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Literatura Brasileira

Morre o escritor Graciliano Ramos

Em 20 de março de 1953, morreu o escritor de grandes clássicos da literatura brasileira como 'Vidas Secas' e 'São Bernardo'

Morre o escritor Graciliano Ramos
Graciliano Ramos conhecia de perto as dificuldades da vida no sertão descritas em seus livros (Reprodução/Internet)

Graciliano Ramos marcou a literatura brasileira com obras que retratam a vida do homem nordestino no sertão. Nascido no município de Quebrangulo, em Alagoas, o escritor fez parte da 2ª fase do modernismo, que teve o regionalismo como principal característica.

Aos 12 anos, Graciliano Ramos já fazia parte uma publicação voltada para as crianças, o jornal “Dilúculo”. Depois, foi redator no “Echo Viçosense” até se mudar para estudar em Maceió. Seus primeiros sonetos foram publicados na revista “O Malho”, do Rio de Janeiro. Depois de trabalhar em algumas publicações fluminenses, Graciliano se mudou para Palmeira dos Índios, em Alagoas.

O escritor virou prefeito da cidade, mas renunciou ao cargo dois anos depois. Em 1933, seu primeiro livro, “Caetés”, foi lançado. Em seguida, escreveu importantes obras como “Vidas Secas” e “São Bernardo”, que se tornaram grandes clássicos da literatura brasileira. Por ter vivido grande parte da vida no interior de Alagoas, Graciliano conhecia de perto as dificuldades da vida no sertão descritas nos livros.

Durante a Ditadura de Getúlio Vargas, Graciliano Ramos foi acusado de participar da Intentona Comunista de 1935 e acabou sendo preso. O escritor relatou o período na prisão em “Memórias do Cárcere”, que foi lançado sem o último capítulo porque Graciliano morreu, no dia 20 de março de 1953, antes de completar o livro. O autor foi vítima de um câncer no pulmão.

Fontes:
Educação Globo-Graciliano Ramos

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