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OMS e Unicef

Mortalidade infantil no Brasil caiu 73% em relação a 1990

Relatório feito pela OMS e a Unicef afirma que o país avançou de forma significativa na redução da mortalidade infantil, superando a média global de 53%

Mortalidade infantil no Brasil caiu 73% em relação a 1990
Em 1990, a cada 1 mil crianças nascidas no Brasil, 61 morriam. Hoje, a média é de 16 mortes para cada 1 mil crianças nascidas (Foto: nacoesunidas.org)

O Brasil conseguiu reduzir a mortalidade infantil em 73% em relação ao ano de 1990. Os dados são de um relatório feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em conjunto com a Unicef.

Segundo o documento, a média de redução alcançada pelo Brasil supera a média global registrada no período, de 53%. O estudo mostra que em 1990, a cada 1 mil crianças nascidas no Brasil, 61 morriam. Hoje, essa média é de 16 mortes a cada 1 mil crianças nascidas.

O relatório também destaca as disparidades regionais na taxa de mortalidade infantil no país. Segundo o texto, o Brasil conseguiu reduzir significativamente essas disparidades, embora ainda sejam forte. As crianças indígenas, por exemplo, têm duas vezes mais chances de morrer do que as demais crianças brasileiras.

“Dos cerca de 5.500 municípios, mais de mil têm a taxa de mortalidade de crianças até 5 anos no patamar de cinco mortes para cada mil nascidos vivos. Mas em 32 municípios, a taxa excede 80 mortes a cada mil nascidos vivos”, diz o documento.

No cenário mundial, o relatório destaca que no ano de 1990, 12,7 milhões de crianças até cinco anos morreram. Este ano, pela primeira vez, esse número ficará abaixo de 6 milhões. No entanto, apesar da queda de 53% na mortalidade infantil global, a OMS e a Unicef chamam atenção para o fato de a meta de redução da taxa em dois terços ainda não ter sido cumprida.

Segundo o relatório, todos os dias 16 mil crianças até cinco anos morrem, na maioria das vezes nos primeiros dias após o nascimento. Em média, 45% das mortes ocorrem antes da criança completar um mês de vida. A principal causa de morte é a desnutrição, mas também ocorrem óbitos por doenças que poderiam ser evitadas, como diarreia, pneumonia e malária.

“Temos que reconhecer um tremendo progresso global, mas um grande número de crianças continua morrendo por causas evitáveis antes do quinto aniversário. Isso deve nos impulsionar a redobrar nossos esforços para fazer o que sabemos que precisa ser feito”, diz a vice-diretora da Unicef, Geeta Rao Gupta.

Fontes:
O Globo-Mortalidade infantil no Brasil cai 73% em relação a 1990

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