não tem havido maior intercâmbio para difusão destes grandes escritores d o Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Cabo-Verde, São-Tomé, Macau; Timor e outros falantes dessa grande língua. Obrigado pelo artigo, foi de muita ajuda.

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