Início » Brasil » Mortalidade infantil no Brasil sobe pela 1ª vez desde 1990
SAÚDE

Mortalidade infantil no Brasil sobe pela 1ª vez desde 1990

A zika e a crise econômica são apontadas pelo Ministério da Saúde como principais causas para a alta

Mortalidade infantil no Brasil sobe pela 1ª vez desde 1990
A expectativa é de que os números de 2017 ainda superem os de 2015 em óbitos de crianças (Foto: Pixabay)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

O Brasil registrou aumento na taxa de mortalidade infantil em 2016. A epidemia de zika e a crise econômica são apontadas pelo Ministério da Saúde como as principais causas para a alta inédita desde 1990. A expectativa é de que os números de 2017 também superem os de 2015.

Com a epidemia do zika vírus, houve queda no número de nascimentos, o que impacta na taxa de mortalidade, e mortes de bebês por malformações graves. Já com a crise econômica, a perda de renda das famílias, estagnação de investimentos em programas sociais e cortes na saúde influenciaram nos dados de mortes evitáveis, principalmente por diarreias e pneumonias.

Desde 1990, o Brasil apresentava redução anual média de 4,9% da taxa de mortalidade infantil.  O número está acima da média mundial, cuja redução é de 3,2%, de acordo com relatório do Unicef de 2017.

O país registrou 14 óbitos a cada mil nascimentos, aumento de 5% em relação ao ano anterior, em 2016. Entre 2015 e 2016, na América Latina, a taxa ficou em 18 óbitos por mil nascimentos.

A  previsão é de que os dados em 2017 fiquem, no mínimo, na faixa de 13,6 óbitos a cada mil nascimentos, contra 13,3 de 2015.

Fontes:
Folha de S.Paulo - Com zika e crise no país, mortalidade infantil sobe pela 1ª vez em 26 anos

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. André Vinícius Vieites disse:

    Aí é que está, ver natalidade e mortalidade ajuda a crescer a consciência maternal. Além da queda da fecundidade, ocorre no país atualmente um processo de ”envelhecimento da fecundidade”, já que está havendo um adiamento da idade média em que a brasileira está sendo mãe: este ano, essa idade média é 26,9 anos; vai passar a 28 anos em 2020, e a 29,3 em 2030. Visto que pode ter um filho saudável aos 30 anos e com carreiras consolidadas, as mulheres vão ganhando espaço entre a natalidade e mortalidade de crianças, bom, isso só poderá futuramente contribuir com índices de menos pobreza, menos ignorância e é bem provável que menos mortalidade infantil, porque as novas mamães farão planejamento familiar e a densidade demográfica deverá cair. Bem melhor, essas futuras crianças brasileiras pertencerão a classe média alta, porém isso só acontecerá próximo de 2045.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *